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sexta-feira, 4 de junho de 2010

The Life & Times of Tim é Cancelada


A HBO cancelou a produção da série animada "The Life & Times of Tim", criada por Steve Dildarian, após duas temporadas com um total de 20 episódios.  Segundo o site Deadline, os produtores estão em busca de um novo canal a cabo para dar continuidade à produção da série. Entre os canais sondados estão o Comedy Central, a TBS e o Adult Swim.

Ao contrário de canais como a Fox, a HBO não tem tradição de produzir séries animadas. Desde sua criação em 1972 até os dias de hoje, foram produzidas ou exibidas cinco séries: "As Aventuras de Tintin" (1991-1992, produção europeia), "Spicy City" (1997), "Spawn" (1997-1999), ""The Life & Times of Tim" (2008-2010) e "The Ricky Gervais Show" (2010, e renovada para uma segunda temporada).

"The Life & Times of Tim" surgiu em 2007, como uma produção da Warner Brothers em parceria com a Good Humor TV, para o canal Fox. Após avaliar o episódio piloto, a Fox descartou o projeto que então foi levado para o Comedy Central. Sem conseguir chegar a um acordo contratual, os produtores levaram o projeto para a MRC, produtora que assumiu o projeto e o vendeu à HBO. Foram encomendados 10 episódios iniciais, os quais foram exibidos em 2008. Renovada, a série ganhou a encomenda de mais 10 episódios os quais foram exibidos em 2010.

A história gira em torno de um novaiorquino e sua relação com o mundo que o cerca, desde sua namorada, passando por colegas de trabalho culminando em seu contato com completos estranhos, os quais, em geral, o colocam em situações constrangedoras. Tendo em seu elenco as vozes de Steve Dildarian, Mary Jane Otto, Nick Kroll, Matt Johnson, Peter Giles e Bob Morrow, a série também contou com participações de atores como Bob Saget, Jeff Garlin, Daniel Tosh, Cheri Oteri, Alfred Molina, Phylicia Rashad, entre outros.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Décima Temporada de Smallville Será a Última


A notícia veio do próprio ator que interpreta Clark/Superman, Tom Welling, em entrevista ao site Hollywood Live durante um evento esta manhã em Los Angeles. Agora à tarde, o canal CW confirmou, via Variety, que a informação procede: "Smallville" encerra sua produção com a décima temporada.

Na verdade, muitos já acreditavam que o CW cancelaria a série ao final da nona temporada, que registrou uma média de 2.35 milhões de telespectadores. "Smallville" estreou em 2001 pelo extinto canal WB, passando para o CW, que surgiu em 2006 com a união do WB com o UPN. A décima temporada pode ter sido encomendada com o único intuito de preparar o final da trama proposta pela série.

Desde a mudança para o canal CW que a série vem conquistando baixos índices de audiência. Entre a primeira e a quinta temporada, período em que "Smallville" foi exibida pela WB, a série registrou uma média de 5.25 milhões de telespectadores. A partir da sexta, até a nona temporada, exibidas pelo CW, marcou uma média de 3.5 milhões.

terça-feira, 18 de maio de 2010

CW Cancela Melrose Place


A notícia já era aguardada, "Melrose Place" não conseguiu chegar à segunda temporada. Anunciada como remake, mas com estrutura de spinoff, "Melrose Place" teve apenas 18 episódios produzidos. A série foi a única produção cancelada pelo canal.

A produção estreou em setembro de 2009 em meio a muita fanfarra e expectativas do canal de conseguir elevar sua audiência. No entanto, em outubro já estava reformulando sua estrutura e personagens como uma tentativa de evitar seu cancelamento. A atriz Heather Locklear foi novamente chamada para interpretar Amanda, personagem que salvou a produção original desse mesmo destino. Mas, o 'raio não caiu duas vezes no mesmo lugar'. Assim, "Melrose Place" chega ao final registrando uma média de 1.38 milhões de telespectadores.

Apesar da fama do CW entre seu público alvo, os jovens e pré-adolescentes, a audiência do canal é baixa, levando-o a tomar a atitude de produzir novas leituras de produções populares dos anos 80 e 90.

O pronunciamento oficial do canal deverá ocorrer no dia 20 de maio, durante coletiva à imprensa. Por hora, o cancelamento vem sendo divulgado pela imprensa americana, como revista EW e Variety.

CBS Cancela Mais Três e Renova Duas


A rede CBS tinha quatro séries na faixa dos 8 milhões de telespectadores para cancelar ou renovar. Cancelou duas e renovou duas. A primeira foi "Ghost Whisperer", cancelada após cinco temporadas. A série que estreou em 2005 girava em torno de uma jovem, Melinda (Jennifer Love Hewitt), capaz de se comunicar com os mortos. Assim, ela passa a ajudar aquelas almas que necessitam finalizar questões em aberto de suas vidas para poderem seguirem seus caminhos.

A série foi criada por John Gray, com produção da Sander/Moses Productions em parceria com a ABC Sutdios e a CBS Studios. Esta última, também é a produtora de "Medium", série com o mesmo tema exibida inicialmente pela NBC. Em 2009, o canal a cancelou, retirando-a de sua grade. Mas, "Medium" foi resgatada pela CBS onde manteve o mesmo nível de audiência que conquistava na NBC, cerca de 8 milhões de telespectadores. A série fez dobradinha com "Ghost Whisperer", que vinha mantendo uma média de 7.8 milhões de telespectadores em sua última temporada.


A segunda foi "The New Adventures of Old Christine", que conseguiu resistir mais tempo do que o esperado. A série estreou em 2006 chegando a uma média entre 10 e 11 milhões de telespectadores. Mas, nas temporadas seguintes, mal se aguentou entre os 10 milhões. Sua última temporada registrou uma média entre 7 e 8 milhões. No entanto, a expectativa da imprensa americana é a de que a série seja resgatada pela ABC que há duas temporadas vem demonstrando interesse em incluir a produção em sua grade. O canal também poderá optar em resgatar "Ghost Whisperer", série co-produzida pela ABC Studios.

Já "Gary Unmarried" estava registrando uma média de 6 milhões de telespectadores em sua segunda temporada. Ter conseguido chegar tão longe já foi uma vitória para essa série que fechou a primeira temporada com 7 milhões de telespectadores.


Em contrapartida, o canal CBS renovou as séries "Medium" e "Rules of Engagement", que vem mantendo uma média entre 7 e 8 milhões. A renovação de "Medium" não chega a ser uma surpresa. Quando a NBC cancelou a série, a CBS Studios veio a público criticar as razões apresentadas pelo canal. Pouco depois, os dois canais entraram em uma disputa pelos direitos autorais das cinco primeiras temporadas. Se a cancelasse agora, tendo registrado os mesmos índices de audiência que tinha na NBC, seria um ato incoerente da CBS em relação à sua atitude em 2009.

Accidentally on Purpose é Cancelada

A CBS divulgou os títulos de quatro séries canceladas oficialmente: "Accidentally on Purpose", "Cold Case", "Miami Medical", "Numb3rs", sendo que as três últimas já tinham sido divulgadas aqui. Ainda não há notícias a respeito das demais séries que estão correndo o risco de serem canceladas. A coletiva de imprensa do canal será realizada nos EUA no dia 19 de maio, quando será divulgada a lista completa de cancelamentos, retornos e novas séries.

