segunda-feira, 31 de maio de 2010

Os Três Patetas no TCM


O trio mais biruta da tela nos divertirá hoje com a comédia ...

A partir de julho, a frase favorita dos fãs de comédia pastelão voltará a ser ouvida com a estreia de Os Três Patetas/The Three Stooges no TCM. Esta divertida coleção de gargalhadas começou em 1922 quando os irmãos Moe e Shemp Howard juntaram-se a Larry Fine e Ted Healy e formaram um grupo de teatro vaudeville, o qual primeiramente batizaram de Ted Healy and His Three Southern Gentleman. O nome, mais tarde, mudou para Ted Healy and the Rocketeers e depois para Ted Healy and His Gang. Os esquetes do palco eram como os dos curtas que todos conhecemos e amamos, mas com a diferença que na época, Ted Healy, e não Moe, era o líder do grupo. Eles levaram seu humor pelo país até 1927, quando Larry se afastou para se casar, e Moe, para tomar conta de sua esposa e da filha recém-nascida. Eles só voltaram a se reunir em 1929, quando estrearam na Broadway com a comédia A Night in Venice. Em 1930, os críticos os consideravam hilários.

Larry, Moe, Shemp e Ted Healy

Naquele ano, Ted Healy foi convidado pela 20th Century Fox para fazer o filme Soup of Nuts, que chamou a atenção do estúdio para Moe, Larry e Shemp. Assim, o trio recebeu uma proposta contratual de sete anos. Quando Ted soube da oferta, convenceu Winnie Sheehan, executivo da Fox, a desistir da ideia, pois não queria que o grupo perdesse seus atores. Infelizmente para Ted, quando os três souberam da traição, decidiram abandonar a equipe e juntos formaram o Howard, Fine and Howard – The Three Lost Souls. Nesse período, uma das palhaçadas mais constantes dos curtas teve origem durante um jogo de cartas. Certo de que Larry estava roubando, Shemp levantou-se furioso e enfiou os dedos nos olhos do parceiro. No dia seguinte, durante o espetáculo, Moe repetiu o gesto (sem de fato acertar os olhos) e a plateia estourou de rir.

Outra palhaçada que não apenas tornou-se marca de Os Três Patetas mas também seria repetida em diversas comédias ao longo dos anos (até hoje) é a famosa briga de tortas. No caso do trio, ela começou com uma brincadeira de Moe, que certo dia, teve uma ideia ao ver uma torta no camarim onde algumas dançarinas estavam conversando com outros atores. Ele a pegou e jogou na cabeça de Larry sem que o amigo soubesse de onde o ataque viera. À procura do culpado, Larry logo percebeu risos vindos do camarim. Embora os atores não tivessem a menor relação com o ocorrido, acabaram levando na cara os restos da torta jogada em sua cabeça. Estava declarada a guerra de tortas.

Durante os dois anos que se seguiram ao rompimento do grupo original, Healy fez constantes ameaças ao trio. Foi somente após formar outra equipe que ele deu uma trégua a seus antigos amigos. Ele no entanto tornara-se alcoólatra e relapso no trabalho. Ao saber da situação, Moe decidiu ajudar, prometendo aceitá-lo no grupo se ele prometesse ficar sóbrio. Shemp não concordou, pois considerava Healy um alcoólatra perigoso e incurável. Como havia recebido uma proposta para um filme, Shemp abandonou o trio. Para preencher a lacuna, Moe recorreu a seu irmão caçula, Jerome, mais conhecido na família como Curly, por causa da vasta cabeleira cacheada.

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Pouco depois de Curly juntar-se à equipe, Healy expressou insatisfação sobre sua aparência. Larry tinha uma cabeça que lembrava um porco espinho, e o cabelo de Moe parecia uma cuspideira. E o que Curly tinha a oferecer? Uma cabeleira e um bigodão. Não, ele não se encaixava. Para convencê-lo do contrário, Curly pediu 20 minutos. Quando voltou, tinha raspado o bigode. Mas a surpresa mesmo veio ao retirar o boné que cobria sua cabeça. Curly estava completamente careca. Assim mesmo, continuou sendo chamado de Curly quando partiu com a trupe em mais uma turnê de vaudeville.

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Além dos espetáculos, eles continuaram fazendo filmes. Entre 1933 e 1934 foram nove comédias de curta metragem para a MGM: Hello Pop, Plame Nuts, Beer and Pretzels, The Big Idea, Turn Back de Clock, Meet the Baron, Dancing Lady, Fugitive Lovers e Hollywood Party. Apesar de atuar com os três, Healy também estava construindo uma bem-sucedida carreira solo. Tanto que, em maio de 1934, Moe observou que Healy não precisava mais do trio, por isso deveria seguir sozinho. Healy e seu agente concordaram de imediato e no mesmo dia o termo de rompimento estava assinado.

