segunda-feira, 3 de maio de 2010

Band of Brothers Estreia na Bandeirantes

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No dia 7 de julho de 1937, o Japão invadiu a China, ação que marcaria o início da 2ª Guerra Mundial no Pacífico. No dia 1º de setembro de 1939, a Alemanha invadiu a Polônia dando início à 2ª Guerra Mundial na Europa. Pouco depois, a Inglaterra e a França declararam guerra ao país comandado por Adolf Hitler. A União Soviética entrou no conflito no mesmo mês.

Tentativas de pactos e armistícios foram feitas. Mas, em 1940, a Alemanha e seus aliados, entre eles Itália e Japão, continuavam a atacar e invadir outros países. Em junho de 1941, as tropas de Hitler invadiram a União Soviética; e em dezembro, o Japão atacou os Estados Unidos da América, via Pearl Harbor, no Havaí. No dia 7 de dezembro, os EUA declararam guerra ao Japão. Entre os dias 11 e 13 de dezembro, a Alemanha e os países aliados declararam Guerra aos EUA. Estava oficialmente iniciada a 2ª Guerra Mundial, envolvendo países da Ásia, Europa e Américas.


No dia 6 de junho de 2001, em Utah, foi realizada a reunião de membros sobreviventes do Batalhão de Infantaria, divisão de paraquedistas, da Companhia E, figura central da minissérie produzida por Steven Spielberg e Tom Hanks para a HBO. Para alguns, foi o primeiro encontro desde o final da guerra em 1945.  A produção representou para esses, e outros soldados que lutaram no conflinto, muito mais que um reencontro com aqueles que dividiram a pior experiência de vida que poderiam ter em comum. Representou, também, o resgate da memória daqueles que partiram durante o conflinto.

A minissérie tem como base o livro "Band of Brothers", de Stephen Ambrose, além do livro de memórias "Parachute Infantry: An American Paratrooper's Memoir of D-Day and the Fall of the Third Reich", escrito por um dos soldados sobreviventes. Narrada em 10 episódios, a história apresenta o batalhão E, desde o treinamento em uma base militar americana, passando pelas primeiras missões, o testemunho dos conflitos ocorridos no Dia D, e em outras batalhas históricas, culminando com a tomada da Alemanha e a descoberta da existência de campos de extermínio judeus.


Antes do início de cada episódio, a minissérie apresenta depoimentos de soldados sobreviventes, que lembram de suas experiências nos fatos que serão apresentados naquele determinado momento. A produção omitiu a identidade desses soldados reais, para somente revelar quem eram no final da história. Dessa forma, ao longo de cada episódio, não sabemos quem sobreviveu ou não.

Stephen Ambrose faleceu um ano após a estreia da minissérie "Band of Brothers". Historiador, biógrafo e professor de história da Universidade de New Orleans, ele publicou vários livros que retratavam o período da 2ª Guerra Mundial. Foi assistente de Spielberg na produção do filme "O Resgate do Soldado Ryan" e produtor executivo da minissérie que estreia esta noite no canal Bandeirantes.


Inicialmente prometida para fevereiro, a minissérie "Irmãos de Guerra/ Band of Brothers" estreia às 21h. Quem ainda não conferiu a produção quando exibida pela HBO Brasil ou lançada em DVD, não pode perder a oportunidade de acompanhá-la.

Ambrose escreveu seu livro, que tem o mesmo título da minissérie, com base em depoimentos de sobreviventes da Companhia E e pesquisas de material publicado na época. A adaptação para a TV foi feita por uma equipe de sete roteiristas: Erik Jendresen, Tom Hanks, John Orloff, E. Max Frye, Graham Yost, Bruce C. McKenna e Erik Bork.


Cada personagem tem como base uma pessoa da vida real, que fez parte do batalhão. Ao longo da produção, os atores mantiveram contato com sua contraparte da vida real, ou com pessoas que os conheceram. Suas vidas e atitudes foram condensadas para que pudessem resultar em amostragens daquilo que viveram durante os anos retratados na produção. A despeito de algumas liberdades artísticas, como o fato dos soldados andarem sem capacetes ou redistribuição de falas para que todos pudessem ter uma presença equilibrada na trama, a minissérie manteve a fidelidade ao destino de cada personagem, à exceção do Sargento Albert Blithe.

A história tem como personagem base o Major Richard Winters (Damian Lewis, de "Life"), comandande do batalhão. Mas cada episódio traz  um dos soldados em foco, vivendo diferentes conflitos nos quais a Companhia E atuou. O melhor amigo de Winters é o capitão Lewis Nixon (Ron Livingston, de "Defying Gravity"), que se agarra à bebida para fugir da realidade em que vive.


