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segunda-feira, 22 de março de 2010

Conheça Liv, Novo Canal da TV a Cabo


Você, feliz (?) assinante da TV a cabo, terá a partir do dia 12 de abril mais um canal totalmente dedicado às séries de TV, tanto novas quanto antigas...bom, quase antigas. Os fãs de séries clássicas não precisam se dar ao trabalho de sintonizar o canal, as produções consideradas antigas são aquelas feitas na década de 90.

Segundo o Discovery Networks, uma pesquisa de mercado realizada na América Latina, apontou que seu público alvo do momento, as mulheres, preferem assistir produções de entretenimento. Então, decidiram mudar totalmente o conteúdo do People & Arts, também conhecido como P+A, transformando-o no Liv (títulozinho que merece prêmio de o mais sem graça até agora). Na verdade, o nome é originado do grupo Discovery Travel & Living, que, entre outros, mantém os canais Health, Travel e P+A, que, para simplificar, foi rebatizado de Liv.
Correndo atrás do público feminino dentro do segmento séries de TV, o Liv trará produções inéditas no Brasil e que recém estrearam nos EUA. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, nesse primeiro semestre (sem data definida ainda) estreiam "Mercy", "Parenthood", ambas da NBC, e "Life Unexpected", do CW. Já no 2º semestre será a vez de  "Happy Town", que ainda não estreou na ABC americana, "Hawthorne" da TNT, e a inglesa "Material Girl", da BBC. Se mantém na grade a série "The Tudors", do Showtime, que está chegando ao seu final com a quarta temporada; e reality shows.

Entre as produções consideradas antigas, estão "Dawson's Creek" (possivelmente no dia 12/4 às 20h), "Charmed/Jovens Bruxas" (possivelmente no dia 12/4 às 19h) e "Judging Amy". Os seriados farão parte da programação semanal; nos finais de semana serão exibidos filmes e reality shows.

O Discovery Networks é uma empresa que, em parceria com a BBC, mantém o canal P+A para os países da América Latina, Espanha e Portugal. O canal estreou em 1997 sob o título de Travel Channel, mudando para P+A alguns anos depois. Passaram pela programação do canal séries como "Doctor Who" e sua spinoff "Torchwood", "Coupling", "The Office", original, "Hustle", "Hotel Babylon", "Army Wives", "Rescue Me", "Dirt", "The Starter Wife", e "The Shield", entre outras.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Estreia de Hoje no Brasil: Cold Case no SBT


O SBT estreia hoje às 21h a primeira temporada de "Cold Case - Arquivo Morto", série que já passou pela sua programação. Ela substitui "Smallville", que sai da grade em função da sua baixa audiência.

A série da juventude de Clark Kent tinha sido escolhida para salvar o horário nobre do canal, que tinha afundado com a exibição de "Gossip Girl". Esta, por sua vez, tinha sido escolhida para substituir "Supernatural" depois que todos os episódios disponíveis dessa série foram exibidos. Mas, o sucesso que a série conquistou em fóruns e blogs, bem como em downloads da Internet, não se repetiu na televisão, tanto aberta quanto fechada, já que o canal Warner também suspendeu a exibição da série "Gossip Girl" no Brasil (ao menos nesse semestre). Ainda não há informações se a série terá continuidade na mídia DVD.

A única série que conseguiu estabelecer audiência no horário nobre das 21h do SBT, foi "Supernatural". Mas, a 5ª temporada ainda não está disponível para a exibição em TV aberta, então, o SBT tenta descobrir que outra série poderá ser exibida nesse horário, que consiga manter a mesma audiência de "Supernatural". "Cold Case" entra com essa obrigação.

Estrelada por Kathryn Morris, Thom Barry, John Finn, Jeremy Ratchford e Danny Pino, a série estreou em 2003 trazendo a história de um departamento de polícia da Filadéfia, especializado em rever casos antigos, para, com novas evidências, poder dar uma solução a ele. "Cold Case" foi acusada de plágio, visto já existir uma produção canadense com esse mesmo enredo e, praticamente, com o mesmo título: "Cold Squad", produzida entre 1998 e 2005. Também existe uma produção inglesa que trabalha o mesmo enredo, "New Tricks", que estreou em 2003 e ainda está em produção.

