O Mundo de Frasier Crane


Por Flávia Furquim
Quem se lembra de Frasier? Com a recente morte do ator John Mahoney, ator que interpretou Martin Crane nesta aclamada sitcom dos anos noventa, este é um bom momento para recordar as aventuras e desventuras da família Crane.
Spin-off da também famosa sitcom CheersFrasier tem como foco a família de Frasier Crane (Kelsey Grammer), um psiquiatra que retorna para sua cidade natal, Seattle, após um tempo vivendo em Boston, onde se casou e se divorciou. Frasier, personagem criado para ser o interesse romântico de Diane Chambers (Shelley Long) no bar onde todos se conhecem, estava planejado para aparecer em apenas alguns episódios, mas acabou conquistando a audiência e passou a fazer parte do elenco regular.
Com o fim da série, os produtores decidiram dar a ele mais uma encarnação televisiva e assim, entre setembro de 1993 e maio de 2004, o Dr. Crane passa a viver com seu pai, Martin, e a trabalhar como psiquiatra em um programa de rádio. Completam o elenco seu irmão, Niles Crane (David Hyde Pierce), também um psiquiatra, Daphne Moon (Jane Leeves), a fisioterapeuta inglesa de Martin e Roz Doyle (Peri Gilpin), sua produtora na KACL.


Kelsey Grammer e David Hyde Pierce
No ar pela NBC por 11 temporadas, o show colecionou vários recordes, ganhando um total de 37 prêmios Emmy, batendo Mary Tyler Moore, com 29, e perdendo o posto somente em 2016 para Game of Thrones, com 38. Atualmente está empatado com Modern Family por vencer por cinco anos consecutivos por melhor Série Cômica, de 1994 a 1998. Grammer e Hyde Pierce ganharam, cada um, quatro prêmios, sendo que Grammer é o primeiro ator a ser indicado pelo mesmo personagem em três shows diferentes (CheersWings e Frasier), além de ganhar dois Golden Globe (por Frasier).
Estes prêmios parecem ainda mais relevantes se lembrarmos o grande número de shows de alta qualidade e sucesso de público dos anos noventa, a última Década de Ouro da sitcom norte-americana até este momento, em nossa opinião. Basta lembrar seus contemporâneos: SeinfeldFriends Mad About YouMurphy BrownEverybody Loves RaymondWill and GraceThe Fresh Prince of Bel AirHome ImprovementThat 70’s ShowRoseanne3rd Rock From The SunThe King of QueensThe NannyNewsradioSpin City, e por aí vai…
O que faz com que Frasier se destaque entre tantos títulos de qualidade? Bem, os irmãos Crane são intelectuais de gostos extravagantes e caros, pomposos, cheios de si e um tanto esnobes, que desdenham os gostos simples de Martin, um policial baleado em serviço e forçado a se aposentar. São também extremamente competitivos entre si (e com outras pessoas), altamente inseguros e vulneráveis ao criticismo, embora não hesitem eles mesmos em criticar tudo e todos que não correspondam a seus altíssimos padrões.
Vítimas de bullying desde crianças, buscam refúgio na psiquiatria. Estão constantemente se auto-analisando, tentando corrigir seus defeitos e sinceramente desejam ajudar seus pacientes, particularmente Frasier, sempre se metendo em encrencas por excesso de solicitude. Quanto a Niles, Hyde Pierce o descreve como sendo “o que Frasier seria, se não tivesse vivido em Boston e conhecido a turma do Cheers”.