"Accidentally on Purpose" era a série que trouxe de volta à TV a atriz Jenna Elfman, famosa por "Dharma e Greg". Criada com base no livro autobriográfico de Mary F. Pols, a história foi adaptada para a TV por Claudia Lonow. A série girava em torno de Billie, uma crítica de cinema que passa a noite com Zach (Jon Foster) um homem mais novo que ela. Mais tarde, descobre ter ficado grávida. Sem intenção de se casar, Billie acaba convidando o pai de seu filho a morar com ela, tendo em vista a situação financeira precária do rapaz.

A primeira temporada foi planejada para apresentar o período da gravidez e as mudanças pelas quais Billie passa, tanto fisiológica, quanto emocional e profissional. A segunda, caso chegasse a ser produzida, apresentaria a maternidade. O último episódio da primeira e única temporada apresentou o nascimento do bebê de Billie. Por coincidência, durante a produção dos primeiros episódios, Jenna Elfman descobriu estar grávida de verdade. Casada com Bodhi Elfman, com quem já tem um filho, Jenna deu à luz no dia 2 de março de 2010 a seu segundo filho, Easton.

A sitcom estreou em setembro de 2009 com 13 episódios iniciais encomendados. Em novembro, a CBS encomendou mais 5 episódios, totalizando 18 para a primeira e única temporada. Ao longo de sua exibição, a série nunca conseguiu ultrapassar a média de 8 milhões de telespectadores, chegando ao último episódio, que foi ao ar no dia 21 de abril nos EUA, com uma média de 5 milhões. 

Veja fotos promocionais aqui e cartaz aqui.

domingo, 16 de maio de 2010

Romantically Challenged é Oficialmente Cancelada

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O twitter oficial da série anunciou seu cancelamento. "Romantically Challenged" não chegou sequer ao quarto episódio dos seis inicialmente encomendados. Mas, é uma produção que muitos ficaram surpresos de ter conseguido chegar à TV, visto estar em desenvolvimento desde 2008. Primeiro recebeu o título de "Threesome", criada por Ricky Blitt, de "Uma Família da Pesada".

A história girava em torno de um homem (Eric Christian Olsen) dividindo sua atenção entre seu melhor amigo e a namorada, mãe solteira. Mas, quando Alyssa Milano, de "Charmed", foi escolhida para interpretar a namorada. Mas, ainda em 2009, a série mudou de nome e de enredo. Passou a ser chamada de "Single with Baggage", na qual temos a personagem de Alyssa como mãe solteira que volta a sair com homens. Rebatizada de "Romantically Challenged", a série estreou na midseason americana desse ano.

A série estreou com uma média de 11 milhões de telespectadores, mas foi caindo ao longo dos episódios seguintes.

Cold Case, Miami Medical e Numb3rs Canceladas

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A CBS deverá anunciar essa semana a grade da próxima temporada. Mas, de acordo com a revista EW, as séries "Cold Case", "Miami Medical" e "Numb3rs" não farão parte dela. As três teriam sido canceladas pelo canal, que ainda não confirmou a informação.

Jerry Bruckheimer conseguiu que dois projetos seus fossem transformados em séries para a próxima temporada, "The Whole Truth" e "Chase", ambas pela NBC. Mas, em compensação, perde duas séries pela rede CBS: "Cold Case" e "Miami Medical".


A primeira já estava em sua sétima temporada, tendo conquistado uma média acima de 10 milhões de telespectadores durante os seis primeiros anos. A sétima temporada, que finalizou a exibição de seus episódios em 2 de maio nos EUA, registrou uma média de 9 milhões. Já "Miami Medical", estava fadada ao cancelamento logo que estreou. Com apenas oito episódios encomendados, dos quais já foram exibidos sete, a série registrou uma média de 6 milhões de telespectadores.O último episódio deverá ser exibido no dia 21 de maio nos EUA.

Quanto a "Numb3rs", o anúncio de seu cancelamento será apenas uma formalidade. Cheryl Heuton, co-criadora da série, vem há meses divulgando em seu Twitter que a produção será cancelada, sendo que os dois atores principais foram há muito tempo liberados para buscarem novos projetos. O piloto "Tax Man", produção de Ron Howard, que teria David Krumholtz no elenco, não conseguiu ser transformado em série; mas Rob Morrow teve mais sorte, está na série "The Whole Truth", produção de Jerry Bruckheimer, encomendada pela NBC.


A série "Numb3rs" estreou com uma média de 25 milhões de telespectadores, caindo para 15 milhões em seu segundo episódio. Mesmo assim, a primeira temporada fechou com uma média de 12 milhões de telespectadores garantindo-lhe uma segunda temporada. Ao longo das temporadas seguintes a série se manteve entre 10 e 12 milhões, mas a partir da quarta caiu para 9 milhões, sendo que em sua sexta e última já registrava uma média de 8 milhões.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

NBC Cancela Heroes, Mercy e Novamente Trauma

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A rede NBC tornou oficial a informação que já vinha circulando há semanas pela imprensa americana: o fim de "Heroes". A demora em oficializar seu cancelamento se deu pelo fato de que o canal vinha avaliando a possibilidade de produzir dois ou quatro episódios ou então um telefilme, para dar um final à trama. Mas, tal qual ocorreu com "Lei & Ordem", a especulação por parte da imprensa em torno do destino da série forçou a divulgação oficial do cancelamento. Assim, somente na segunda-feira é que o canal deverá tornar pública a decisão sobre uma finalização da história. Com o cancelamento de "Heroes", vai para a gaveta todos os projetos que poderiam existir em transformar a série em uma franquia gerando spinoffs.

A série teve um desenvolvimento meteórico tal qual o sucesso conquistado. A produção levou nove meses, o equivalente a uma gestação humana, para surgir a ideia, elaborar o projeto, apresentar a uma emissora, vender o produto, produzir o episódio, apresentar a uma audiência teste e estrear na TV americana. Para um projeto complexo como "Heroes", a rapidez de seu desenvolvimento comprometeu a continuidade da série, e seu respectivo sucesso.

Segundo Tim Kring em entrevistas da época, a idéia surgiu no início de 2006, ainda sob os efeitos do atentado de 11 de setembro de 2001 e as consequencias de um mundo dominado por terroristas, inimigos sem rostos que poderiam ser encontrados em qualquer lugar. "Heroes" veio da ideia de se criar uma série que pudesse dar à audiência personagens que, tal qual os terroristas estão em qualquer parte, mas que, nesse caso, são heróis com poderes de salvar o mundo e a humanidade e não destruí-los. Assim o projeto foi desenvolvido, apresentando pessoas comuns descobrindo ter poderes dentro delas que podem, de alguma forma, modificar a história da humanidade e seu futuro (ou passado). Justamente por serem pessoas comuns tentando lidar com esses poderes (muitas vezes recém descobertos), elas cometem erros, se deixam dominar, ou procuram negar seu potencial natural.

