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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Informações Sobre a 3ª Temporada de In Treatment (c/ adendo no final do texto)

Dianne Wiest e Gabriel Byrne

A HBO continua com os preparativos para a produção da terceira temporada da série "Em Terapia/In Treatment", versão americana da israelense "Be Tipul". Essa será a primeira temporada que terá episódios originais, visto que "Be Tipul" teve apenas duas temporadas, as quais tiveram seus roteiros adaptados para a TV americana.

Apesar da adaptação, foram poucas as mudanças que a série americana sofreu em relação à original; entre elas, o histórico do pai de Paul, que na série israelense era um sobrevivente do holocausto; ou a presença do filho de Paul na história da primeira temporada; no original, o rapaz está a serviço do exército israelense. Outras pequenas diferenças estão nas referências de alguns dos pacientes de Paul. No original, por exemplo, o irmão de April (Alison Pill), na segunda temporada, foi diagnosticado como paciente bipolar, sendo que na versão americana é dito que ele tem autismo.

Além de contar com roteiros originais, a produção da HBO também terá novos produtores responsáveis. O casal Anya Epstein, de "Tell Me You Love Me", e Dan Futterman, do filme "Capote", entram no lugar de Warren Leight, que assumiu a série "Lights Out", do FX, ainda inédita.

Segundo o Variety, a terapeuta de Paul, Gina, interpretada por Dianne Wiest, não irá retornar para a terceira temporada. A atriz poderá ser vista em breve no elenco de três filmes, que ainda estão em produção: "Rabbit Hoel", "Vengeance: A Love Story" e "Poe". 

Elenco de "Be Tipul", série original

A terceira temporada terá 43 novos episódios de meia-hora. Ao contrário das duas temporadas anteriores, a próxima contará com apenas três pacientes, segundo confirmado pelo autor da série original, Hagai Levi, durante um festival realizado em Paris no dia 7 de abril. Levi continuará na produção da série como um dos roteiristas dos novos episódios.

Poucos detalhes foram divulgados a respeito dos novos pacientes, o que se sabe até agora é que um deles será Jesse, um adolescente gay. Tem também uma ex-estrela de cinema que agora luta contra a insegurança e a depressão para poder retomar a carreira; e ainda tem um indiano, cujas características não foram divulgadas.

Até agora apenas o paciente indiano tem um ator confirmado. Trata-se de Irrfan Khan, do filme "Quem Quer Ser um Milionário"; o ator declarou em entrevistas que filmaria sua participação na série durante o mês de abril. Para interpretar a ex-estrela de cinema, os produtores convidaram Debra Winger, mas a atriz ainda não está confirmada. Caso a atriz se decida a trabalhar na série, será a segunda vez que ela e Gabriel Byrne atuam juntos. Os dois estiveram no elenco de "Uma Mulher Perigosa/A Dangerous Woman", de 1993.

27/04 - Adendo: Foi anunciada a contratação do novato Dane DeHaan para interpretar o jovem Jesse.

04/05 - Adendo: A atriz Debra Winger confirmou sua participação na terceira temporada da série.

Por curiosidade, segue abaixo um trailer da série "Be Tipul" e mais abaixo, o preview da 1ª temporada de "In Treatment":


domingo, 21 de fevereiro de 2010

The Office Ganha Versão Israelense

O elenco da série inglesa

A série inglesa "The Office" ganha mais uma versão internacional, desta vez em Israel. Agora David, que também é conhecido como Michael, vai se chamar Avi Meshulam (Dvir Benedek - foto abaixo) na série "Super Office".

Situada em Yahud, próximo a Tel Aviv, a empresa de papel também terá Yariv, mais conhecido como Dwight, ou Gareth; Dawn, também chamada de Pam, será Dana, que é apaixonada por Yossi, também conhecido como Tim ou Jim. A versão israelense ainda terá novos personagens, os quais deverão representar aspectos da cultura local. Entre eles, Abed, um árabe intelectual e com um grande coração; e Abba, um contador vindo da Etiópia, extremamente gentil. Tem ainda Karol, uma contadora russa que tem um olhar cínico sobre a vida.