A notícia encheu Larry e Curly de preocupação, mas para Moe já estava claro que deveriam deixar de ser os patetas de Healy, para se tornaram Os Três Patetas. O trio teve sua chance horas depois do rompimento de uma forma condizente com o espírito dos patetas. Enquanto Moe deixava o estúdio da MGM, foi abordado pelo agente Walter Kane, que o levou à Columbia Pictures para assinar um contrato. Ao mesmo tempo, Larry também deixava o estúdio e foi abordado por outro agente, Joe Rivkin, que o levou à Universal para assinar outro contrato. O impasse foi resolvido a favor da Columbia, pois como cada contrato registrava o horário em que foram assinados, o que valia era o primeiro, com a Columbia.

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O filme de estreia foi a comédia musical Odeio Mulheres/Woman Haters, no qual não figuraram como trio e sim separadamente. Em seguida, veio Trocando as Pernas/Punch Drunks e um almejado contrato de sete anos, com um salário considerado muito bom. Na época, o acordo pareceu excelente. Infelizmente, eles não perceberam que a Columbia ficara com o direito de usar suas vozes e imagens tanto nos meios de comunicação existentes quanto nos futuros. Por isso, quando seus curtas foram para a TV, eles não receberam nenhum pagamento pela apresentação.

Moe tentou recorrer, mas, anos depois, quando Ronald Reagan tornou-se presidente do Screen Actors Guild, ele estabeleceu que não seria pago nenhum valor aos atores de filmes sendo apresentados na televisão, produzidos antes de 1960, e isto encerrou a questão.

A Columbia também tinha uma tática para evitar que o trio pedisse aumento de salário, que era 7.500 dólares por filme. O estúdio sempre relatava uma crescente dificuldade na venda de seus filmes aos cinemas, alegando a falta de interesse do público nos patetas. Anos mais tarde, Moe descobriu exatamente o contrário. Os filmes de Os Três Patetas sempre tiveram muita procura por todo o país, mas toda vez que alguém solicitava um filme deles, era forçado a levar outro classe B.

Ao final dos sete anos, eles ainda descobriram que o contrato com a Columbia dava ao estúdio o direito a mais 14 anos. Eles só ficariam livres em 1958, após 24 anos sob contrato. Neste período, eles fizeram 194 curtas e participaram de cinco longas, sendo indicados a um Oscar pelo curta As Coisas Estão Pretas/Men in Black.

Este período também foi marcado por mudanças. Dia 14 de maio de 1946, Moe e Larry estavam filmando as últimas cenas de Três Idiotas de Elite/Half-Wit’s Holiday (refilmagem de Gentalha/Hoi Polloi), quando perceberam que Curly havia sofrido um derrame enquanto esperava ser chamado em cena. Por seis anos, ele permaneceu doente e teve outros derrames, até falecer em janeiro de 1952, aos 48 anos.

A princípio, Moe e Larry acharam que seria impossível substituir o talento de Curly. Mas então Moe lembrou-se do irmão Shemp e imediatamente apresentou a ideia à Columbia. Como o estúdio achava Shemp muito parecido com Moe, a mudança não foi aprovada. Moe insistiu, afirmando que sem Shemp a Columbia não teria mais nenhum pateta, e eles finalmente concordaram. Shemp reestreou no grupo com o curta Marmelada Indigesta/Fright Night (1947). Os Três Patetas estavam de volta à cena, mas cada palhaçada feita com Shemp, como os tapas ou os dedos nos olhos de Curly, traziam tristes recordações a Moe. Curly ainda apareceu no filme seguinte, Segurem o Leão/Hold That Lion (1947), como um passageiro dorminhoco em um trem. Este foi o único filme em que os três irmãos, Moe, Shemp e Curly, trabalharam juntos.


Shemp divertiria as plateias até 1955. Dia 23 de novembro daquele ano, ele saiu com amigos para uma luta de boxe, durante a qual se divertiu muito e arrancou gargalhadas de todos a sua volta, que assistiam tanto às lutas quanto a suas engraçadas reações aos golpes. Mais tarde, ao voltar para casa, ele contava piadas, quando de repente sua cabeça caiu sobre o peito, depois ele a encostou no ombro de seu amigo, fechou os olhos, sorriu e morreu. Seu último filme foi Mar e Azia/Commotion on the Ocean. Shemp tinha 50 anos.


A notícia foi um choque muito grande para Moe. Durante semanas ele sentiu-se sozinho e frustrado, e pensou em desistir dos patetas. Sua esposa, Helen, e Larry, no entanto, insistiram que continuasse, pois sabiam que se Moe parasse, ele também não viveria por muito tempo.