Seguindo os conselhos de Damon Lindelof, de "Lost", Tim Kring apresentou seu projeto à NBC que produziu uma primeira versão do piloto o qual foi exibido durante a Comic Con realizada no meio do ano. A reação do público garantiu a produção da série, que adotou o formato popularizado nos anos 40 pelos seriados do rádio e do cinema: histórias contínuas com cliffhangers (situação em aberto) a cada final.

A série estreou em setembro de 2006 conquistando 14.5 milhões de telespectadores para sua primeira temporada. Todos acreditavam que surgira ali a salvação da NBC e o mais novo clássico que dominaria a produção televisiva nos próximos anos, talvez da década. Em 2007, a NBC cogitou produzir uma spinoff de "Heroes" com a intenção de segurar o público entre uma temporada e outra. Assim, "Heroes: Origins" apresentaria novos personagens-heróis ao longo de seis episódios, dentre os quais um a cada episódio seria escolhido para, posteriormente, integrar o elenco da série original; além disso, a spinoff também serviria para introduzir explicações relacionadas a elementos explorados em "Heroes". No entanto, a greve de roteiristas orcorrida na época levou o canal a cancelar o projeto.

Ao longo de sua produção, a série foi perdendo fôlego decepcionando até o mais ardoroso dos fãs. As críticas chegaram a tal ponto que seu criador e produtor, Tim Kring precisou pedir desculpas ao público. A quarta e última temporada de "Heroes" encerrou sua exibição no dia 8 de fevereiro, registrando uma média de 5 a 6 milhões de telespectadores. A audiência versus o custo de produção determinou seu final.


Outra produção cancelada pela NBC foi "Mercy", série que também teve um desenvolvimento e produção meteóricos. Mas, ao contrário de "Heroes", não apresentou elementos que pudessem seduzir o público. A série médica foi escolhida para substituir "Parenthood", originalmente prevista para estrear em setembro de 2007. "Parenthood" fora adiada em função do diagnóstico de câncer da atriz Maura Tierney, culminando em sua substituição por Laura Graham. Assim, "Mercy" trocou de lugar com "Parenthood".

Produzida às pressas, e sofrendo troca de atores, a série não teve tempo de se desenvolver estreando em um período de grande competitividade. Exibida entre setembro de 2009 e maio de 2010, a série registrou uma média de 4 milhões de telespectadores.

Além dessas duas séries, a NBC confirmou o cancelamento de "Trauma", produção originalmente cancelada em 2009, mas que teve novos episódios produzidos apenas para tapar buraco na programação.

Lei & Ordem é Oficialmente Cancelada


A série "Law & Order" foi cancelada após 20 anos de produção, ou seja, duas décadas no ar. Apenas duas séries conseguiram chegar tão longe: "Gunsmoke" e "Os Simpsons", sendo que a segunda é uma produção animada.

O destino de "Lei e Ordem" estava nas mãos da TNT, canal que comprou as temporadas anteriores para exibi-las em reprise exclusiva. O que significa que apenas a TV a cabo poderia ter a série na grade além da NBC. Em geral, quando se vende para syndication, termo utilizado para definir os canais regionais, a produção é oferecida a diversos canais de diferentes regiões, ou a grupos de canais que dominam uma região. É daí que vem o lucro dos produtores e a necessidade de se ter 100 episódios. Quando a TNT comprou, se tornou o único canal e fonte de renda da série (sem contar os anunciantes dos episódios inéditos).


A exclusividade terminou com o final da 20ª temporada, o que poderia permitir à NBC oferecer a série para canais regionais. No entanto, a renda não seria suficiente para pagar a percentagem dos produtores e ainda produzir uma nova temporada. O direito de exclusividade elevou o valor pago pelas reprises, o qual, aparentemente, bancaria a continuidade de uma série cara como "Lei & Ordem". Assim, a série não conseguiu quebrar o recorde de "Gunsmoke". 'Morreu na praia', como se diz. Está em pé de igualdade em relação ao tempo (20 temporadas), mas não em número de episódios (que perde por uns 200 episódios, mais ou menos).

O motivo pelo qual a TNT não teria dado apoio nessa empreitada seria os problemas financeiros gerados por compras de outras séries para reprise, as quais não estariam dando o retorno necessário, bem como o investimento em uma produção seriada própria. Além do que, a série "Lei & Ordem" também não estava conquistando uma grande audiência.


Para que a NBC pudesse bancar a 21ª temporada sozinha, precisaria que a série tivesse gerado em sua última temporada uma audiência média significativa; mas esta ficou abaixo dos 8 milhões de telespectadores. Dizem que foi oferecido a Dick Wolf a oportunidade de quebrar o recorde de "Gunsmoke", levando sua série para a 21ª temporada, desde que o produtor aceitasse a redução de episódios (de 22 passaria para 6, 10 ou 16), bem como cortes no orçamento. Wolf não teria aceitado.

Teria sido, então, oferecida a renovação à Wolf, se ele aceitasse reduzir sua percentagem de lucro para essa temporada. Wolf não teria aceitado. Não se sabe se essas propostas realmente ocorreram, visto que, muitas vezes, para se justificar um cancelamento costuma-se jogar a responsabilidade no produtor ou no canal.


A NBC precisa de um maior número de séries para a próxima temporada para cobrir buracos em sua programação. Mas, parece estar empolgada com o resultado de diversos pilotos exibidos recentemente, os quais poderiam ser transformados em séries, que fariam o preenchimento da grade e ainda cobririam cancelamentos como o de "Lei & Ordem" ou mesmo "Heroes" (ainda não confirmado). Assim sendo, é bem possível que o canal tenha pesado os prós e os contras, e decidido confiar em uma nova produção ao invés de se apoiar em uma antiga. Algo que também é muito comum no meio televisivo americano.

Mas, Dick Wolf não sairá 'de mãos abanando'. Em troca do cancelamento de "Lei & Ordem", ele conseguiu a aprovação de seu novo projeto da franquia: "Law & Order: Los Angeles", que poderá estrear na próxima temporada.O produtor também garantiu a renovação de "Lei & Ordem: SVU", que não estava tendo problemas de audiência.


"Lei & Ordem" é uma série que estreou em 1990 e embora tenha durado tantos anos, não promoveu a revolução do gênero como muitos jornais parecem acreditar. Perpetuou, isso sim, o formato de episódios fechados, algo que, na década de 90, foi se tornando cada vez mais raro. Com o sucesso das novelas noturnas nos anos 80, a década seguinte viu surgir um número maior de seriados com histórias contínuas, ou arcos que interferiam com maior frequencia na vida e nos destinos de seus personagens.

A série de Dick Wolf  também não inovou em sua proposta, como já li em alguns lugares. Ao introduzir a cada episódio histórias divididas entre a investigação policial seguida do processo judiciário, "Lei & Ordem" resgatou uma proposta originalmente explorada pela série "Culpado ou Inocente?/Arrest and Trial", de 1963, estrelada por Ben Gazarra e Chuck Connors. Eles interpretavam, respectivamente, o policial que investigava o caso na primeira metade dos episódios, e o advogado que defendia o réu, na segunda metade.