A versão israelense estréia em abril com 15 episódios iniciais de 25 minutos. Parece que esta é a sétima versão da série inglesa, que já ganhou produções no Chile, na Rússia, no Canadá (versão francesa), na Alemanha, na França e, a mais conhecida, nos Estados Unidos.

Por outro lado, a relação entre TV de Israel e TV americana continua se estreitando. Novos projetos estão sendo desenvolvidos para adaptar programas israelenses para a televisão do Tio Sam. Além das já conhecidas "In Treatment" e "The Ex-List", que não conseguiu passar da primeira temporada, existem mais dois pilotos: "Quinn-Tuplets", da CBS, que é uma versão de "Reviat Ran" e "Traffic Light", para a Fox.

Mas não é só isso. A produtora Electus, de Ben Silverman (ex-diretor da NBC) associou-se com a Shine International para criar uma empresa que tem como objetivo adaptar novos projetos e distribuí-los em várias plataformas. A primeira empresa com a qual Silverman fechou contrato foi a de Abbot Reif Hameiri, produtor israelense; o contrato tem o objetivo de adaptar produções israelenses para o mercado americano. Em contrapartida, Hameiri terá exclusividade desses produtos em Israel. Entre os primeiros projetos que serão desenvolvidos está o game "Cuckoo's Nest".

terça-feira, 28 de julho de 2009

HBO Considera uma Terceira Temporada para In Treatment


Cartaz da série americana e da série israelense

Apesar da série ter perdido audiência em sua segunda temporada, o canal HBO está considerando produzir uma terceira temporada de "In Treatment". Em contato com os criadores do original, Ori Sivan e Hagai Levi, a HBO faz um levantamento dos custos que teria para produzir novos episódios.

"In Treatment" é uma versão americana da série israelense "BeTipul", que teve apenas duas temporadas produzidas com 80 episódios. Para que a HBO possa dar início a uma terceira temporada, eles precisam fechar um acordo com os autores para poder criar suas próprias histórias. Até o momento, o que vimos foi uma adaptação do texto original exibido em Israel entre 2005 e 2008.

No entanto, o canal enfrenta questões de orçamento. Até o momento a série foi uma produção de baixo custo, tendo em vista que os roteiros já estavam prontos e pelo fato de que cada episódio é filmado ao longo de dois dias em basicamente um único cenário. Com a produção de uma terceira temporada, os custos se elevam, pois será necessário pagar pela criação de novos roteiros.

Além disso, existe outra questão. Gabriel Byrne já tornou público em várias ocasiões que sente-se extremamente exaurido por trabalhar na série em função da agenda apertada para a produção e filmagem de cada episódio. A primeira temporada foi filmada em Los Angeles, mas a segunda em Nova York, para poder atender um pedido de Byrne. Caso não o fizessem, ele ameaçava sair da série. Visto que a cidade de Nova York tem oferecido melhores condições fiscais a para a produção de filmes e séries, não foi um sacrifício muito grande para o canal.

Enquanto isso, correm rumores de que a HBO Latina planeja produzir uma versão brasileira da série. Nada confirmado ainda.

Aproveitando a postagem, um dos roteiristas de "In Treatment", Warren Leight, está com um projeto próprio. Em parceria com Justin Zackham, os dois assumem a produção de "Lights Out", projeto que ainda está restrito ao piloto. A trama gira em torno de um ex-lutador de boxe que tenta manter sua família, trabalhando como cobrador de dívidas para o submundo. Diagnosticado com demência, ele tem pressa para conseguir juntar dinheiro que seja suficiente para o conforto da família antes de se tornar um incapacitado. Um tema que lembra "Breaking Bad".

Estrelado por Holt McCallany e Melora Hardin, de "The Office", o piloto está em fase de pós-produção para o canal FX. McCallany, da série "Freedom", foi visto em "CSI: Miami", como o detetive John Hagen e em "Heroes", como Ricky.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

The Ex-List é Cancelada

O jornal Variety anunciou que o canal CBS cancelou oficialmente a série "The Ex-List". Boatos de sua suspenção corriam pela Internet há alguns dias. A produção teve apenas quatro episódios exibidos. Os produtores receberam a notícia em meio às filmanges do episódio de número 11, sendo que tinham sido encomendados 13 episódios iniciais. Não há previsão da exibição dos últimos episódios já produzidos. Em seu lugar, a emissora pretende exibir reprises de "NCIS", um dos grandes sucessos de audiência atualmente do canal.