Também fazem parte da história o Coronel Robert F. Sink (Dale Dye), os Capitães Ronald Speirs (Matthew Setle, de "Gossip Girl"), Herbert Sobel (David Schwimmer, de "Friends"); os Tenentes Carwood Lipton (Donnie Wahlberg, de "Boontown"), Lynn Compton (Neal McDonough, de "Desperate Housewives"), Harry Welsh (Rick Warden), Henry Jones (Colin Hanks), Harry Welsh (Rick Warden), Jack Foley (Jamie Bamber, de "Battlestar Galactica"), Thomas Meehan (Jason O'Mara, de "Life on Mars" - US); os Sargentos Donald Malarkey (Scott Grimes, de "Plantão Médico/ER"), Darrell Powers (Peter Youngblood Hills), Denver Randleman (Michael Cudlitz, de "Southland"), John Martin (Dexter Fletcher, de "Hotel Babylon"), James Alley Jr. (George Calil), Charles E. Grant (Nolan Hemmings), Joseph Toye (Kirk Acevedo, de "Fringe"), William Guarnere (Frank John Hughes), Warren Muck (Richard Speight Jr., de "Jericho"); os Técnicos Eugene Roe (Shane Taylor), George Luz (Rick Gomez, "What About Brian"), Frank Perconte (James Madio), Joseph Liebgott (Ross McCall), Jospeh Ramirez (Rene L. Moreno), Antonio C. Garcia (Douglas Spain); os soldados Robert Wynn (Nicholas Aaron), Edward Heffron (Robin Laing), Wayne A. Sisk (Philip Barrantini), Mcintosh (Ben Loyd Holmes), David Kenyon Webster (Eion Bailey), James Miller (James McAvoy), entre outros.


Orçado em 12.5 milhões de dólares por episódio, a minissérie se tornou a produção mais cara da época. A esse valor, foi somada as despesas da campanha publicitária, que chegou a uma média de 15 milhões de dólares. Incluída na despesa da campanha de divulgação, estava o evento que promoveu o encontro dos veteranos da Companhia E, no qual foi exibido o primeiro episódio da minissérie antes de sua estreia.

Filmada no mesmo estúdio britânico onde "O Resgate do Soldado Ryan" foi feito, e locações na Áustria, a minissérie começou a tomar forma em 1998, ano em que o filme, orçado em 90 milhões de dólares, foi lançado nos cinemas americanos. Durante a produção da minissérie, vilas inteiras foram construídas para depois serem destruídas, sendo que tanques e armas de guerra foram restaurados para serem utilizados durante as filmagens.


O primeiro episódio da minissérie estreou nos EUA com a impressionante média de 10 milhões de telespectadores; um número extremamente alto para a TV a cabo, que costuma girar em torno de 5 milhões. No entanto, a exibição do programa teve início dias antes dos ataques do 11 de setembro, o que acarretou em uma queda na audiência para os episódios seguintes. Mesmo assim, conseguiu manter uma média de 7 milhões de telespectadores.

Desde os anos 60, com a série "Combate", a televisão americana busca retratar com realismo os períodos de conflitos bélicos, em especial a da 2ª Guerra Mundial; dedicando-se, na maioria das vezes, a apresentar o lado humano em meio à ignorância, destruição e violência.


"Irmãos de Guerra/Band of Brothers" resultou em um trabalho de visual artístico com um apuro realista, sobre mais um período sangrento e aterrorizante da história da humanidade, retratado com sensibilidade por cada personagem da história, seja ele emotivo ou racional.

Nos dias de hoje, falar sobre os horrores dessa guerra em particular, tendo o distânciamento do tempo e do espaço, facilita para que surjam questionamentos sobre o que ela representou, ou até mesmo para os fatos que ocorreram. Esse é um dos caminhos que as pessoas tomam para que a história possa se repitir...

5 comentários:

Rubens disse...

"Para que a historia possa se repetir...?

Fernanda Furquim disse...

É esquecendo o passado que a história se repete...

. disse...

Eu adorei essa minisérie. Ela é muito boa.
Agora saiu a "continuação" dela, The pacific que também tem a produção de Tom Hanks e Steven Spielberg. Espero que seja tão boa quanto Band of brothers.

Gaía disse...

mesmo que para alguns, passar uma ótima minisérie como esta com um atraso de anos na tv aberta não signifique nada .... eu digo que a Band tem meus parabéns por promover

eu mesma tendo tv a cabo não tive a sorte de ver, pois não tenho os canais da HBO, e além do mais é preconceito para o pessoal que só tem tv aberta como entreternimento não poder assistir a produções como esta
e também nem todos tem como gastar uma grana na compra dos DVD

então fico muito feliz em assistir Band of Brothers pela Band e digo ainda que a dublagem me agradou muito

Band of Brothers na minha humilde opinião é superior a The Pacific

Anônimo disse...

Eu adorei Band of Brothers e acho que deveria ter mais coisas falando sobre esses corajosos soldados, eu admito que é emocionante a historia, mais eu queria detalhes de Irmaos de Guerra, falando como termino para eles, os sobreviventes porque eu acho importante e eu peço que o autor do blog me adicione no orkut ou msn para conversarmos melhor.
Orkut: yurifernandes19@yahoo.com
Msn: yurifernandes19@hotmail.com
obrigado por fazer este blog.

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