Frasier e Eddie
No primeiro episódio (The Good Son), Niles procura Frasier para lhe dizer que Martin caiu em seu apartamento e não tem mais condições de morar sozinho. Frasier o acolhe, mas, logo de saída, as discussões começam. Frasier tem orgulho de seu apartamento decorado por $500.000 dólares, que inclui uma réplica exata do sofá de Coco Chanel, e não suporta a velha poltrona surrada de Martin, uma “monstruosidade”, em sua opinião, mas que o pai insiste que fique na sala. Além disso, Martin traz seu cão, Eddie, um Jack Russell Terrier, que passa o tempo todo encarando Frasier.
Novos desentendimentos acontecem na escolha da fisioterapeuta. Daphne, uma inglesa de Manchester, é a única filha numa família de nove crianças e cresceu bancando a dona de casa para os irmãos. Naturalmente, também é cheia de excentricidades. Costuma falar alegremente sobre assuntos traumáticos vividos por sua família e alega ser “meio vidente”, algo que nunca fica evidenciado. Vinda da classe trabalhadora, Daphne “alia-se” a Martin na defesa de seus valores e estilos de vida. Quando ela elogia sua poltrona, Martin decide contratá-la.
No terceiro episódio (Dinner at Eight), quando Martin prefere um casaco de uma liquidação ao invés de um terno Armani, Niles se pergunta se ele é realmente o pai deles e Frasier lhe diz para não reiniciar esta conversa, que eles têm desde crianças. Assim, planejam melhorar os gostos de Martin levando-o para jantar num restaurante chique, mas não conseguem por causa de uma confusão na reserva.
Os três vão parar numa churrascaria onde os garçons cortam as gravatas dos clientes, para mostrar que ali os trajes precisam ser casuais. A noite transcorre cheia de percalços, com os irmãos reclamando, criticando a comida e debochando do lugar até o ponto em que o pai explode, dizendo-se envergonhado e que a mãe deles, se estivesse ali, também estaria.


Martin, Frasier, Daphne, Niles e a poltrona
Acontece que a mãe, Hester Crane, era uma psiquiatra forense de gostos sofisticados, mas Martin diz que ela também gostava de um jogo de futebol e um cachorro-quente de vez em quando. Ao final, os dois se dão conta de que o pai tem razão e se perguntam se são tão esnobes a ponto de não conseguirem apreciar um bom filé com batatas tipicamente americano. Decidindo comer até o fim, em homenagem ao pai, ficam até a hora do lugar fechar sem terem terminado.
Este episódio resume com perfeição a personalidade dos três Cranes. Não é que os irmãos não tentem, eles apenas se sentem mais à vontade no ambiente refinado dos teatros, dos restaurantes chiques e das galerias de arte. Sim, eles são esnobes, e sabem disso, mas não conseguem evitar. Frasier, que conviveu com a turma do bar Cheers, é o que mais se aventura a tentar coisas novas e, muitas vezes, a apreciar as atividades mais simples, quase sempre sem sucesso.
Niles por sua vez, sofre de ataques de ansiedade e de uma série de fobias, a maioria delas psicossomática. Seu nariz sangra quando mente ou quebra seu código de ética, fazendo-o desmaiar. Para completar o quadro, é totalmente submisso à esposa Maris, uma mulher neurótica, anoréxica, cheia de alergias, extremamente rica, mimada e dominadora, e que nunca é vista pelo telespectador. As histórias de Maris contadas por Niles são fonte de inúmeros roteiros e piadas.
Já Martin é um homem despretensioso, que gosta de viver sem complicar a vida e guarda seus sentimentos para si mesmo. Pode ficar rabugento quando se vê dependente, mas logo uma boa gargalhada desfaz os ânimos pesados.  Muitas vezes não consegue esconder sua decepção com os filhos, que puxaram pelo lado materno e preferem balé, ópera, arte e livros em vez de passarem uma tarde num estádio torcendo por um time, mas com o tempo aprendeu a aceitá-los.