A dramédia é uma versão americana de uma produção israelense, "Mythological X", e estreou nos EUA no dia 3 de outubro, alcançando 6.85 milhões de telespectadores. O segundo episódio caiu para 5.71 milhões. O cancelamento foi anunciado após alguns dias da exibição do episódio de número quatro que conquistou a média de 5.3 milhões de telespectadores na sexta-feira passada.

Os bastidores de produção enfrentaram problemas quando Diane Ruggiero, produtora executiva da série, deixou a equipe de trabalho no mês passado por discordar da forma como a história estava sendo conduzida. Em seu lugar entrou Rick Eid que trabalhou ao lado de Segahl Avi, criador da série em Israel.

Esta é a terceira produção que estreou esta temporada que é cancelada. A primeira foi a sitcom "Do Not Disturb" e a segunda o Reality Show "Opportunity Knocks".

quarta-feira, 5 de março de 2008

O Que Ainda Vem Por Aí


As emissoras continuam preprando o piloto ou os primeiros episódios das novas séries que deverão estrear até o final de 2008 e início de 2009 nos EUA. Ainda não está confirmado se as estréias serão todas na próxima temporada que inicia em setembro, ou se serão espalhadas ao longo do ano. O que se tem como certeza é o fato de que a globalização está mais do que presente na TV do Tio Sam. Muitas dessas produções que estão sendo preparadas são versões de séries estrangeiras, na sua maioria inglesas, co-produções com outros países ou estreladas e co-estreladas por atores estrangeiros. Tendo em vista o perigo que os EUA corre com uma nova greve, agora dos atores, não é surpresa que a TV americana esteja esticando suas produções para outros países.

Uma das vantagens em ter como base histórias estrangeiras é a de diversificar enredos e desenvolvimentos de personagens. A limitação de idéias de enredos e de alternativas para o desenvolvimento dos personagens já começa a prejudicar, novamente, as produções americanas. Algo que sempre ocorre quando uma linha de trabalho é seguida por muito tempo durante uma década. Produtos estrangeiros tem restrições de orçamento que americanos não têm, por isso, acabam investindo mais na diversificação de idéias para roteiros. Comprar os direitos de produção de programas, filmes e séries de países, diversos, com culturas e idéias diferentes entre si, também ajuda a TV americana a ter uma diversificação de enredos.

Com o sucesso de séries como "The Office" e "Ugly Betty", ambas adaptações de produções estrangeiras, fez com que a busca por novos programas iniciassem em outros países. Segundo o jornal Los Angeles Times, no ano passado foram produzidos oito pilotos de séries com base em produções inglesas. Este ano, são dez pilotos com base em séries estrangeiras: "Ny-Lon", "Outnumbered", "Spaced", "Life on Mars", "Eleventh Hour", "The Worst Week of My Life ", "Father Ted", "Some Mothers Do 'Ave 'Em" (que receberá o título americano de "Don't Bring Frank"), todas inglesas, "Kath & Kim", australiana, "Mythological X", israelense, e o game show "My Head".

Além disso, existem as importações e as co-produções, como as canadenses "The Listener", "Flashpoint", a britânica "Robinson Crusoe" e a colombiana, com base em uma novela, "Sin Tetas No Hay Paraiso". A TV a cabo não fica atrás. A HBO já está exibindo a série "In Treatment", que tem como base uma produção israelense, e a Showtime já programou a série britânica "Secret Diary of a Call Girl", para estrear em 16 de junho.

Ainda estão em fase embrionária outras versões inglesas, como "Angel Cake", "Being Human", "Vexed" e "Gone", além de versões de produtos da Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Colômbia e, até mesmo, do Brasil (ainda não foi divulgada qual série, minissérie ou novela está ganhando uma versão americana). O programa já ter sido exibido em seu país de origem com uma boa ou ótima audiência é uma garantia para a TV americana de que terá uma boa receptividade nos EUA, embora não seja uma obrigação. Foi o que motivou a adaptação de "The Office" e mesmo de programas como os Reality Shows "American Idol" e "Dancing with the Stars", que são, originalmente, inglês e australiano, respectivamente.

