quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Bryan Singer Poderá Dirigir Filme de Galactica

Correm rumores de que a Universal está negociando com Bryan Singer a produção e direção de uma versão cinematográfica de "Battlestar Galactica". Até aí tudo bem, mas a surpresa é que não se trata da versão criada por Ron Moore e, sim, de uma leitura própria da série original.

Esta versão já estava prestes a acontecer via SyFy com um orçamento de 14 milhões de dólares, com possibilidade de ser transformada em série, como já mencionado aqui. Mas foi quando os EUA sofreram os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Visto que a produção traria uma trama na qual a humanidade sofreu um ataque da raça cilônia, a Universal achou por bem não levar o projeto adiante mesmo faltando apenas três meses para o início da produção.

Agora parece que o estúdio está interessado em levar a público a visão de Singer e Tom DeSanto para a trama. É claro que no meio do caminho surgiu a versão de Ron Moore, mas ela veio apenas reafirmar junto ao estúdio o que Richard Hatch clamava há anos: a trama ainda dá "muito caldo".

Se for verdade, ainda não se tornou público o quanto da trama original será preservada ou se alguma coisa da nova versão será utilizada. Acredita-se que, se o negócio for fechado, um novo roteiro será feito.

Bryan Singer

Em entrevistas da época de seu cancelamento, Tom DeSanto revelou algumas questões abordadas no roteiro.

Inicialmente, o Comandante Adama seria o personagem principal, o qual Singer gostaria que fosse interpretado por Ian McKellan, atualmente o número 2 na minissérie de "O Prisioneiro", versão AMC. Em um segundo tratamento, o personagem é morto ao longo da trama e Boxey (personagem da série original), agora chamado de Orin, assume o comando com Starbuck (personagem masculino tal qual a série original), fica como seu segundo em comando.

A história gira em torno da nova geração da Galactica original, 20 anos após a astronave, juntamente com a Pegasus, ter realizado um ataque massivo contra os cilônios. Apollo e Sheba, à bordo da Pegasus, se perderam e a Galactica e as demais naves que a acompanham se estabeleceram em um planeta, que não a Terra, para continuar suas vidas. Mas a raça entrou em decadência, mal se lembram da jornada que os levou até aquele lugar.

Os cilônios reaparecem e uma guerra civil tem início. Mas ao invés de buscarem o extermínio da raça humana, eles querem que os humanos se unam à eles aceitando implantes cibernéticos. Desta forma, a situação se inverte. Se na primeira os cilônios eram integrados à sociedade humana, revoltando-se mais tarde; nesta versão ocorre o oposto. O roteiro de Singer que não chegou a ser filmado na época, ainda mostra um ataque à Nova Caprica, comandado pelo Cilônio Apollo, que foi absorvido cibernéticamente.

Em meio a tudo isso, ainda existe a versão de Glen Larson, que criou e produziu a série original. Em fevereiro ele divulgou à imprensa ter assinado um contrato com a Universal para desenvolver um filme de "Galactica" com sua própria visão do que a trama tem a oferecer nos dias de hoje. Uma espécie de reinício para sua própria série.

É duvidoso que a Universal produza dois filmes diferentes sobre o mesmo tema, é mais fácil acreditar que Larson e Singer estejam juntos no projeto.

Enquanto isso, os fãs no Brasil aguardam o lançamento do segundo volume da última temporada de "Battlstar Galactica", a do Ron Moore, que ainda ganhará um box completo com todas as temporadas. E pelo visto a data é significativa para o universo da série: 11 de setembro.

Nos EUA, os fãs aguardam o lançamento em DVD de "The Plan", filme que narra a trama da nova série sob o ponto de vista dos cilônios. O lançamento ocorre em outubro antes da estréia do filme no SyFy em novembro.

4 comentários:

Davi Garcia disse...

Seria fantástico se acontecesse um filme reimaginando (ou atualizando) a versão clássica da série. Não sei se o Singer é uma boa escolha, mas se repetir o bom trabalho que fez sobretudo em X-Men 2, esse novo filme de BSG tem tudo para ser excelente.

Livio Lee disse...

Tem que se esperar que não repita o péssimo "trabalho" que fez com o Super Homem.

Fernanda Furquim disse...

Fiquei curiosa em conhecer a versão atual de Glen Larson para a sua série!

David® disse...

Estou em conflito: gosto do Singer mas tenho medo q sua versão seja mto "light", mto adolescente ou blockbuster (principalmente ocm o DeSanto produzindo).

A versão do Moore tem uma cara adulta, q pra mim, é a melhor de todas e tornou-se atemporal.

PS: economizando moedinhas no porquinho pro lançamento do 2º box

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