terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O Filme de Viagem ao Fundo do Mar


"Viagem ao Fundo do Mar" na concepção da Cinemaspy

O sonho de assistir a uma versão cinematográfica de Viagem ao Fundo do Mar/Voyage to the Bottom of the Sea pode não estar tão longe. Os planos estão em andamento desde 2000, quando os produtores Kevin Burns e Jon Jashni fizeram um acordo com Sheilla Allen para se tornarem representantes da obra de Irwin Allen, seu falecido marido. Nesses 10 anos, duas já foram adaptadas para a TV: o piloto The Time Tunnel, produzido em 2002, mas não exibido, e The Robinsons: Lost in Space (2004). Em 2006, o filme Poseidon também renasceu.

Remake de "The Time Tunnel" pode ser encontrado no Youtube.
Aqui está a 1ª parte.


Enquanto esses já ganharam nova roupagem, Viagem mantém-se em fase de planos e enfrentando a resistência da Fox. O primeiro roteiro, escrito por Justin Haythe, foi considerado muito simples, não era o espetáculo cinematográfico esperado. Então juntaram-se ao time os roteiristas Matt Greenberg e, mais tarde, Andrew Niccol, que o tornaram mais interessante.

Burns revelou à Cinemaspy que o filme mergulhará na relação entre os dois principais personagens, Lee Crane e o Almirante Nelson, em uma estória que abordará temas cataclísmicos, bem ao estilo de Allen. Embora a ideia possa lembrar o filme de 1961, Burns afirma que essa será uma versão modernizada. Em sua produção, os eventos se desencadeiam de forma mais plausível em um futuro próximo, quando vários campos de petróleo são contaminados por energia nuclear durante um conflito no Oriente Médio. O mundo começa então a enfrentar a escassez de energia e todas as nações saem em busca de recursos.

Durante um processo de extração de petróleo no mar, a perfuração é tão profunda que acaba libertando uma criatura que estivera hibernando por milhões de anos. Para controlar esta crise que envolve energia, instabilidade internacional e uma criatura, entra em cena o Seaview. Nesse filme, o submarino foi construído pelo Almirante Nelson com a ajuda de um homem rico e poderoso, o que dá a Nelson a reputação de eco-terrorista.

Mas Burns garante que, na verdade, Nelson é uma espécie de Capitão Nemo. Após seu envolvimento em guerras, decidiu dar as costas à humanidade e, com o submarino, pretende manter o mar livre da interferência do homem. Crane terá de vencer esta animosidade para que possam trabalhar juntos na missão.

Burns garante que enquanto a nova versão será talhada para o público atual, os antigos fãs podem contar com as características que marcaram a série. E quanto tempo até o sonho se realizar? A questão ainda é uma incógnita. Há quatro meses, um dos diretores da Fox fez cara feia para o projeto, pois não estava disposto a colocar tanto investimento em uma produção semelhante a outras em andamento.

Na época, dois estúdios estudavam a refilmagem de 20 Mil Léguas Submarinas/20,000 Leagues Under the Sea, e James Cameron havia gasto uma fortuna em Avatar. O próximo passo será engajar um diretor importante, alguém que estimule a Fox ou algum outro estúdio.

2 comentários:

Alfonso disse...

Tenho um medão desse reamke...(risos)...Fico com aquela impressão de entrar num cinema pra ver um novo filme de Viagem ao Fundo do Mar e sair da sessão com a impressão de ter visto um filme pra telona de Seaquest...(risos)...

Esse piloto pra uma nova versão de O Túnel do Tempo eu já assisti e achei surpreendetemente mediano. Mas a cenografia é fraca e o filme volta e meia perde o ritmo. Mesmo assim há umas boas idéias que poderiam ter sido melhor trabalhadas. Gostei da Andrea Roth como a versão feminina de Tony Newman ( TONI no filme...que é o feminino de "Tony").

De qualquer forma eu acho que a obra de Irwin Allen ainda está para ser redescoberta pelo cinema e a TV. Vejamos se essa redescoberta rola desta vez...

Anônimo disse...

Tive no ano passado contato com um colega que trabalhou com o pessoal do argumento e um dos focos que eles tentariam desenvolver seria um resgate da tripulação de um submarino russo que estaria preso inerte no fundo do oceano ( vide Krusk) com um final menos trágico e as crises entre os próprios governantes das duas potencias.

os americanos desejando ajudar e o primeiro ministro russo ameaçando quem tentasse ajudar no resgate (parece até com a atuação de Putin).

Acho que deve ser uma boa opção de remake.

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