Novamente encorajado, Moe tentou obter Joe DeRita para o grupo, mas, como ele estava sob contrato com o produtor Harrold Minsky, Moe teve de continuar a busca. Logo ele lembrou-se de Joe Besser, que adorou o convite. Após Moe conseguir liberá-lo de um compromisso com a Columbia, Joe estreou como pateta em Apenas um Trote/Hoofs and Goofs (1957), divertindo o público com seu bordão "Isso dói!" até o final do longo contrato dos patetas com o estúdio.


Com a carreira no cinema aparentemente acabada, os patetas decidiram sair em turnê. Porém, Joe não poderia seguir com eles porque sua esposa estava doente. Felizmente, o contrato de Joe DeRita estava prestes a terminar e o comediante estava ansioso para juntar-se aos patetas. Assim, Moe, Larry e o novo pateta, batizado de Curly-Joe, saíram em viagem pelo país apresentando-se em clubes e feiras. Mas os tempos eram outros e o teatro de vaudeville estava morto.

Quando parecia que o tempo dos patetas também tinha acabado, Moe ficou sabendo que a Screen Gems, uma subsidiária da Columbia, estava reaproveitando os velhos curtas dos patetas em versões para TV. De repente, o trio tornou-se um fenômeno entre as novas gerações que ainda não os conheciam.

Os Três Patetas passaram a ser requisitados por todo o país, com inúmeras ofertas para fazer quadrinhos, discos, feiras, e aparecer em programas de TV, como o prestigiado The Ed Sullivan Show, programa de variedades de maior audiência na época. Após anos à espera de uma oportunidade para estrelar um longa metragem, a oferta finalmente veio da própria Columbia em 1959 com o filme O Foguete Errante/Have Rocket Will Travel.


Vendo o crescente sucesso do trio, a Columbia ofereceu um novo contrato para mais longas, mas agora eles já haviam criado sua própria empresa, a Normandy Productions, com Harry Romm, agente de Moe, através da qual passariam a produzir seus próprios filmes. A Columbia então montou um longa com velhos curtas e o lançou sob o título de Look and Laugh. Em resposta, o grupo abriu um processo e conseguiu não apenas retirar o filme de cartaz, mas também um financiamento para o filme Os Três Patetas Encontram Hércules/The Three Stooges Meet Hercules (1962). No total, foram nove filmes com Moe, Larry e Curly-Joe.


Com Adam West em
Os Reis do Faroeste/The Outlaws is Coming
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Em 1971, Moe, Larry e Joe DeRita estavam planejando fazer um seriado para a TV, quando Larry sofreu um derrame, que o colocou em uma cadeira de rodas e o forçou a viver no Motion Pictures Country Home Hospital. Depois do ocorrido, Moe sabia que os patetas tinham chegado ao fim. Assim, Joe DeRita pediu permissão para formar um novo grupo, com o qual, infelizmente, não fez muito sucesso.

Após o falecimento de Larry em janeiro de 1975, aos 72 anos, Moe decidiu aposentar-se como pateta. Pouco depois, ele recebeu um convite para fazer uma palestra na faculdade Salem College, em West Virginia. A viagem que foi na verdade motivada pelo desejo de visitar seu filho o surpreendeu com a grande recepção do público, que ainda amava os patetas e desejava saber tudo sobre eles. Assim, mais palestras tiveram lugar em universidades pelo país, e em alguns programas de TV. Moe Howard só parou de divertir as plateias em maio de 1975, quando faleceu vítima de câncer, dias antes de completar 78 anos.

O trio mais biruta da tela (que de tão biruta teve seis e não três patetas) chegou a nós com dublagem da AIC, através da qual eles ficaram ainda mais hilários. Moe foi dublado por Borges de Barros; Larry, por Hélio Porto (e Flávio Galvão em alguns episódios); Curly, por Samuel Lobo; Shemp, por José de Freitas, seu irmão Antônio de Freitas e José Soares; e Joe Besser, por César Leitão.


José de Freitas


Antônio de Freitas

Chorem de rir com Os Três Patetas de segunda à sexta às 8h, sextas às 19h, sábados às 11h e 3h, e domingos às 11h, a partir de julho.

Texto com base em matéria publicada na revista TV Séries
Ano II, nº 15, setembro de 1998.

Segunda Temporada de Misfits em 2010


A série inglesa exibida pelo canal E4 iniciou a produção dos seis episódios encomendados para a segunda temporada, os quais têm previsão de estreia para o mês de novembro desse ano.

Criada por Howard Overman, a série estreou em novembro de 2009, conquistando uma audiência média de 700 mil telespectadores. Ao longo dos seis episódios iniciais, apresentou a história de cinco jovens deliquentes, obrigados a prestar serviços comunitários. Após serem atingidos por um relâmpago, eles desenvolvem super poderes.

