sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Herbert Richers (1923-2009)

Produtor, diretor e empresário, Richers faleceu na noite do dia 19 de novembro vítima de problemas nos rins. A notícia de sua morte foi divulgada por Boninho, diretor da Globo, em seu Twitter.

Nascido em 11 de março de 1923, em Araraquara, São Paulo, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942 onde cursou engenharia civil. Na época morava em um quarto nos fundos do laboratório do tio, o cineasta Alexandre Wulfes. Trabalhando na área de revelação de filmes nacionais e cópias de produções estrangeiras para serem exibidas nos cinemas, Wulfes influenciou a decisão de Richers em entrar no ramo. Ele largou a faculdade e foi trabalhar como câmera do cinejornal Imagens do Brasil. Em 1948 passou a trabalhar no estúdio Atlântida, onde especializou-se em tomadas externas.

Em 1952 fundou a Herbert Richers S.A. com a qual passou a produzir cinejornais. Aos poucos expandiu os negócios para a área de produção e distribuição de filmes para o cinema e, assim, a empresa se transformou em 1956 na Herbert Richers Produções Cinematográficas. A empresa se tornou uma das mais respeitadas do ramo, lançando uma média de 8 filmes por ano.

Seus negócios ganharam novo rumo com a introdução da dublagem no Brasil em 1957. Iniciando em São Paulo no estúdio Gravasom, mais tarde conhecida como AIC e hoje chamada de BKS, a dublagem de filmes estrangeiros para a televisão chegou ao Rio de Janeiro 6 meses depois, tendo Richers e Carlos de la Riva como dois de seus precursores no estado.

Após um período de implantação e adaptação de equipamentos, a empresa Herbert Richers entrou no ramo de dublagem explorando um segmento recém-formado o qual atendia às necessidades da televisão em exibir seus filmes estrangeiros para o público brasileiro, tendo em vista a má definição de imagem para a leitura de legendas.

Representando com exclusividade a distribuidora MCA TV, que era dona da Universal Pictures, Richers contratou atores do rádio que ao longo dos anos se tornariam conhecidos no cinema e na televisão.

Em 1965, com a fundação da Rede Globo, Richers conquistou seu maior cliente. Ainda atuando no ramo de produção de filmes em paralelo à dublagem, Richers foi aos poucos abandonando a produção de filmes, alugando seus estúdios para as novelas da Globo. Dedicando-se a partir de então unicamente à dublagem a empresa se transformou em uma das mais importantes e respeitadas desse segmento. Com 10 estúdios, a Herbert Richers é capaz de dublar cerca de 400 rolos de filme.

Em 1988 a empresa ampliou sua atuação para o mercado de Home Video, lançando vários títulos do cinema brasileiro produzidos por ela.

O velório acontece hoje, dia 20 de novembro, a partir das 14h, na capela 1 do cemitério Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro.

2 comentários:

audiebronson disse...

Eu sou da geraçao que cresceu ouvindo esta famosa frase: versão brasileira herbert richers.foi um precursor das duplagens.sera que existe algum livro sobre a sua vida?

Fernanda Furquim disse...

Oi Audie, não conheço nenhum livro sobre a vida de Herbert Richers, nem tão pouco sobre dublagem no Brasil.

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