Agências de caça-talentos estão sendo contratadas por grandes e pequenos estúdios para viajar pelo mundo em busca de novos programas e séries que possam ter algum valor para ser adaptado pela TV americana. Com isso, a TV americana e suas produções, estão garantindo seu espaço e continuidade de sua dominação no mercado televisivo de seu país, evitando a importação do produto original.

É claro que apenas adaptar produtos estrangeiros não garante seu sucesso na TV americana. Por isso, as emissoras estão escalando grandes nomes do meio para assumir a produção e adaptação das séries. David E. Kelley está por trás da versão americana de "Life on Mars", Jerry Bruckheimer é responsável por "Eleventh Hour", Joseph Nichol, diretor do filme "As Panteras", é o produtor executivo de "Spaced".

Na área da atuação, um número cada vez maior de atores estrangeiros estão entrando para o elenco de séries americanas. A contratação mais recente é a do ator sueco, Alexander Skarsgard, que está na nova série da HBO, "True Blood". O drama tem como base a série de livros "Southern Vampire", de Charlaine Harris e gira em torno da história de amor entre Bill (Stephen Moyer), um vampiro, e Sookie (Anna Paquin), uma garçonete que é capaz de ler os pensamentos das pessoas. Skarsgard interpretará um vampiro Viking que está vivo há mais de mil anos.

As Séries que Estão Sendo Adaptadas



"Outnumbered", comédia parcialmente improvisada sobre um casal e sua relação com seus três filhos. A série inglesa da BBC1 iniciou sua produção em 2007 e a primeira temporada teve seis episódios. A adaptação é uma co-produção entre a inglesa Hat Trick e a americana MRC para o canal Fox. Criada por Andy Hamilton e Guy Jenkin, os mesmos de "Drop the Dead Donkey", já exibida pelo Eurochannel nos anos de 1990, a série ainda está em produção na Inglaterra.


"Spaced" é uma comédia criada e estrelada por Simon Pegg e Jessica Hynes, que teve apenas duas temporadas mas já virou cult na Inglaterra. Narra a relação de um homem e uma mulher que precisam dividir um apartamento e, para tanto, mentem à senhoria que são casados. A série trabalha muito com a cultura pop americana, ao mencionar constantemente filmes e séries produzidos nos EUA. A versão americana também é uma co-produção entre a inglesa Granada TV (que produziu a série para o Channel 4) e a americana Wonderland Sound and Vision, para a Fox.


"The Worst Week of My Life", criada por Mark Bussell e Justin Sbresni, apresenta os noivos Howard e Mel vivendo a semana que antecede seu casamento a qual se transforma em um verdadeiro inferno. A série é de 2004 e deve ter inspirado a produção americana "Big Day", de 2006, em exibição no Brasil.


"Father Ted", produção de 1995 a 1998, é uma comédia que traz personagens surreais. Padre Ted tenta manter a harmonia entre seus congregados no interior da Irlanda e seus colegas, o Padre McGuire, ingênuo e simplório, Padre Hackett, que só vive em função dos prazeres que pode ter na vida, como dormir, beber e falar palavrão. Ainda tem a faxineira psicótica da paróquia. A série original teve 25 episódios.


"Kath and Kim", produção australiana de 2002 a 2007 com 32 episódios. Comédia sobre a relação entre mãe e filha em um bairro do subúrbio. Estrelada por Jane Turner e Gina Riley, a versão americana da NBC terá Molly Shannon e Selma Blair.


"Don´t Bring Frank", título americano para a versão inglesa da comédia "Some Mothers Do 'Ave 'Em". Sobre Frank Spencer, um azarado que não consegue manter um emprego ou amigos, sua única fonte de inspiração na vida é sua esposa que consegue lidar com as trapalhadas do marido e os desastres que ele provoca.