A série também não inovou ao filmar nas ruas de Nova Iorque, algo que já tinha sido feito na década de 50 com "Cidade Nua". Também não promoveu o surgimento de novas produções seriadas a serem filmadas na cidade, embora sua presença tenha ajudado. O motivo pelo qual os produtores correram para Nova Iorque ao final da década de 90, foi o fato da cidade ter diminuido suas taxas e impostos tornando o local mais atrativo que Los Angeles ou Toronto/Vancouver, no Canadá, para a onde a produção seriada migrou na década de 80. A forma como a série ajudou foi através do produtor Dick Wolf, uma das pessoas que mais lutaram por uma regularização do sistema de taxas que era aplicado desde os anos 70. Dessa forma, em 2005, foi aprovada uma legislação nesse sentido.

O que "Lei & Ordem" fez foi celebrar a tradição da narrativa policial, explorando casos reais. Com a troca de atores, de tempos em tempos, conseguiu injetar 'sangue novo' e mudanças de abordagens e desenvolvimentos a partir da personalidade de cada equipe. Foi também o último trabalho em elenco fixo do ator Jeffrey Orbach, apontado como um dos responsáveis pela durabilidade da série. Ator de teatro, cinema e televisão, Orbach faleceu em 2004, após 13 anos no elenco da série.

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As Séries Canceladas Pela ABC Até o Momento

 
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As informações ainda não são oficiais, o canal deverá se pronunciar durante coletiva de imprensa a ser realizada essa semana. Mas a imprensa americana já divulga como certo os cancelamentos de várias séries da ABC. A maioria já está fora do ar e visto que muitos de seus atores já estão no elenco de novos projetos, é improvável que sejam renovadas. Por isso, fiz essa lista com os dados de cada uma. Não nclui "Romantically Challenged", estrelada por Alyssa Milano, que vem sendo anunciada como cancelada, porque a própria atriz divulgou em seu Twitter que as notícias ainda não foram confirmadas. Também não inclui "Happy Town" porque não há confirmação por parte de produtores ou elenco. O cancelamento de "Scrubs" já tinha sido divulgado aqui, quando confirmado pelo ator Zach Braff.

"The Deep End" foi cancelada com uma única temporada de 6 episódios exibidos durante a a midseason de 2010. Geralmente, séries que estréiam na mid-season americana são produções nas quais os canais não colocam muita fé em sua continuidade, ou são séries que não ficaram prontas a tempo para estrear na temporada normal. No entanto, com a transmissão dos Jogos Olímpicos de Inverno, devemos considerar que a maioria das séries que estrearam durante esse período nos EUA se enquadram na primeira categoria. Nenhum canal se arriscaria a exibir as produções com potencial de público durante o período de transmissão dos jogos. Assim, as séries nas quais os canais não colocam muita fé estrearam nessa época, praticamente para engrossar o pacote de inéditos das grades durante os jogos.

"The Deep End" estreou no dia 21 de janeiro conquistando uma baixa audiência. Teve em média 7 milhões de telespectadores, necessitando no mínimo de 10 milhões, ou pelo menos 9, para ser considerada uma boa estréia. Os episódios seguinte conquistaram uma audiência ainda menor, sendo que o último exibido antes do cancelamento fechou com uma média de 4 milhões de telespectadores.

A série que trazia no elenco o ator Billy Zane, girava em torno de jovens trabalhando em um importante escritório de advocacia. Curiosamente, esta foi a segunda tentativa da ABC de produzir "The Deep End". Em 2008 o canal chegou a filmar um episódio piloto já com Billy Zane no elenco. Inicialmente batizado de "The Associates", o projeto mudou o nome para "The Deep End" quando o piloto foi produzido, tendo também no elenco os atores Roger Bart, Morena Baccarin (atualmente em "V") e Gail O'Grady, entre outros.


Já a série "The Forgotten" estreou em setembro de 2009, mantendo uma média de 6 milhões de telespectadores ao longo da exibição de 15 dos 18 episódios originalmente encomendados. Criada por Mark Friedman, era produzida por Jerry Bruckheimer. A série teve um episódio piloto inicial produzido com outro elenco. Após a exibição para avaliação, parte do elenco foi trocada, incluindo a substituição de Rupert Penry-Jones por Christian Slater. Posteriormente a atriz Elisha Cuthbert, entrou para a série.

A história girava em torno de um grupo composto por detetives amadores que resolviam casos envolvendo vítimas não identificadas pela polícia. A série tem previsão de estreia no Brasil pelo canal Space em julho.


Quanto à "Better Off Ted", a imprensa vinha divulgando as poucas chances que a série tinha de ser renovada, especialmente com base nas informações de que seus atores e roteiristas estavam liberados para buscarem novos trabalhos.

A série estreou na midseason de 2009 com 13 episódios; apesar da baixa audiência (cerca de 3 a 4 milhões de telespectadores), foi renovada para uma segunda temporada também com 13 episódios. No entanto, saiu do ar com apenas 11 episódios exibidos para a segunda temporada. Apesar da indicação ao Emmy de melhor comédia em 2009, a série não conseguiu conquistar público ou crítica, mantendo uma média de 2 milhões de telespectadores para o segundo ano. Ccriada por Victor Fresco, a série girava em torno de funcionários do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento de uma Corporação.



"FlashForward" entra para a história da televisão como a série que se fez por causa de uma campanha de marketing. O fato é importante, pois prova que nem tudo na televisão se sustenta apenas com divulgação, é necessário ter o suporte de um bom desenvolvimento de roteiro, ou pelo menos mediano, como é o caso de muitas séries que ainda estão por aí.

Primeiro era para ser um filme; então, o projeto que tem como base um livro de Robert J. Sawyer foi oferecido à HBO, que após o desenvolvimento do primeiro roteiro, a rejeitou. O canal sugeriu aos produtores que procurassem uma TV aberta, pois o material seria mais adequado a eles. Aí já dava para perceber que a produção tinha problemas. Uma história como a de "FlashForward" ser recusada pela HBO depois de lerem o roteiro? Tá certo que o canal também rejeitou "Mad Men", mas não foi pela qualidade da série e, sim, pelo temor em bancar uma produção cara com um produtor novato.

Mas, os produtores de "FlashForward" não desistiram e assim o projeto chegou à rede ABC que viu na série a oportunidade de cobrir o buraco que seria deixado por "Lost". Em função disso, a anunciou ao mundo inteiro que uma nova "Lost" estava nascendo. Pronto! Cento e quarenta países, pelo menos, acreditaram que teriam seus espaços comerciais garantidos pelos próximos cinco anos e compraram a série só com base nessa campanha, sem sequer terem visto o episódio piloto (não que isso seja raro).

O primeiro episódio da série registrou uma média de 12.47 milhões de telespectadores, sendo que um dos últimos exibidos até agora, chegou a uma média de 4.77 milhões. A queda vertiginosa em menos de 20 episódios de um total de 22 (sendo que originalmente foram encomendados 26 episódios), não conseguiu sustentar a campanha de marketing que cercou a produção.

Se tivesse ficado na TV a cabo, a série poderia ter uma chance, muito embora remota, pois precisaria arrumar o roteiro e personagens. Mas a necessidade de uma grande audiência estaria descartada. Os 6 milhões que a temporada vem registrando até o momento seriam mais que suficientes. Aliás, metade desse número já teria garantido à série uma segunda temporada.

