A Situação dos Atores Americanos
O Screen Actors Guild, SAG, iniciará suas negociações com os produtores americanos no dia 15 de abril. Atores como George Clooney, Meryl Streep e Sally Field, têm forçado o SAG desde o fim da greve dos roteiristas, a iniciar as negociações antes do término do contrato vigente, em 30 de junho, para evitar uma paralisação dos atores.Com 120 mil membros, o SAG irá negociar em separado do AFTRA - American Federation of Television and Radio Artists. O AFTRA representa os atores da televisão e do rádio e tem 70 mil profissionais associados. Os ponto principal é a Internet e as novas mídias. Há quase 30 anos os dois Sindicatos têm se unido nas negociações de seus contratos com os produtores, mas desde o início do ano que saiu a notícia de que, desta vez, as negociações seriam em separado, como foi comentado aqui.
Existem 44 mil atores que são membros dos dois Sindicatos e, desde a decisão de negociar em separado, os dois grupos iniciaram uma disputa entre si para convencer cada um dos atores quem é capaz de melhor representá-lo nesta negociação.
O AFTRA é presidido por Roberta Reardon que acusou o SAG de tentar persuadir o elenco da novela "The Bold and the Beautiful" a abandonar o Sindicato. Na semana passada, os atores fizeram uma petição no qual solicitavam para serem representados pelo SAG alegando que o AFTRA não soube representá-los adequadamente nos valores de pagamentos devidos, além de não terem um bom plano de saúde e aposentadoria. Alan Rosenberg, presidente do SAG, disse à imprensa americana que a acusação do AFTRA é uma "cínica" desculpa para atacar a credibilidade do Sindicato e justificar o final da parceria.
Enquanto os dois brigam entre si, o Sindicato dos Roteiristas Americanos da Costa Oeste, acusou algumas emissoras americanas e produtoras de violar o acordo firmado entre eles após os três meses de greve. Segundo o Sindicato, as empresas mantém sob contrato os roteiristas chamados para trabalhar durante o período de greve, nas novelas "All My Children", da ABC, e "Days of Our Lives", da Corday Productions. De acordo com o contrato firmado no dia 11 de fevereiro, nenhum roteirista contratado como substituto durante a paralisação poderia ficar na função se os roteiristas em greve escolhessem voltar ao trabalho.
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