"Sin Tetas No Hay Paraiso", com base em novela colombiana, que já gerou uma versão, no formato série de TV, na Espanha. A novela, por sua vez, teve como base o romance de Gustavo Bolivar Moreno. Catalina é uma jovem adolescente que inveja as amigas que têm seios grandes. Decidida a fazer uma cirurgia plástica, Catalina pede a sua amiga Yasmine, uma prostituta, que a apresente ao chefe do tráfico de drogas. Seu plano é tornar-se prostituta, conseguir dinheiro para a cirurgia e casar com o chefe do tráfico.

"The Listener", produção canadense. A rede NBC comprou 13 episódios dessa série sobre um jovem paramédico que possui poderes telepáticos. A produção é da Shafterbury Films, de Toronto, estrelada por Craig Olejnik.

"Angel Cake", com base em telefilme inglês sobre um homem e a relação dele com sua família disfuncional. Quando sua esposa, Elaine, começa a ser confundida com a Virgem Maria, milagres começam a acontecer: sua mãe, que tem artrite, volta a se mover normalmente, seu filho, um completo irresponsável, apaixona-se, e, ele e sua esposa têm a chance de viver outros relacionamentos.

"Being Human", com base em telefilme inglês, sobre um lobisoman e um vampiro que dividem um apartamento e acabam descobrindo que ele é assombrado pelo fantasma da antiga inquilina.

E ainda "Life on Mars", "Eleventh Hour", "Mythological X", "Ny-Lon", "Flahspoint", "Robinson Crusoe" e "Secret Diary of a Call Girl".

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Israel Lança Sitcom Sobre Árabes

Pelo visto o povo árabe é a nova "descoberta" da TV, não apenas nos EUA e no Canadá, como já foi mencionado aqui. Em Israel, onde o povo árabe é a minoria, mas os conflitos culturais, políticos e religiosos são enormes, estreou na TV uma sitcom que fala sobre eles. "Arab Work" é a primeira produção escrita por árabes e estrelada por atores árabes que estréia no horário nobre de uma TV comercial israelense.

O primeiro episódio alcançou o terceiro lugar na audiência da semana e a série está se mantendo entre as dez mais vistas, tendo agradado também à crítica. Criada por Saed Kashua com base em suas próprias experiências como jornalista, e produzida pela empresa Keshet a série retrata a vida de Amjad, um repórter que trabalha em um jornal hebreu e que tenta afastar-se de suas raízes árabes. Tentando abraçar a cultura israelense, a qual considera mais moderna e superior, Amjad entra em conflitos com os demais personagens. Seus pais, tradicionais em sua cultura, sua esposa e até mesmo seu colega de trabalho, Meir, um fotógrafo judeu.

A narrativa da série parece utilizar o humor de "Seinfeld" como referência para trabalhar a relação árabes e judeus de forma cômica. O próprio título, "Arab Work" (na tradução literal seria trabalho árabe) é uma expressão criada por judeus para denegrir a qualidade de trabalho de uma pessoa.

A exemplo de "Little Mosque on the Prairie", série canadense, e "Aliens in America", série americana, "Arab Work" discute o comportamento, os hábitos, as crenças e a ideologia árabe em choque com outras culturas. Apoiando-se em situações e termos comumente utilizados para denegrir os árabes em Israel e apresentando-os de forma cômica, a série também faz um balanço da forma como os árabes vêem os israelenses, trabalhando comicamente a tendência que eles têm em culpar as autoridades por qualquer problema que ocorra com eles.

Ainda assim, a série tem sido criticada por Árabes nascidos em Israel que acusam a produção de enaltecer personagens esteriotipados. Mas, para viver nessa era de mundo globalizando que estamos entrando, é necessário discutir as diferenças culturais, algo que está aparecendo mais claramente nos enredos das séries, as quais, até então, costumavam discutir esse assunto utilizando-se de alienígenas e chegando ao ponto de se criar uma cultura, idioma, sistema político, ideologias e tudo mais que é necessário para a formação de um povo.

Será que estamos nos aproximando do final de uma era? Uma época em que a censura e o politicamente correto impedia que se discutisse abertamente as difereças raciais e culturais? Uma época em que a televisão preferia criar uma raça fictícia para não ter problemas ao discutir as diferenças de raças existentes?
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