As Negociações para o Fim da Greve

O jornal The New York Times divulgou que as negociações entre o Sindicato dos Roteiristas e os estúdios estão chegando a um possível acordo. A previsão do jornal é que a greve termine no final da próxima semana.
Ainda segundo o jornal, na última sexta-feira, as negociações chegaram a um nível aceitável para ambas as partes em relação aos pagamentos a serem feitos aos roteiristas das exibições e donwloads via Internet. O Sindicato dos Roteiristas e a Alliance of Motion Picture and Television Producers, AMPTP, mantém o sigilo sobre as negociações e a decisão em não fazer comentários junto à imprensa.
De qualquer forma, qualquer contrato que possa ser assinado deverá ter o apoio de todos, ou da maioria, dos membros do Sindicato. Os roteiristas entraram em greve no dia 5 de novembro, quatro dias após o término do último contrato com os produtores. A greve já está entrando em seu quarto mês. Ainda assim, é menor que a do final dos anos 80 que chegou a cinco meses.
Os estúdios continuaram a oferecer uma percentagem menor que aquela que os roteiristas já recebem pela TV. Foi então que iniciou as negociações com os diretores, que aceitaram a percentagem, desde que, calculada em cima do lucro da distribuição do título acrescida de 1.200 dólares durante o primeiro ano de disponibilização nas novas mídias. A proposta não foi aceita pelos roteiristas e já estava sendo divulgado que os atores também não iriam aceitar. Os roteiristas insistiram em receber 3% no primeiro ano de exibição, 2,5% no segundo, e a redução gradual a partir do terceiro ano. Segundo o Sindicato, a percentagem proposta tem como base o valor arrecadado pela distribuição de títulos na Internet. É essa cláusula que está sendo negociada neste momento.
Segundo o jornal The Los Angeles Economic Development Corp, o custo da greve para a indústria de entretenimento americana chegou, até agora, ao valor de 650 milhões de dólares e mais de 1 bilhão de dólares relacionados ao reflexo na economia americana em geral.
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