A Situação Atual com o Fim do Contrato dos Atores


Ontem o contrato entre a Associação dos Produtores de Hollywood - AMPTP e os Sindicatos dos Atores-SAG e AFTRA terminou. Horas antes, os produtores fizeram uma última oferta aos Sindicatos. O SAG a recusou por não conter soluções para alguns ítens importantes. Segundo a Associação, a oferta era de 250 milhões de dólares em compensação adicional aos membros do SAG para os próximos três anos de validade do contrato.

A despeito de não terem mais um contrato que garanta suas necessidades, os Sindicatos dos Atores, tanto o de cinema quanto o de TV e rádio, não desejam uma greve e devem continuar a trabalhar por tempo indeterminado com base no que está estipulado no contrato expirado.

O Sindicato dos Atores de Rádio e TV - AFTRA, que negocia em separado ao Sindicato dos Atores de Cinema - SAG, tem até o dia 8 de julho para dar uma resposta oficial à proposta oferecida pela Associação dos Produtores. Esta proposta já não foi aceita pelo SAG pois ela não cobre pagamentos relacionados à venda de DVDs, propagandas inseridas no conteúdo da narrativa, nem a pagamentos pelo uso da imagem do ator na Internet.

O SAG tem 120 mil membros. O AFTRA tem 70 mil membros. Sendo que ambos os Sindicatos têm 44 mil membros em comum. O SAG prometeu rever até quarta-feira a oferta da Associação, a qual ocupa 43 páginas. A disputa está dividindo as opiniões entre os atores que têm o poder do voto para decidir por uma greve ou não. Atores como Tom Hanks, Alec Baldwin e Kevin Spacey, entre outros, dão apoio à AFTRA que está propenso em aceitar o acordo da Associação, abrindo mão dos direitos dos atores em relação aos ítens mencionados. Tudo para evitar uma greve que poderá ter piores conseqüências e a nível permanente.

Já Jack Nicholson, Josh Brolin, Holly Hunter, Will Ferrell e outros, dão suporte ao SAG, enfatizando que o AFTRA deveria voltar à mesa de negociações para obter um acordo que atenda aos direitos dos atores.

Segundo a AMPTP, uma nova greve poderia custar aos membros do SAG um valor de 2.5 milhões de dólares diários. Outros profissionais, que dependem do trabalho dos atores, perderiam uma média de 13.5 milhões, resultando ao estado da Califórnia uma perda de 23 milhões de dólares diários à sua economia.

Apesar de não estarem propensos a uma greve, com o fim do contrato inicia-se uma suspenção gradual nos contratos de atores para novos trabalhos, o que também irá causar perdas econômicas.

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