Kelly (Lauren Socha) passa a ouvir os pensamentos das pessoas; Curtis (Nathan Stewart-Jarrett) pode desfazer fatos que ocorreram nos últimos minutos; Alisha (Antonia Thomas) é capaz de provocar o orgasmo ou algo muito próximo, nas pessoas que tocarem sua pele; Simon (Iwan Rheon) pode se tornar invisível sempre que se sente ignorado; e Nathan (Robert Sheehan) demora para descobrir seus poderes, o que o deixa frustrado.

A primeira temporada encerrou com um cliffhanger (situação em aberto), a qual será desenvolvida a partir dos novos episódios. Enquanto os novos episódios não estreiam, o Channel 4 disponibilizou em seu site uma versão em quadrinhos dos episódios iniciais da série.

 Abaixo, início do episódio piloto:

Conheça Split, Série de Vampiros do Boomerang


No dia 3 de junho às 21h30, o canal Boomerang estreia mais uma série juvenil. Trata-se de "Split", produção importada de Israel que gira em torno de uma vampira adolescente.

A série criada por Ilan Rozanfeld e Shira Alon estreou em 2009 pelo canal Hot VOD sob o título original de "Khatsuya". Na história, Ella Rosen (Amit Farkash) é uma jovem de 15 anos que entra para o segundo grau. Tímida e sentindo-se incompreendida, Ella esconde suas origens. Filha de Anna, uma humana, e de Tevel, um vampiro, Ella foi batizada com o nome de Dinmor. Herdeira do profeta Ardak (Yussuf Abu Warda), Dinmor estava sendo preparada para assumir suas funções quando foi sequestrada ainda criança por Phaton (Shmil Ben Ari), irmão de Ardak, que seria seu herdeiro caso Dinmor não existisse.

Resgatada por Amnon Green (Alex Ansky), Dinmor passa a ser chamada de Ella Rosen, matriculando-se na escola na qual Amnon é diretor. Tentando passar-se por uma humana normal, Ella conhece Leo (Yon Tomerkin), um vampiro de 600 anos, com a aparência de um adolescente, braço direito de Ardak, que, sem que ela saiba, foi enviado para cuidar de sua segurança. Na escola, Ella faz amizade com Omer Teneh (Yedidya Vital), secretamente apaixonado por ela. Omer trabalha em uma loja de videogames, de propriedade de Rafael (Meir Swisa), um homem que acredita já ter sido sequestrado por alienígenas.


O diretor da escola, Amnon, é, na verdade, membro da Ordem do Sangue/The Order of Blood, uma instituição secreta milenar, que tem como missão acabar com todos os vampiros da face da terra. Mas, por ter sido submetido várias vezes a um processo dos vampiros de apagar sua memória, Amnon sofre, agora, de completa amnésia. Sua filha, Zohar (Maya Sho'ef), é uma das garotas mais populares da escola, que acaba se relacionando com Guy Rozen (Avi Kornick), irmão adotivo de Ella, que, a princípio, não traz qualquer traço de anormalidade ou herança sobrenatural.

Zohar também tem um melhor amigo, Moshe Arieli (Idan Ashkenazi), a quem ela chama de Sushi e que também está secretamente apaixonado por ela. Mas, logo ele a troca por Nicky Shilon (Anna Zaikin), uma jovem nerd que se torna amiga de Ella.

Atualmente, a série encontra-se em sua segunda temporada, tendo até o momento, um total de 45 episódios já produzidos, com 22 minutos de duração.

sábado, 29 de maio de 2010

Fotos do Elenco de Huge, Nova Série da ABC Family

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Dennis Hopper (1936-2010)

Dennis Hopper e seu auto-retrato

Ator de cinema, TV e teatro, que estrelou a série "Crash", faleceu na manhã de hoje em sua casa, aos 74 anos, vítima de câncer da próstata.

Dennis Lee Hopper nasceu no dia 17 de maio de 1936 em Dodge City, Kansas. Iniciou carreira artística ainda na adolescência estreando como ator profissional em participações em teleteatro e séries de televisão. Foram mais de 140 episódios de séries, entre elas "Médico", "Defensor Público", "Cartas para Loretta", "Cheyenne", "O Homem do Rifle", "Cidade Nua", "Além da Imaginação", "Os Defensores", "Espionagem", "Culpado ou Inocente?/Arrest and Trial", "Bonanza", "Gunsmoke", "Combate" e "Big Valley", entre outras.