O SBT exibe a série desde o primeiro episódio. Não se sabe quanto tempo ela ficará no ar, como dito antes, vai depender da audiência que ela conseguir conquistar. Para os fãs de séries clássicas, essa é uma boa oportunidade de encontrar seus antigos ídolos, visto que muitos episódios da série costumam ter participações especiais de antigos astros da telinha. Além de alguns atores atuais que em início de carreira, passaram por "Cold Case".

Nessa primeira temporada, cuidem as participações de D. W. Moffet, Jerry O'Connell, Summer Glau, Samantha Eggar, Autumm Reeser, Jacqueline Scott, Katee Sackhoff, Marisol Nichols, Maggie Grace, Michael Nouri, Mehcad Brooks, Stacy Edwards, Patty McCormack, e Marc McClure, o Jimmy Olsen nos filmes do Superman estrelados por Christopher Reeve.

terça-feira, 16 de março de 2010

BBC Produz Minissérie com Narrativa em Tempo Real


Quando estreou em 2001, a série "24 Horas" trouxe uma nova abordagem narrativa para o formato seriado: a história contada em tempo real. Tá certo que com isso a composição orgânica do personagem central, Jack Bauer, ficou comprometida: não ia ao banheiro, não comia, praticamente não dormia e...outras coisinhas a mais. Mas, temos que levar em consideração que, se para nós a história é narrada em 24 semanas, para o personagem, é apenas 1 dia. Após uma década de sucesso, a série entrou na corda bamba, vivenciado a fase do "cancela-não-cancela".

Enquanto os americanos não decidem o que fazer com Jack Bauer, surge na Inglaterra a informação de que a BBC1 encomendou a produção de uma minissérie de 4 episódios, chamada "Siege", que traduzindo significaria "Cerco". A trama a ser desenvolvida deverá seguir a narrativa em tempo real. Na história, teremos o governo negociando com um sequestrador que mantém 100 civis como reféns em uma escola de segundo grau. Exigindo a libertação de um famoso criminoso, o sequestrador estipula um prazo, no fim do qual começará a executar os reféns.

Criada por Kate Brook, com base em argumento de Simon Curtis, a produção será da Big Talk Productions para a BBC1, que planeja exibir os episódios quatro noites seguidas. Esta é a segunda produção seriada, que se tem notícias, com narrativa em tempo real produzida na Inglaterra, também pela BBC. A primeira foi a série "The Royle Family", entre 1998 e 2000, com especiais produzidos em 1999 e 2006. A história girava em torno de uma família que conversava amenidades enquanto assistiam a um programa de TV. O tempo do episódio seguia o tempo de duração do programa que viam. Também pela BBC foi produzido um episódio de "Doctor Who", chamado "42", em 2007, mas esse com certeza teve influência de "24 Horas".


Por curiosidade, embora "24 Horas" seja o primeiro seriado a utilizar o tempo real como estrutura narrativa nos EUA, outras séries produziram no passado episódios que seguiam essa mesma estrutura, algumas até com o reloginho no canto da tela. A primeira que tenho notícias foi "Mash", em um episódio de 1979 chamado "Life Time", escrito e dirigido por Alan Alda, em parceria com Walter Dinshell.

Depois veio  "Um Amor de Família/ Married with Children", com o episódio "Johnny Be Gone", de 1987; a mesma série repetiria a fórmula em mais dois episódios: "The Worst Noel", de 1993, e "The Desperate Half-Hour" de 1997. Teve também "Louco Por Você/ Mad About You" no episódio "Our Fifteen-Minutes", de 1994. A mesma série produziu outro episódio com narrativa em tempo real, "The Conversation", de 1997.  Em 1991 teve o episódio "The Chinese Restaurant" de "Seinfeld".