Niles, Frasier e Martin
No episódio Breaking the Ice, Frasier e Niles tentam agradar o pai, participando de uma pescaria no gelo, atividade anual de Martin, para tentar se conectar com ele e estreitar os laços afetivos, mas, claro, estão absolutamente desconfortáveis e desmotivados. Depois que Niles perde as chaves do carro na água e eles se vêem obrigados a passar a noite na cabana gelada, só lhes resta se embebedar com o uísque do pai. Esse “destrava-língua” faz com que confessem o verdadeiro motivo de estarem ali e até Martin consegue, finalmente, dizer o quanto ama os filhos.
Mas o relacionamento dos irmãos não é só rivalidade. Durante toda a vida eles tentaram atividades em comum, como escrever um musical nos tempos de colégio. Sempre que decidem fazer algo semelhante na vida adulta, Martin os aconselha a não tentar, já sabendo que a competitividade acaba por tornar o empreendimento um desastre, como quando decidiram abrir um restaurante francês no episódio The Innkeepers, escrever um livro sobre relacionamento entre irmãos em Author, Author ou abrir um consultório em conjunto em The Shrink Rap.
Outro tema desenvolvido é o amor platônico de Niles por Daphne. Deslumbrado por sua presença desde que se conheceram, Niles passa seis temporadas tentando confessar seus sentimentos por ela, sem sucesso. Por causa disso, mesmo depois de se divorciar de Maris, acaba se casando com a Dra. Melinda Karnofsky (Jane Adams), cirurgiã plástica da ex-esposa, enquanto vê sua amada Daphne se envolvendo romanticamente com seu advogado, Donny Douglas (Saul Rubinek).
Apesar da fisioterapeuta ter um temperamento oposto ao de Niles, ele se entrega completamente em sua adoração, cheirando o ar quando ela passa, falando em poesia sempre que se refere a ela, além de espiar seus movimentos em qualquer oportunidade. O empasse só se desfaz quando Frasier acidentalmente revela a Daphne sobre a paixão contida do irmão. Quando ambos começam a namorar, essa paixão arrebatadora é utilizada para lidar com a gravidez de Leeves.


Niles e Daphne
No episódio Hungry Heart, Daphne vem tendo crises de ansiedade por medo de não estar à altura da imagem idealizada que Niles tem dela. Descontando na comida, está visivelmente acima do peso. Frasier pergunta a Niles se ele não notou nada de diferente nela. “Sim, ela está mais feliz”, responde o irmão. “Eu quero dizer, fisicamente…”. “Ah, ela aparou a franja”. “Não, falo do tamanho…”. “Sim, pedi que ela parasse de usar saltos altos”. “Niles, espero um dia amar uma mulher do modo como você ama Daphne”. “Não se preocupe, você amará”.
Se Martin representa o trabalhador de colarinho azul e Daphne a imigrante sonhadora, também de classe operária, Roz retrata a mulher americana da classe média pós-revolução sexual. Produtora do programa de Frasier na KACL, seu relacionamento com ele começou com um pouco de estranhamento, mas logo tornam-se grandes amigos, o que não os impede de estar sempre se bicando. Frasier respeita seu trabalho e reconhece sua contribuição para o sucesso do talk show. Por volta da quinta temporada, Roz fica grávida e decide ser mãe solteira, recebendo apoio total de todos.
Independente, durona, não se envergonha de sua promiscuidade, que é alvo de piadas feitas por todos os personagens ao longo da série. Ela apenas ignora ou responde à altura. E rechaça com rapidez qualquer tipo de assédio feito por colegas de trabalho. Aliás, sem papas na língua, Roz não se acanha de chamar Frasier de pretensioso ou pedante e não perde um segundo para debochar das fobias e esquisitices de Niles. Mas é grande amiga de Martin, com quem costuma jogar pôquer e beber cerveja, e se entende bem com Daphne.