O ator chegou ao cinema ainda na década de 50, atuando em filmes como "Juventude Transviada", "Assim Caminha a Humanidade", "A História da Humanidade", entre outros. Amigo de James Dean, após a morte deste, Hopper assumiu sua postura rebelde diante da comunidade de Hollywood, tentando preencher a imagem criada pelo amigo. Essa atitude, aliada à sua técnica de improvisação, que forçavam a refilmagem de cenas, fez com que Dennis se tornasse pessoa não grata. A partir de então ele passou a trabalhar em filmes classe B.

Dennis encontrou refúgio na televisão para a qual retornou fazendo participações especiais em séries de TV. Sua primeira tentativa de voltar ao cinema de primeira linha foi em "Os Quatro Filhos de Katie Elder/The Sons of Katie Elder", de 1965. Apesar do filme ser estrelado por John Wayne, outro ícone da sétima arte, Hopper não conseguiu reavivar sua carreira, voltando para os filmes classe B e produções independentes com temáticas psicodélicas, incluindo a versão cinematográfica da série "Monkees", que recebeu o título de "Head", em 1967, no qual fez figuração.


Sua presença nesse tipo de produção fez com que o ator adotasse uma nova linha interpretativa e criasse amizades com profissionais que tomariam conta da produção cinematográfica na virada da década. Em 1968 ele atuou ao lado de Peter Fonda, outro ator considerado 'rebelde sem causa', no filme "Sem Destino/Easy Rider", produção que o elevou ao patamar mais alto da comunidade da contracultura. Apesar do sucesso, existem informações de que os bastidores de produção foram conturbados, em especial em função de Dennis que na época seria usuário de drogas e alcoólatra. Após o lançamento do filme, o qual também dirigiu com base em roteiro assinado por ele e por Fonda, os atores entraram novamente em conflito na disputa pela participação dos lucros.

Ao longo dos anos 70, Dennis manteve sua carreira atuando em filmes independentes, tanto nos EUA quanto na Europa. O filme mais conhecido de sua carreira nesse período foi "Apocalipse Now", de 1979. O ator voltaria à nata de Hollywood em 1986, com o filme "Blue Velvet", de David Lynch.

Dennis com Isabela Rossellini em "Blue Velvet"

Em 2002, estrelou sua primeira série de TV, "Flatland", cancelada com apenas oito episódios. No mesmo ano, esteve no elenco da primeira temporada de "24 Horas". Entre 2005 e 2006, tentou estrelar uma nova série, "E-Ring", também cancelada em sua primeira temporada. Sua última tentativa de emplacar na televisão também foi seu último trabalho como ator. A série "Crash" estreou em 2008, sendo renovada para uma segunda temporada. Após a produção dos episódios do segundo ano, o agente de Dennis divulgou à imprensa que o ator se afastaria da vida pública para submeter-se a um tratamento contra o câncer de próstata.

Em paralelo à carreira de ator, especialmente quando os trabalhos eram escassos, Dennis dedicou-se à arte da fotografia, tornando-se um fotógrafo profissional respeitável. Entre os trabalhos que teve nessa área estão as capas de álbuns de vários artistas famosos da época, incluindo Ike e Tina Turner. Dennis também era pintor, poeta e colecionador de arte pop.


Dennis casou-se em 1961 com Brooke Hayward, com quem teve uma filha, divorciando-se em 1969. Em 1970, casou-se com a atriz e cantora Michelle Phillips, que foi integrante do grupo "The Mamas and the Papas". Michelle pediu o divórcio uma semana depois acusando o ator de violência doméstica e dependente de drogas. Entre 1972 e 1976, foi casado com Daria Halprin, com quem teve uma filha; entre 1989 e 1992, casou-se com Katherine LaNasa, com quem também teve um filho. Em 1996, casou-se com Victoria Duffy, com quem teve uma filha.

Seu vício o levou a protagonizar vários atos que beiravam à loucura, seguidos de uma longa ausência de Hollywood. Em geral, o ator refugiava-se no México onde passava semanas, meses ou anos. Em 1983, Dennis teria procurado pela primeira vez um centro de reabilitação.

Dennis e a última esposa, Victoria

Em setembro de 2009, Dennis foi levado às pressas a um hospital de Nova Iorque onde foi liberado horas depois. O diagnóstico teria sido desidratação. Em outubro do mesmo ano, foi anunciado ao público sua real situação. Em janeiro de 2010, foi comunicado à imprensa que o tipo de câncer que o ator tinha era incurável.

A partir desse momento, o ator passou a protagonizar uma sequencia de escândalos em relação à sua esposa, Victoria Duffy. Em janeiro desse ano, Dennis entrou com um pedido de divórcio acusando a esposa de maus tratos. Como resultado, ele conseguiu uma ordem de restrição contra Victoria, que estava proibida de chegar perto dele. Mas, inicialmente, a esposa se recusou a deixar a casa que dividia com o marido. Quando o fez, Dennis a acusou de levar com ela mais de 1.5 milhões de dólares em arte.