Então veio "24 Horas", em 2001, e a partir daí outros episódios de séries foram produzidos em tempo real, como "Dawson's Creek", com "Downton Crossing", de 2002; "Plantão Médico/ ER", com "Time of Death", de 2004; no mesmo ano teve o episódio "Thirty-Eight Minutes", de "Stargate Atlantis". Também teve "The West Wing", com "Here Today", de 2005; "The L Word", com "Losing Time", em 2006; e "Os Simpsons", com "24 Minutes", paraódia da série, em 2007. Também teve "Watching Ellie", em 2002, sitcom estrelada por Julia Louis-Dreyfus, que teve duas temporadas com episódios narrados em tempo real.

Este é um recurso narrativo muito utilizado no teatro, em comédias de erros, em que temos o entra e sai de personagens, em histórias em que geralmente se procura por alguma coisa ou alguém.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Estréias de Hoje no Brasil

(clique nas imagens para ampliar)
Quem acompanha esse blog a mais tempo deve saber que fui contra a divulgação absurda dessa série, através da qual os meios de comunicação nacionais e internacionais abraçaram cegamente a campanha de marketing da ABC ao divulgar essa série como a nova "Lost", significando o mais novo sucesso mundial da década. Sem compromisso com o público, a imprensa nacional e estrangeira simplesmente se transformou em uma aliada da publicidade. Acredito que esta série serviu para que alguns, com um pouco mais de consciência, pensem duas vezes antes de apenas reproduzirem a propaganda que lhe é passada pelas assessorias de imprensa.

"FlashForward" é uma série com uma proposta muito boa, mas com um péssimo desenvolvimento. O canal americano está tentando salvar a série de um possível cancelamento, o que lhe causaria problemas de contratos, visto que a produção foi vendida a mais de 25 países, que, às cegas, acreditaram na propaganda. Esses canais, incluindo o Brasil, compraram os direitos de exibição da série sem nem ao menos ter um material pronto para conferir seu conteúdo. Agora, a publicidade terá que dar pulos para conseguir vender a produção como uma das "melhores do ano".

Antigamente, quando não existia a Internet, era muito comum os jornais e as revistas brasileiras anunciarem a estréia de uma série como "a melhor estréia do ano", ou "o maior sucesso da TV americana", mesmo ela tendo sido cancelada na primeira temporada. O público, sem acesso à verdade, acreditava no material divulgado. Isso continuou ocorrendo até mesmo depois que a TV a cabo chegou ao Brasil. Somente no final da década de 90 é que perceberam que o público interessado entrara na Internet e já tinha acesso à imprensa internacional, podendo ler na fonte sobre a verdadeira situação de uma série.

"FlashFoward" tem como base um livro de mesmo título, mas segundo seus produtores, muita coisa foi alterada para a adaptação da série. Algo compreensível, pois se o objetivo é criar dúvidas sobre o que está ocorrendo, não seria muito esperto seguir o livro, já que o público correria para ler o final. Com isso, eles se perderam, construíram mal a trama, não desenvolveram personagens e passaram por cima da narrativa proposta para chegar logo a um resultado de uma situação. Confira minha crítica aqui e comentários aqui. Se depois de tudo isso, você ainda estiver curioso em conhecer a série, ela estréia hoje no canal AXN às 23hs.

Sua estréia nos EUA foi no dia 24 de setembro conquistando uma média de 14.5 milhões de telespectadores. A audiência de seus episódios seguintes foi declinando, no final do ano um de seus últimos episódios exibidos atingiu uma perigosa marca de 8 milhões de telespectadores. A exibição da série foi interrompida para a programação de natal. Seu retorno deveria ocorrer antes do início das Olimpíadas de Inverno, mas o canal decidiu adiar para depois dos jogos. Nesse meio tempo, mudaram os produtores e reduziram o número de episódios encomendados; de 25 passou para 22 episódios, número normalmente encomendado paras produções em geral.


Outra estréia de hoje é a segunda temporada de "Lie to Me", que inicia às 22h pela Fox. Esta é outra produção com uma boa proposta, mas que não tem conseguido encontrar seu público. A primeira temporada se manteve com uma boa audiência até o episódio 6 ou 7, depois começou a cair. Mesmo assim, foi renovada, trocando o produtor responsável. Agora sob a batuta de Shawn Ryan, de "The Shield", a série ganhou um pouco mais de peso e desenvolvimento de personagens. Mas ainda não encontrou seu caminho, nem mesmo seu público. Talvez nem encontre, já que a audiência dessa temporada se mantém com uma média de 7 milhões de telespectadores.