Frasier e Roz
Apesar de buscar um companheiro e sonhar com um casamento, Roz não se deixa abater quando um romance não dá certo. Se um relacionamento não lhe interessa mais, ela o abandona de imediato, sem ficar se lamentando. Esta mesma atitude determinada se aplica à sua vida profissional. No episódio Sleeping with the Enemy, quando a gerência decide não dar o aumento anual aos empregados da estação, Roz lidera os colegas numa greve e convence Frasier a apoiá-los.
A variedade de temas abordados pela série garante roteiros inspirados e diversos. Mas relacionamentos, sejam familiares, de amizade ou profissionais, são o tema de praticamente todas as sitcoms. Então, voltamos à pergunta inicial: o que há de especial em Frasier? Eu diria que é o equilíbrio.
Na própria escolha dos temas, por exemplo. O foco está nas relações familiares entre pais e filhos, na rivalidade competitiva entre irmãos, o choque de classes (Frasier e Niles x Martin, Daphne e Roz), na busca pelo amor e a readaptação a novos estilos de vida (Frasier se muda de Boston para Seattle e troca o consultório por um talk show no rádio; Martin vai morar com o filho e Daphne troca a Inglaterra pelos Estados Unidos).
Mas não fica por aí. A série explora o mundo da psicanálise, utilizando desde o vocabulário até roteiros centrados em alguma forma de neurose urbana. A construção dos personagens é tão detalhada que permite episódios inteiros centrados no egocentrismo narcisista de Frasier e sua compulsão para analisar (e ajudar) as pessoas ou nas fobias e ataques de pânico de Niles e sua paixão obsessiva por Daphne.
A política ficou propositalmente um pouco de lado, mas são abordados o romance na terceira idade, o homossexualismo, a necessidade de aceitação social e reconhecimento profissional, o assédio no ambiente de trabalho e a exigência por melhores salários,  animais de estimação, envelhecimento e medo da morte, bullying…
Outra forma de equilíbrio a ser mencionada é o elenco afinadíssimo. Não apenas todos os atores são perfeitos para o papel, mas também os roteiros se distribuem de modo a dar a todos os personagens uma chance de desenvolver sua trajetória pessoal ao longo das temporadas. Sabemos tanto da infância de Frasier e Niles, das histórias familiares de Daphne, do amor e do carinho de Martin pela esposa, das esperanças e frustrações de Roz que é quase como se tivéssemos acompanhado o início de suas vidas.


Lilith e Frasier
Isto é válido até mesmo para os personagens mais esporádicos como Bob “Bulldog” Briscoe (Dan Butler), colega de Frasier na KACL, locutor de um programa esportivo, mulherengo, explosivo e piadista grosseiro que está sempre assediando Roz e pregando peças em seus colegas; Kenny Daly (Tom McGowan), o gerente boa-praça da estação; Gil Chesterton (Edward Hibbert), crítico gastronômico que consegue ser ainda mais pomposo do que Frasier e Niles; Noel Shempsky (Patrick Kerr), um técnico assistente fascinado por Roz e Jornada nas Estrelas, que fala o idioma Klingon.
E, naturalmente, Lilith Sternin (Bebe Neuwirth), ex-esposa de Frasier e mãe de Frederick (Luke Tarsitano/1995 e Trevor Einhorn/1996-2003). Lilith surge em Cheers, mas fez várias aparições durante toda a série. Descrita como a “rainha inteligente e gelada”, ela causa medo em Martin e Niles sempre que vem para Seattle. Isso porque, com sua frieza, nunca altera o tom da voz (ninguém sabe dizer qual seu humor) e raramente sorri. Psiquiatra como o ex-marido, seus diálogos parecem extraídos de livros de psicanálise.
Lilith não é a única personagem de Cheers que retorna à cena. Outros nomes que ressurgem do passado de Frasier são: Sam Malone (Ted Danson), Diane Chambers, Woody Boyd(Woody Harrelson), Cliff Clavin (John Ratzenberger), Norm Peterson (George Wendt) e Carla Tortelli ( Rhea Perlman). E a série também é conhecida por atores famosos emprestarem suas vozes como os pacientes que telefonam para Frasier na rádio, tais como Linda HamiltonChristopher ReevePatti LuPoneBen StillerHenri ManciniElijah WoodMary Tyler MooreDavid Duchovny, etc.
Mas é no estilo de humor que o equilíbrio fica mais evidente.  A sitcom apresenta humor intelectual e comédia física quase na mesma proporção. Os diálogos de Frasier e Niles são repletos de citações de obras literárias, música clássica, teatro, artes plásticas, pensadores, mas também de lugares sofisticados, vinhos famosos, marcas de grife e, naturalmente, referências ao mundo da psicanálise. O uso de ironia fina e dos trocadilhos é constante e demonstra a grande sintonia entre os irmãos, propositalmente deixando os outros personagens de fora.