Na TV aberta, o objetivo é conquistar a audiência de massa, seja lá com que produção for. Se tiver conteúdo, ótimo, mas se não tiver, e ainda assim, conquistar público ou falatório em torno dela, a produção pode se manter. "FlashForward" tinha a segunda opção, mas de forma negativa. Aí, não vale!

Outra questão que vale a pena se considerar é o tema. Será que a massa está preparada para passar mais cinco ou seis anos tentando entender o que está acontecendo em uma série de TV? A própria "Lost" se despede com índices bem abaixo de sua própria história, embora o último episódio deverá registrar, com certeza, um renovação nos números da audiência. ...Fica aqui a pergunta, sem uma resposta definitiva!

Outras séries já canceladas pela ABC e divulgadas aqui são: "Eastwick", "Ugly Betty" e "Hank". Sendo que "Lost" encerra sua produção.  

Entre as séries já renovadas para uma nova temporada estão: "V", "Private Practice", "Grey's Antaomy", "Desperate Housewives", "Castle", "Brothers and Sisters", "The Middle", "Cougar Town" e "Modern Family".

terça-feira, 11 de maio de 2010

The Sarah Silverman Program é Cancelada

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A notícia ainda não foi confirmada pelo canal Comedy Central, mas a série "The Sarah Silverman Program" teria sido cancelada. Segundo a imprensa americana, o Comedy Central teria decidido não renovar a produção para uma quarta temporada. O fim já era esperado antes mesmo da produção da terceira temporada ter início.

Em 2009, o canal tentou reduzir o orçamento de produção dos episódios em 20%. Sarah e os criadores da série ameaçaram deixar a produção que foi salva quando o canal Logo entrou como co-produtor. Somente então a série foi renovada para uma terceira temporada de 10 episódios. No entanto, o canal tansferiu sua exibição para um horário mais tardio. Esta é uma atitude tradicional tomada por canais que desejam cancelar uma série alegando baixa audiência.

No dia 15 de abril, a atriz Sarah Silverman divulgou em seu Twitter que o último episódio da terceira temporada seria o último da série. Na mesma época, o ator Brian Posehn revelou em uma entrevista ao site TV Squad que ficaria surpreso se a série fosse renovada. A partir de então foi criada uma campanha no Twitter para salvar a sitcom, a qual recebeu o nome de SaveSarahNow.

"The Sarah Silverman Program" foi uma sitcom que mesclou elementos de programas de variedades, tal qual era feito na década de 50. Através de sua história e personagens, a série implodiu com o humor tradicional de sitcoms femininas, trazendo um comportamento irônico e contraditório aos tipos de personagens que costumavam ser vistos nesse gênero até meados dos anos 90; nessa época, surgiu produções como "Roseanne", considerada como um divisor de águas do comportamento feminino nas sitcoms. No entanto, a abordagem de temas e o comportamento dos personagens de "The Sarah Silverman Program" conseguiu ultrapassar a narrativa da sitcom dos anos 90.

A série estreou em 2007 conquistando 1.8 milhões de telespectadores, tornando-se a maior audiência do Comedy Central até então. No Brasil, a série estreou pela Sony em março de 2008.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

10 Things I Hate About You é Cancelada


A ABC Family cancelou a série com apenas uma temporada. A exibição está atualmente em seu 15º episódio, mas o canal promete levar ao ar os 20 episódios produzidos. O anúncio do cancelamento foi feito pelo produtor da série, Carter Covington em seu Twitter.

A série estreou em julho de 2009 conquistando uma média de 1.6 milhões de telespectadores. Ao longo da exibição dos dez primeiros episódios, "10 Things I Hate About You" conseguiu manter uma média de 1 milhão de telespectadores. Assim sendo, o canal encomendou a produção de mais dez episódios, totalizando 20 para a primeira temporada. No entanto, a audiência caiu, chegando a 890 mil telespectadores com a exibição de um dos últimos episódios até o momento.

Adaptada por Carter Covington para a TV, a série era uma versão do filme de mesmo nome produzido em 1999, que por sua vez era uma versão moderna da história "A Megera Domada" de William Shakespeare.

terça-feira, 13 de abril de 2010

BBC Cancela Survivors


A BBC confirmou hoje os boatos que vinham correndo pela Internet de que o canal teria cancelado a série "Survivors" não renovando-a para uma terceira temporada. Segundo representantes do canal à imprensa inglesa, o interesse em manter uma programação variada focada no drama os obrigada a cancelar programas que não estão oferecendo o resultado que esperavam. Traduzindo: a audiência era baixa.

"Surivors" era um remake de uma produção dos anos 70 que ao longo dos anos se tornou cult na Inglaterra, por isso, foi produzida uma nova versão agora situada nos dias de hoje. A série original foi criada por Terry Nation, já falecido, que também era autor de "Blake's 7", outra produção cult, e responsável pelo surgimento dos Daleks em "Doctor Who". Produzida entre 1975 e 1977, a série original teve 38 episódios, também exibidos pela BBC1.


Box em DVD da série original

A nova versão foi assinada por Adrian Hodges, um dos roteiristas de "Primeval". Na história, 99% da população mundial foi dizimada por um misterioso vírus. Um pequeno grupo de sobreviventes ainda luta para se manter vivo em meio à destruição e um cenário pós-apocalíptico, no qual não existe mais sociedade, força policial ou leis.

A nova série estreou com uma audiência de 6.97 milhões de telespectadores, mas ao final da primeira temporada de seis episódios, registrava 4.65 milhões. A segunda temporada, também de seis episódios, estreou com 5.16 milhões, finalizando com uma audiência de 4.43 milhões. A nova versão da série dividiu a crítica; parte a considerava previsível e sem personagens interessantes; mas a outra parte a considerava fiel à ideia da produção original, apesar de algumas alterações e inclusão de personagens como Al Sadiq e Najid Hanif.

A audiência registrada pela série não é de fato baixo para os padrões ingleses, mas é para a BBC, em especial para programas em horário nobre. Outro fator apontado pela crítica como decisivo para o cancelamento da série, é o gênero ficção, que gera um alto custo, exigindo um número maior e mais estável em relação à audiência.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sons of Tucson é Cancelada


O cancelamento ainda não é oficial, mas a Fox americana tirou a série "Sons of Tucson" do ar, com a intenção de exibir os 9 episódios restantes da primeira temporada a partir do dia 6 de junho. A oficialização do cancelamento deverá ocorrer até o final de maio.

Criada por Greg Bratman e Tommy Dewey, a série girava em torno de três irmãos que contratam um homem para se fazer passar por seu pai, enquanto o verdadeiro está na prisão. Estrelada por Natalie Martinez, Matthew Levy, Frank Dolce, Benjamim Stockham e Tyler Labine, a série teve 13 episódios encomendados para a primeira temporada, dos quais, foram exibidos apenas quatro, que conquistaram uma média de 4 milhões de telespectadores.