Já bastante debilitado, Dennis fez uma de suas últimas aparições em público no mês de março, quando recebeu sua estrela na Calçada da Fama.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Programa Login Sobre Séries de TV


Estive hoje na TV Cultura participando do programa Login (obrigada pelo convite pessoal!), ao lado de Caio Fochetto e Bruno Tapajós, falando sobre séries de TV. Quem tiver interesse, o programa está disponível online aqui (blocos 2 e 3). Após o programa, foi realizado um batepapo via Internet, que também está disponível aqui. Desculpem não ter avisado antes, mas os últimos dias foram uma correria enorme, ainda estou tentando colocar a vida em dia. Terei em breve algumas novidades aqui no Blog.

Gary Coleman (1968-2010)


Ator conhecido pela série "Minha Família é um Bagunça/Diff'rent Strokes", faleceu esta tarde em um hospital de Utah, aos 42 anos de idade, de hemorragia intercranial, em consequencia de uma queda.

Gary Coleman nasceu no dia 8 de fevereiro de 1968, em Zion, Illinois. Órfão, foi adotado por uma enfermeira e um operário. Gary nasceu com uma doença congênita e auto-imune dos rins, que levaram a uma degeneração dos órgãos e prejudicaram seu crescimento; o ator, em idade adulta, media 1.42cm. Em consequencia desse problema de saúde, Gary foi submetido a dois transplantes de rins, um em 1973 e outro em 1984, além de necessitar passar por diálise diárias.

Gary foi descoberto por um caça-talentos que trabalhava para o produtor Norman Lear, que no início dos anos 70 planejava produzir um remake de "Os Garotinhos/The Little Rascals". Pelo que se sabe, a produção ficou restrita ao piloto, mas Gary passou a fazer participações especiais em algumas séries do produtor, como "The Jeffersons" e "The Good Times"; a primeira, uma spinoff de "Tudo em Família" e a segunda, de "Maude" (que por sua vez é uma spinoff de "Tudo em Família"). Também esteve em episódios de "Buck Rogers", "Vivendo e Aprendendo/Facts of Life", "Silver Spoons", "Histórias Maravilhosas/Amazing Stories", "Um Maluco no Pedaço/The Fresh Prince of Bel Air", "Carga Dupla/Simon & Simon", "The Drew Carey Show", "Son of the Beach" e "Os Simpsons", entre outros.

"Minha Família é uma Bagunça"

O sucesso veio com a série "Minha Família é uma Bagunça/Diff'rent Strokes", produzida entre 1978 e 1986, na qual interpretou Arnold, um órfão que, junto com seu irmão, é adotado por um pai branco. A sitcom da NBC se tornou um grande sucesso na época, transformando Gary em um dos astros mais bem pagos da TV. Mas, o dinheiro ganho com a série foi desviado por seus pais e agente, levando o ator a abrir um processo contra eles em 1989. Segundo o Variety, o ator acusou os pais de desviarem cerca de 3.8 milhões de dólares de seu fundo. A justiça teria lhe dado ganho de causa quatro anos mais tarde, levando o ator a reaver cerca de 1.28 milhões de dólares. Em 1999, o ator declarou falência.

Durante a produção da série, o sucesso em torno do ator o levou a estrelar sua própria produção animada, "The Gary Coleman Show", em 1982, pelos estúdios da Hanna-Barbera. Mas, após o cancelamento de "Minha Família é uma Bagunça", Gary caiu rapidamente no ostracismo. Seus problemas com a justiça contribuíram para que ele tivesse problemas em retomar a carreira artística. Tendo sido acusado várias vezes por agressão física e verbal, Gary foi preso e processado em diferentes ocasiões.

Com Gil Gerard em "Buck Rogers"

Em 2003, Gary anunciou sua candidatura à Governador da Califórnia, retirando-se quando Arnold Schwarzenegger iniciou sua campanha para o mesmo cargo.  Em 2007, o ator casou-se com Shannon Price, de 22 anos. Em 2008, o casal participou do reality show "Divorce Court" em uma tentativa de salvar o casamento. Tudo indica que foram bem sucedidos, já que Gary ainda estava casado com Shannon quando faleceu.

Gary foi hospitalizado na última quinta-feira após sofrer uma queda. De acordo com o noticiário americano, entrou em coma esta manhã, dependendo de aparelhos. Sua morte foi declarada ao meio-dia, hora local.