Niles e Frasier no Cafe Nervosa
Algumas comentários de Niles sobre seu trabalho no consultório são memoráveis! “Estou organizando um seminário sobre distúrbios de personalidade múltipla e leva uma eternidade para preencher as etiquetas com nomes”; “Eu tinha uma workshop sobre medo de abandono e já faltei duas vezes”; “Estão me esperando no meu grupo de viciados em sexo e não gosto de deixá-los sozinhos por muito tempo.”
Já na parte de comédia física, tanto Grammer como Hyde Pierce, e às vezes Mahoney, estão impecáveis, caindo de cadeiras, derrubando móveis e objetos, tropeçando, tudo em cenas meticulosamente ensaiadas e encaixadas na história de modo bastante convincente. O uso do gênero farsa, com uma infinidade de situações nonsense, e o que Edward Gardiner chamou de “comédia labiríntica”, uma série de mal-entendidos que se complicam num crescendo, também são freqüentes, com resultados absolutamente hilários.
Exemplos destes roteiros estão em An Affair to Forget, quando Niles desafia o professor de esgrima de Maris por achar que ele tem um caso com ela; ou quando  Roz desconfia que está grávida, no episódio Halloween; ou quando a namorada de Frasier traz um homem para um encontro com Martin, pensando que ele é gay, em Out with Dad. Ou a comédia de erros ao estilo de Shakespeare em The Ski Lodge, onde todos passam o fim de semana numa cabana nas montanhas interessados pela pessoa errada.
O texto é cuidadoso. A piada é construída com elegância e timing, às vezes desde o início, quando um diálogo ou cena aparentemente casuais terminam com uma punch line mais para o final do episódio. Por exemplo, em  Room Full of Heroes, episódio de Halloween, Martin assusta as crianças do prédio dizendo que Frasier “come cérebros”. Num momento seguinte, Frasier conversa com um menino no hall de entrada e afirma que isto não é verdade, mas, no final, quando elas vêm finalmente pedir doces, vêem Frasier tentando arrancar a peruca de Niles, que ficou colada no cabelo, e saem correndo gritando.
O tom do humor nunca chega ao sarcasmo cínico e agressivo, comum nos dias de hoje. Ele vai da risada inocente à ironia ácida e às vezes picante, mas possui uma dimensão mais profunda, que é o momento em que o roteiro permite que uma fala não seja apenas uma piada e que uma determinada emoção flua sem ser ridicularizada, o que também é adequado, já que o personagem central é um psiquiatra que passa boa parte de seu tempo aconselhando pessoas com problemas emocionais.


Frasier na KACL
O equilíbrio entre humor e seriedade faz com que os personagens fiquem mais próximos de nós, em suas fragilidades e necessidades afetivas. É comum a mistura de comédia e drama, a dramédia, mas Frasier não chega a ser uma. Mas também não fica só na caricatura. Em quase todos os episódios, Frasier (ou mesmo outro personagem) oferece um conselho ou uma frase mais filosófica que pode ultrapassar os limites do show e ser apreciada pelo telespectador.
No episódio Death and the Dog, Frasier aconselha: “Até as pessoas mais felizes entre nós podem encontrar motivos para se sentirem infelizes, se procurarem por isso. Então não procurem por isso.(…) A vida é curta demais para nos prendermos aos obstáculos. Tentem buscar alegria nas coisas simples.” Ou em The Good Son: “As coisas nem sempre funcionam do jeito que você planejou. Isto não é necessariamente ruim. As coisas acabam dando certo de alguma maneira.”
O riso é a arma que os seres humanos criaram para lidar com as dificuldades diárias, sobretudo aquelas que incomodam sem serem trágicas. Nesta sitcom, vemos pessoas que sabem rir de si mesmas, que tentam ajudar umas às outras, que buscam superar os problemas através do amor e do respeito. E que percebem que não são perfeitas, mas entendem que tolerância não é apenas uma palavra bonita ou meta a ser alcançada, e sim um exercício diário de aceitação das pessoas como elas são.

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