O ator Tyler Labine já está no elenco de um novo projeto de sitcom da CBS chamada "True Love" e estrelada por Jason Biggs.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Brothers e Mental São Oficialmente Canceladas


A Fox cancelou oficialmente as séries "Brothers" e "Mental", não renovando as duas produções que já estavam fora da grade do canal americano. Desta forma, ambas encerram suas carreiras na televisão com apenas uma temporada cada. Ainda assim, a Fox deverá exibir reprises de "Brothers" nos sábados à noite à partir do dia 17 de abril.

"Brothers" gira em torno de um ex-jogador de futebol americano que enfrenta uma crise financeira, sendo obrigado a voltar a morar com os pais em uma pequena cidade dos EUA. Lá, ele reencontra também seu irmão, agora paraplégico, com quem vive às turras.

A série estreou em setembro de 2009 conquistando uma média de 2.8 milhões de telespectadores. Os episódios seguintes perderam ainda mais audiência, o que forçou o canal a reprisar episódios aos domingos na tentativa de encontrar um público. A série saiu do ar no dia 27 de dezembro de 2009 com apenas 13 episódios produzidos e exibidos. Ao sair da grade com uma audiência de 1.8, a imprensa americana concluiu que a série não seria renovada.


Quanto à "Mental", estreou nos EUA em maio de 2009 com uma média de 5.8 milhões de telespectadores. Os episódios seguintes sofreram queda na audiência chegando a 2.9 milhões mas, ainda assim, a Fox exibiu todos os 13 episódios encomendados para a primeira temporada. Produzida pela Fox Latino América, a série chegou a ser exibida no Brasil e lançada em DVD.

Criada por Dan LeVine, irmão de Deborah Joy LeVine, a série apresentava o dia-a-dia de uma clínica psiquiátrica. Desde a exibição do último episódio, os atores foram liberados para procurarem novos trabalhos. Atualmente Chris Vance está fazendo participações semiregulares em "Burn Notice", e Derek Webster está no piloto de "Edgar Floats".

A série "Mental" marcou o último trabalho de David Carradine na televisão; o ator teve participação especial no episódio "Book of Judges".

sexta-feira, 26 de março de 2010

24 Horas é Cancelada


Os fãs podem dizer adeus à Jack Bauer na certeza de que ele cumpriu sua missão. A Fox ainda não emitiu uma nota oficial, mas já avisou a produção. A notícia de seu cancelamento chegou ao público através de um de seus produtores, Jon Cassar, pelo seu Twitter. A oitava temporada será a última da série "24 Horas".

O motivo do cancelamento é a audiência (que está em torno de 9.8 milhões de telespectadores) x custos de produção. Esta justificativa, é claro, é uma simplificação das questões mais complexas que acarretam o fim de uma produção. Mas não há como negar que o desenvolvimento de roteiro da atual temproada está abaixo do nível da própria série (e muito criticado por especialistas). Além disso, o contrato de Kiefer Sutherland termina com a oitava temporada e para  renová-lo, seria necessário uma nova negociação de valores.

Elenco da 1ª temporada

Assim, o cancelamento não é uma supresa, visto que já faz algum tempo que a própria produção reconheceu a possibilidade. Tanto que foi anunciada a contratação de um roteirista para dar início ao projeto de levar "24 Horas" para o cinema. Algo que somente seria feito quando a série encerrasse sua carreira na TV. Nos últimos meses, rumores surgiram na imprensa, os quais apontavam a possibilidade da Fox oferecer a série para outro canal. Mas, seu alto custo e sua baixa receptividade crítica diminuem a possibilidade de qualquer tipo de acordo nesse sentido.

"24 Horas" estreou em 2001 conquistando a crítica e uma média de 8.60 milhões de telespectadores para sua primeira temporada. O segundo ano chegou a 11.73, sendo que a maior audiência foi na quarta temporada que teve 13.78. Em 2008 a produção precisou ser interrompida em função de uma greve de roteiristas, a qual forçou a Fox a adiar a estreia da sétima temporada, tendo em vista que a exibição dos episódios seriam interrompidos em função da greve. Jack Bauer ficou fora do ar por quase um ano, voltando com um telefilme que serviu de elo de ligação entre os fatos ocorridos no final da sexta e o início da sétima.

 Elenco da 2ª temporada

Criada por Robert Cochran e Joel Surnow, "24 Horas" foi inspirada em outra produção de Surnow, a série canadense "Nikita", que por sua vez é uma versão televisiva de um filme francês. Apesar do sucesso conquistado, vale a pena lembrar que a Fox temia que a série não fosse bem aceita pelo público. Por isso, encomendou a produção de apenas 13 episódios iniciais. Quando Kiefer Sutherland ganhou o Golden Globe, a Fox decidiu encomendar os episódios restantes, completando, assim, 24 horas do primeiro dia.

A série estreou dois meses após os ataques terroristas do 11 de setembro, o qual estabeleceu uma nova era de temor. Lutando contra um inimigo sem rosto, capaz de invadir seu espaço aéreo, infiltrar-se em suas famílias ou relações, a América abraçou Jack Bauer como um dos heróis que representaram a Guerra ao Terror, proposta pelo então presidente americano George W. Bush.

Elenco da 3ª temporada

Fruto de sua administração, a série pode ser vista por dois ângulos: a de uma produção que apoiou e propagou essa ideologia; ou a de uma produção que denunciou os métodos impregados, sem, contudo, acusar quem os praticava. Vista como uma consequencia ou uma necessidade, a tortura a terroristas ou a suspeitos de terrorismos compôs o perfil da série, ao lado de sua narrativa inovadora.

Produzida pela Imagine Entertainment para a 20th Century Fox, "24 Horas" estreou em 2001 trazendo para o formato seriado a história contada em tempo real. Tal narrativa tinha sido vista  pela primeira vez nas séries de TV americanas, durante um episódio de "Mash" escrito e produzido por Alan Alda, no qual a equipe médica tem 20 minutos para realizar uma cirurgia. O tempo real era apresentado ao telespectador através de um relógio que marcava cada segundo, no canto inferior da tela.

Elenco da 4ª temporada

A narrativa em tempo real de "24 Horas" tinha como base o efeito dominó e a busca pelo famoso "MacGuffin", tão explorado por Alfred Hitchcock. O termo define grande parte das tramas de suspense e ação: o herói está sempre atrás de um objeto ou pessoa, que Hitchcock chamava de MacGuffin, pois não importa o que ou quem seja, o que importa é que sua vida e a de terceiros dependem deste objeto ou pessoa ser encontrada, sendo que a questão do tempo influencia a tensão da busca.

Adotando essa narrativa, a série trabalhou a necessidade de se ater aos detalhes. Para atender as obrigações de um roteiro que narrasse uma história em 45 minutos, ou mesmo de um seriado com histórias contínuas, boa parte das produções até a década de 90 (com exceções que não influenciaram a regra), passava por cima de detalhes que poderiam esticar a história, comprometendo o orçamento. Dessa forma, o subterfúgio era cortar caminho, muitas vezes forçando situações, atitudes de personagens e soluções, que levassem ao ponto onde os roteiristas queriam chegar. "24 Horas" explorou a necessidade de se ater a detalhes, os quais podem proporcionar novas possibilidades dramáticas (apesar de aumentar seu custo de produção).