"The Gary Coleman Show"

Trailer e Fotos de Elenco de Scoundrels, Nova Série da ABC

A série estreia no dia 20 de junho nos EUA
Informações sobre a série aqui
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Trailer do Remake de Havaí 5-0

Opinião: O Fim de uma Era


Estamos passando por um período que define o início de uma nova etapa na televisão americana. O ano de 2010 também registra o final de séries da TV aberta que deixaram sua marca na primeira década do século XXI, a exemplo de "24 Horas", "Lost" e "Heroes", bem como de "Lei & Ordem", que durou 20 anos. Encerrar uma década é levar à reflexão do que ela representou em termos de televisão e, em especial, em relação à história dos seriados americanos.

Essa década viu o formato dos reality shows se estabelecerem. Tendo surgido nos anos 60 (não estou levando em consideração os game shows), esse formato se estabilizou junto à programação americana a partir de 1989, com a estreia de "Cops", pela Fox. De lá para cá, a presença de reality shows na grade dos canais foi crescendo a ponto de influenciar a narrativa das séries ficcionais. Essa influência direta culminou com a produção da década que se encerra, na qual vimos surgir um número maior de docudramas. Através dessa narrativa, temos personagens acompanhados por uma câmera para qual se dirigem vez por outra.

Creio que não haja dúvidas de que os reality shows saíram vencedores na disputa pela audiência com as séries ficcionais, as quais perderam público mesmo somando-se aqueles que deixam gravando para assistir depois. Muitos podem apelar para os números de donwloads ilegais para alardear o sucesso dessa ou daquela série, mas, devemos lembrar que esses números registram, também, a audiência internacional. Embora o público estrangeiro seja importante, a audiência doméstica ainda é o principal fator determinante para a continuidade de uma produção.

Em relação ao formato seriado, muito se fala sobre aquelas que dominaram a audiência ou as manifestações através da Internet. Algumas publicações elegeram as melhores da década; outras, as mais representativas. Tem séries que entraram para a história graças à sua popularidade, outras, em função da proposta e, tem outras, que ficaram marcadas pelas duas: proposta e popularidade. Mas, o que representou essa década em termos televisivos? Como ela será lembrada? Por séries específicas ou por seu tema?

Fãs de títulos específicos com certeza afirmarão que essa primeira década do Século XXI representa o surgimento de suas séries favoritas. Mas, devemos ter em mente que esses primeiros dez anos trouxeram um valor à parte à TV americana, o qual não foi planejado, mas que promoveu uma mudança significativa em sua estrutura narrativa, tornando-se importante para a história do formato.


No dia 11 de setembro de 2001, os ataques terroristas ao território americano promoveram uma mudança de pensamento, que dominou as séries de TV ao longo de toda a década. Sua influência nas séries não se restringiu apenas ao fato ocorrido, mas, também, na forma como os roteiristas passaram a abordar as questões sócio-políticas, bem como os aspectos culturais que o ato gerou; introduzindo mudanças de comportamentos e linhas de pensamentos dos personagens em relação a si mesmos e a outros povos.

Os ataques terroristas, logo no início da década, aleijou as sitcoms americanas, qualquer que fosse sua abordagem: familiar, cultural, de ambiente de trabalho ou de relacionamentos de amizades. Como fazer rir um povo que da noite para o dia se viu despojado de um sentimento de segurança em relação à algo que até então só acontecia no quintal do vizinho?

Vindo do sucesso de produções como "Friends" e "Seinfeld", que lidavam com histórias sobre relações de amizade e ambiente; bem como de sitcoms familiares, como "Everybody Loves Raymond", "The Nanny" e "Mad About You", além de "Frasier, que mesclava os dois temas, as sitcoms pareciam que dominariam a década seguinte.

Mas a década foi representada pela produção das séries dramáticas, a quais conseguiram, rapidamente, explorar o fato e suas consequencias (lembrando que "24 Horas" não foi criada em função dos ataques terroristas, mas se beneficiou deles). A maioria das séries americanas dessa década, incluindo "Heroes" e "Lost", que se tornaram produções representativas desse período, foram criadas e desenvolvidas como resultado direto dos ataques terroristas. Sendo que "Lost" teve início explorando o mesmo signo que representa os ataques: a queda de um avião.

Mesmo nas sitcoms surgiu uma que teve sua construção de roteiros e personagens girando em torno do fato: "Whoopi", claramente inspirada na inglesa "Fawlty Towers", estrelada por Whoopi Goldberg, trouxe referências diretas aos ataques terroristas em território americano, e duras críticas à administração de George W. Bush.