Elenco da 5ª temporada

Outras questões importantes trabalhadas em "24 Horas" é justamente a presença de células terroristas em território americano, revelando a fragilidade da segurança nacional, algo que sempre foi negado pela grande maioria das séries de TV. Muito embora já existissem produções que exploravam a infiltração inimiga em território nacional, os heróis não sofriam tanto para eliminar a ameaça e garantir ao telespectador que o país está sendo bem guardado.

Além disso, as produções seriadas sempre tiveram o Presidente americano como uma figura intocável; "24 Horas" não apenas atacou essa figura, como também revelou a fragilidade do gabinete em preservar sua segurança ou integridade moral. A série chegou à ousadia de explodir o Air Force One, quando o presidente americano ainda estava dentro dele, embora não tenham tido a coragem de matá-lo.

Elenco da 6ª temporada

Outra figura intocável pelas séries era o Presidente Richard Nixon. Mesmo com todo o escândalo ocorrido nos anos 70 com o caso Watergate, e apesar das sitcoms da época terem abordado a questão (de leve), a figura de Nixon nunca foi de fato atacada nas séries de TV. Na quinta temporada de "24 Horas", o público é apresentado ao Presidente Logan, uma caricatura de Nixon, que, de forma alegórica, adapta uma situação comparável a um escândalo político, questionando a saúde mental do todo poderoso (apesar da série não ter tido a coragem de fazer isso com um presidente eleito. Logan era Vice que ocupou o cargo na ausência do Presidente).

Vale a pena acrescentar que "24 Horas" foi a primeira série a apresentar um presidente afro-americano. Até então apenas um telefilme de 1972 tinha feito isso; e a terceira a introduzir uma presidente mulher. A sitcom "Hail to the Chief", produzida em 1985, foi a primeira, e "Commander in Chief", produzida em 2005, foi a segunda.

 Elenco da 7ª temporada

Mas as questões políticas que elevaram à série como uma das favoritas da década, também a derrubaram. Como comentado aqui, com a eleição de Barak Obama, a postura política americana mudou. E, com isso, ela afetou a linha de abordagem das histórias desenvolvidas em "24 Horas", esvaziando o agente Jack Bauer. Essa mudança começou pelo telefilme produzido entre a sexta e a sétima temporada, "Redemption", acentuando-se durante a oitava temporada da série, compromentendo a trama e o desenvolvimento do personagem.

Como resultado, os elementos que tornaram a série um sucesso no passado perderam para os aspectos negativos que já existiam desde os primeiro dia da vida de Jack Bauer: os clichés, o melodrama, os diálogos fracos e personagens mal construídos ou mal aproveitados. Com o fim de "24 Horas", o canal Fox deverá se empenhar para que "Human Target" assuma seu posto, ou terá que trazer uma nova série de aventura para a próxima temporada.

 Elenco da 8ª temporada

terça-feira, 23 de março de 2010

'Til Death é Cancelada

(clique na imagem para ampliar)

Essa é uma das produções que se manteve no ar por quatro anos apenas por vontade da Fox. Mas, após contínuos registros de baixa audiência, o canal finalmente cancelou "'Til Death". A Fox já notificou a produção, mas ainda não tornou o cancelamento oficial diante do público. A notícia chegou à imprensa através do ator e produtor executivo, Brad Garrett, que estrela a sitcom. Garrett revelou em entrevista ao site Zap2it, que a série foi cancelada em função de sua baixa audiência. Atores e equipe técnica já estão buscando trabalhos em outros projetos.

Criada por Josh Goldsmith e Cathy Yuspa, casados na vida real, a série gira em torno de Eddie (Brad Garrett) e Joy (Joely Fisher), casados há 23 anos, se relacionando com um casal vizinho Jeff e Steph Woodcock (Eddie Kaye Thomas e Kat Foster), que está iniciando sua vida a dois. A idéia era apresentar os contrastes desses dois tipos de relacionamentos.

A baixa audiência provocou mudanças na estrutura e no elenco. A segunda temporada trouxe um velho amigo de Eddie para a trama, Kenny Westchester (J. B. Smoove); na terceira, Kenny vai morar na casa de Eddie e Joy. Já a quarta temporada introduziu a filha do casal, Ally (Kate Micucci), e seu marido, Doug (Timm Sharp), morando em um trailer no quintal de Eddie, forçando o casal a reajustar sua relação com a filha e entre eles.

A série estreou em 2006 conquistando uma média de 7 milhões de telespectadores. Apesar da baixa audiência, a Fox renovou a produção para uma segunda temporada, que teve apenas 15 episódios em função da greve de roteiristas que ocorreu entre 2007 e 2008. Novamente a audiência foi baixa, conquistando uma média de 6 milhões de telespectadores, mas a Fox a renovou mais uma vez. Críticos americanos apontaram a questão do baixo custo de produção como um dos fatores em manter a série no ar em um período em que uma boa parte da programação normal estava comprometida pela greve, tendo adiado seus respectivos retornos.


A terceira temporada continuou registrando baixa audiência, uma média de 4 milhões de telespectadores, o que levou o canal a tirá-la da grade em outubro de 2009, fato este que sugeriu à imprensa um possível cancelamento da série. Mas, para surpresa de todos, a Fox renovou a produção para uma quarta temporada. O motivo teria sido a facilitação que a produtora Sony ofereceu à Fox em relação aos lucros na venda da sitcom para os canais regionais.

A comédia é um gênero muito apreciado pelo syndication, e geralmente costuma render bons lucros de venda, independente do conteúdo da série ou de seu histórico durante sua produção. Para ser vendida a canais regionais, com lucro, as séries precisam ter uma média de 100 episódios produzidos, visto que elas são, geralmente, exibidas diariamente. Assim, os canais conseguem fechar 100 dias de programação. Quando a Sony ofereceu à Fox uma porcentagem maior nos lucros da venda à reprises, o canal optou pela renovação de "'Til Death" com o objetivo de chegar à 100 episódios produzidos, ou o mais próximo desse número.

Fora do ar desde outubro de 2009, a série retornou à grade do canal em janeiro de 2010 com a exibição simultânea de episódios referentes à terceira e à quarta temporada. No entanto, a série continuou a registrar baixos índices, sendo que o episódio mais recente, chegou perto de 1 milhão de telespectadores, forçando a Fox a cancelar a produção que terá um pacote de 81 episódios para a venda em reprises e a outros países.

Ainda faltam 8 episódios para serem exibidos da quarta temporada. A Fox deverá mantê-la no ar até a primeira semana de maio. Por curiosidade, a série exibiu recentemente um episódio que apresentou um segmento animado dentro de sua narrativa. Confira informações aqui.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Scrubs é Cancelada

(clique na imagem para ampliar)

Pela segunda vez em sua história, a série "Scrubs" é cancelada; o canal ABC exibiu seus dois últimos episódios nos dias 10 e 17 de março. Estrelada por Zach Braff, Donald Faison, Sarah Chalke, Ken Jenkins, Judy Reyes, John C. McGinley e Neil Flynn, a série foi cancelada pela primeira vez em 2008, quando era transmitida pela NBC. Resgatada pela ABC, "Scrubs" voltou para uma nona temporada, trazendo novos personagens em seu elenco principal.

A idéia era preparar o público para uma possível nova versão, na qual os personagens antigos dariam lugar aos novos, introduzidos na atual temporada. No entanto, a audiência não correspondeu às expectativas e a série foi cancelada; os atores já estão entrando no elenco de pilotos de novas séries.

A informação já vinha circulando pela Internet desde o início de março, mas somente hoje ela se tornou oficial. Não pelo canal, que ainda não emitiu uma nota oficial a respeito da série, apenas a mensagem "series finale" no site de "Scrubs". A nota oficial saiu pelas mãos do ator Zach Braff, o JD, que publicou a informação em sua página no facebook: "muitos perguntam, então aqui vai: parece que "New Scrubs", "Scrubs 2.0", "Scrubs com crianças", "Scrubbier", "Scrubs sem JD", não mais. Valeu a tentativa mas...não deu certo".

Criada por Bill Lawrence com base nas esperiências vividas pelo Dr. Jonathan Doris, a série trouxe uma história narrada na primeira pessoa, apresentando o dia-a-dia de uma equipe formada por internos. "Scrubs" estreou em 2001 pela rede NBC conquistando uma média de 11 milhões de telespectadores. A segunda temporada subiu o nível de audiência, chegando à uma média de 15 milhões, mas a partir da terceira, os índices começaram a baixar, chegando à sétima temporada com 6.38 milhões de telespectadores. Com isso, a rede NBC cancelou a série, a qual foi resgatada pela ABC.

Em seu novo canal, "Scrubs" teve mais duas temporadas, que mantiveram a baixa audiência. A oitava chegou a uma média de 5.6 milhões de telespectadores, o que levou a imprensa a acreditar que a série estaria cancelada. Mas, para a surpresa de todos, a ABC renovou a produção para uma nona temporada, a qual tinha o objetivo de introduzir novos personagens, na expectativa de ser transformada posteriormente em uma espécie de spinoff (série derivada de outra). No entanto, essa última temporada da série conquistou uma média de 4 milhões de telespectadores, o que determinou seu final.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Skins e Sarah Jane Renovadas, Blue Murder Cancelada


O canal E4 anunciou a renovação da série inglesa "Skins" para mais duas temporadas. Tal qual ocorreu em temporadas anteriores, os produtores pretendem trocar todo o elenco. Assim, em abril, iniciam os testes com atores para estrelarem as temporadas 5 e 6. A quinta temporada com 8 episódios deverá estrear na Inglaterra em 2011, e a sexta no ano seguinte. A quarta e atual temporada que encerra no dia 18 de março, conquistou a maior audiência da série até o momento, foram 1.3 milhões de telespectadores por episódio. No Brasil, a série é transmitida pela HBO e VH1.

Criada por Bryan Elsley e Jamie Brittain, e produzida pela Company Pictures and Stormdog Films, "Skins" estreou em 2007 abordando de forma direta e muitas vezes crua, a vida de um grupo de adolescentes em Bristol. Gerando polêmicas quanto aos temas abordados, bem como pelo material gráfico de divulgação, a série caiu no gosto dos jovens que a transformaram em um dos grandes sucessos do canal. Problemas de relacionamentos familiares, sexuais, de personalidades, bem como o uso de drogas, gravidez na adolescência e até mesmo suicídio têm sido questões recorrentes na trama, que a cada dois anos troca todo seu elenco. 


Outra série inglesa que também ganhou mais duas temporadas foi "The Sarah Jane Adventures", spinoff de "Doctor Who", criada por Russell T. Davies. A quarta e a quinta temporada terão um total de 24 episódios, sendo que a quinta está prevista para estrear em 2011, na Inglaterra.

Estrelada por uma das companheiras de viagem de Doctor Who, vista em produções dos anos 80, a série é voltada ao público infanto-juvenil. Sarah é uma jornalista investigativa que resolve mistérios ao lado de seu filho adotivo e de mais dois adolescentes.

As filmagens da quarta temporada terão início ainda esse mês com previsão de estreia na Inglaterra no para o final do ano. A produção será de Russell T. Davies, em parceria com Nikki Wilson e Brian Minchin, para a BBC Production e a BBC Cymru Wales.


Mas não foram só renovações, a TV inglesa também cancela. O canal ITV1 anunciou essa semana o cancelamento da série "Blue Murder" após cinco temporadas. O cancelamento pegou os produtores de surpresa, visto que a série conseguia conquistar uma média de 5 milhões de telespectadores por episódio.

O motivo alegado pelo canal teria sido o interesse em abrir espaço em sua grade para novas produções, entre elas, as estreias de "Bougquet of Barbed Wire", "Downton Abbey" e "Whitechapel", nova temporada.

"Blue Murder" era estrelada por Caroline Quentin, de "Jonathan Creek", e girava em torno de Janine Lewis, uma policial e mãe solteira de quatro filhos na pré-adolescência. Criada por Cath Staincliffe, "Blue Murder" estreou em 2003 com 2 episódios para a primeira temporada; a segunda e a terceira tiveram 4 episódios produzidos; a quarta teve 3 episódios e a quinta e última temporada contou com 6 episódios, sendo que o último foi exibido em setembro de 2009. 

Em função da curta duração das temporadas das séries inglesas, os atores conseguem estrelar ou atuar em outras produções seriadas entre uma temporada e outra. Assim, Caroline Quentin estrelou duas séries nesse período: a sitcom "Life Of Riley", que está na primeira temporada; e "Life Begins", que está na terceira temporada.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Legend of the Seeker é Cancelada


A série distribuida pela ABC Disney era exibida nos EUA por canais regionais, sendo que grande parte desses canais pertecem ao grupo Tribune Broadcasting. Pois esse grupo confirmou ao site Spoiler TV que não irá renovar a série para uma terceira temporada. Segundo rumores, o grupo passa por dificuldades financeiras e o custo em manter a série no ar não é compensado pela baixa audiência.

Filmada na Nova Zelândia, os responsáveis precisariam encontrar outros canais para poder continuar a produção. Fãs da série já começaram uma petição online para convencer a ABC Disney a encontrar canais que possam estar interessados em dar continuidade à série.

Adendo: no dia 27/04/2010, a atriz  Bridget Reagan (Kahlan) confirmou em seu Twitter que a série foi cancelada pela produção. Equipe e atores já tinham sido dispensados no final de março, quando a produção da segunda temporada foi encerrada.

Criada por Sam Raimi com base no livro "The Sword of Truth", de Terry Goodking, a série "Legend of the Seeker" estreou em 2008, com produção de Raimi, Robert Tapert, Joshua Donen, Ned Nalle e Kenneth Biller.

A história apresenta o reino de Midlands, protegido pelos Confessors, um grupo capaz de tocar a alma das pessoas, conferindo-lhes poderes mágicos.Quando o reino é invadido, Kahlan (Bridget Regan) viaja até Westland para pedir ajuda. Lá, encontra o jovem Richard (Craig Horner), que a leva a Zeddicus (Bruce Spence), um grande mago. Richard acaba descobrindo ter também poderes e, com a ajuda de Kahlan e Zedd, inicia uma luta contra Darken Rahl (Craig Parker)
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