Os ataques abriram as portas para uma discussão religiosa na forma como a fé e a vida é retrada em cada cultura ou passaram a ser percebidas pelos próprios americanos, que questionaram mais a fundo o sentido da vida. A cultura estrangeira se transformou rapidamente em tema de séries ou em abordagens de tramas, através de personagens estrategicamente incluídos no elenco das produções americanas, a maioria interpretados por atores estrangeiros. Em "Lost", vemos uma verdadeira Nações Unidas, na qual 'países' não se entendem, não confiam um no outro ou apelam para a traição para alcançar seus objetivos e satisfazer seus interesses, na luta para se definir quem domina o planeta, tendo como pano de fundo aspectos religiosos e de fé.

Algumas séries trouxeram a proposta de fazer amizade com o 'inimigo'; outras, os apresentaram como metáforas do medo e da morte, tal qual ocorreu com os comunistas nas séries dos anos 50 e 60. Tentar compreender outros povos e a forma como pensam, bem como transformá-los em amigos ou aliados passou a ser uma regra nas séries dessa década. Não é à toa que os 'nerds' conseguiram ser tratados como iguais, já que os próprios estrangeiros tiveram esse privilégio.

Seja qual for a abordagem (direta ou indireta), o tema em torno dos ataques terroristas predominou até mesmo nos bastidores da indústria, onde ocorreram mudanças. Influenciados não apenas pelo comportamento que se originou dos ataques mas, também, pela crise econômica e pelo avanço da Internet e da TV a cabo, a televisão americana abriu um pouco mais as portas. Elas ainda não estão escancaradas, mas nota-se a diferença, que, provavelmente, será melhor estruturada nas décadas seguintes.

A TV americana abriu as portas para a co-produção internacional, bem como um maior número de adaptações de séries estrangeiras, além das inglesas, as quais já são tradicionais. Israel tem sido, por enquanto, o país que tem recebido maior atenção, mas a ordem nos bastidores televisivos americanos é a de ficar de olho na produção internacional como um todo, em busca de séries que possam ser adaptadas para a cultura americana.

Com o fim de algumas produções que mais exploraram o tema da década, aliado ao aparente renascimento das sitcoms (fato este que pode trazer um equilíbrio de gêneros), bem como o crescimento da co-produção estrangeira, o universo dos seriados tem grandes chances de sofrer uma mudança significativa em seu formato ou abordagem, a qual poderá definir a próxima década. Estou ansiosa para ver o resultado!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

DVD: Lost, FlashForward e Outras em Outubro + Video Homenagem à Lost


A série "Lost" chegou ao fim esse mês, tanto para os EUA quanto para o Brasil, e a Disney já agendou o lançamento de sua última temporada em DVD.

Nos EUA, o box será disponibilizado no dia 24 de agosto, dia que também será lançada a série completa. No Brasil, a última temporada chegará no mês de outubro. A Disney ainda não definiu quando disponibilizará o box com a série completa, o qual será lançado nos EUA contendo 14 minutos de material Extra, revelando o que aconteceu à Hurley e Ben depois que a dupla assumiu sua nova função.

Ainda para o mês de outubro, a Disney lançará a primeira e única temporada de "FlashForward", série produzida para se tornar a sucessora de "Lost"; e também as sextas temporadas de "Grey's Anatomy" e "Desperate Housewives", e a terceira de "Private Practice".

Esses títulos serão incluídos na lista de próximos lançamentos de séries em DVD publicada aqui.

Abaixo, video produzido pela ABC para divulgar a série completa de "Lost" em DVD (contém spoilers para quem ainda não assistiu o final da série)

Série de Sherlock Holmes Reduz Número de Episódios


Em fevereiro desse ano a BBC apresentou à imprensa o projeto de uma série (alguns jornais dizem que é minissérie) com quatro episódios iniciais encomendados, a qual dará uma visão contemporânea da história de Sherlock Holmes, criado por Arthur Conan Doyle. Cada episódio terá 90 minutos de duração, mas, após finalizarem a produção do piloto, filmado em janeiro, a BBC não gostou do que viu.

O piloto é aquele que introduz personagens e situações, definindo o tipo de abordagem que os demais episódios terão. Para salvar o projeto, o canal inglês resolveu realizar algumas mudanças na estrutura da história, o que levou ao engavetamento do piloto, o qual não será refilmado por questões de verba. Assim, a série estreará ainda esse ano com apenas três episódios produzidos para a primeira temporada. 

"Sherlock Holmes" é estrelado por Benedict Cumberbatch (Holmes), Martin Freeman (Watson), e Rupert Graves (Inspetor Lestrade), com adaptação de Steven Moffat e Mark Gatiss.

Enquanto que a imprensa britânica critica o canal por ter gasto dinheiro público para produzir um piloto que será engavetado, a BBC se defende alegando que sua produção serviu para avaliar o projeto e encomendar a série, a qual já foi vendida a, pelo menos, cinco países: Holanda, Noruega, Bélgica, Dinamarca e Austrália.
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