A série teve 10 episódios da segunda temporada exibidos nos EUA até o final do ano passado. Os demais episódios, de um total de 22, ainda não têm data agendada para retorno. No entanto, deverá ocorrer antes que o canal Fox Brasil esgote seu estoque. Confira comentários sobre a primeira temporada publicada aqui.

Entre os convidados da segunda temporada da série estão James Masters, de "Buffy", Barry Livingston, de "Meus Três Filhos"; Jennifer Irwin, de "Slings & Arrows"; Miguel Ferrer, de "Twin Peaks" e "Crossing Jordan"; e Melissa George, de "Alias" e "In Treatment", no episódio 16 que ainda não foi exibido nos EUA.


Uma das coisas que menos me dá prazer em fazer é divulgar a programação dos canais no Brasil. O troca-troca de dias e horários, sem falar nos cancelamentos de última hora, me fazem fugir desse tipo de postagem. Mas, vivo no Brasil, vocês também, e esse blog tenta ao máximo informar o que acontece na TV em termos de séries, mesmo eu já tendo trocado a TV pelo DVD.

Até a semana passada estava sendo anunciada a estréia da minissérie "Band of Brothers" pela Bandeirantes para hoje, às 23h15. Mas, já mudaram de idéia. Agora, o canal decidiu que vai estrear a série "The Unit" nesse horário. Já lançada em DVD, a série teve quatro temporadas estrelada por Dennis Haysbert, Regina Taylor, Scott Foley e Robert Patrick, entre outros. Criada por David Mamet, com base no livro "Inside Delta Force: The Story of America's Elite Counterterrorist Unit", de Eric Haney, a série apresenta o dia-a-dia de uma tropa de elite americana e a relação de seus membros com o trabalho e família.

A primeira temporada teve 13 episódios. Não se sabe se a Bandeirantes vai passar a série inteira, visto que o canal só está resgatando a exibição de séries em sua programação para ver se consegue pegar uma parte da audiência conquistada pela Record e SBT na exibição de seriados americanos. A Bandeirantes comprou um pacote enorme de séries, não significando que serão todas exibidas ou por completo.

Por via das dúvidas, se você estiver esperando a estréia da minissérie "Band of Brothers", dê uma olhada às 23h15 para ver o que a Band vai de fato estrear.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Uma Breve História da Animação na TV

 
(clique na imagem  para ampliar)

Hoje à noite estréia pela HBO americana a série animada "The Ricky Gervais Show". Trata-se de uma versão do podcast apresentado pelo ator e roteirista inglês, disponibilizado há anos em seu blog. A idéia de transformá-lo em série animada veio com a manifestação de fãs do podcast que começaram a produzir versões animadas caseiras e disponibilizá-las no YouTube.

O desenho é exatamente o que foi o podcast, ou seja, são três pessoas sentadas em torno de uma mesa, discutindo idéias e pontos de vista sobre temas muitas vezes polêmicos, mas na maioria das vezes que envolvem o comportamento sócio-cultural de pessoas e sociedades. Em breves momentos são feitas algumas visualizações daquilo que está sendo discutido. Junto com "The Ricky Gervais Show", a HBO americana também estréia a nova temporada de "The Life and Times of Tim", série criada por Steve Dildarian sobre um jovem de 20 e poucos anos e sua relação com a namorada, vivendo situações estranhas em Nova Iorque.

Hoje na TV, tanto aberta quanto a cabo, já se tornou comum a produção de séries animadas voltada para o público adulto. Tradicionalmente considerada produção para o público infanto-juvenil, os desenhos animados da televisão foram se tornando ao longo das décadas mais complexos e profundos em seu desenvolvimento de histórias e personagens que hoje concorrem tranquilamente com a produção com atores em horário nobre.

Ainda não chegou ao ponto de fazer parte importante do universo de premiações como o Emmy ou Golden Globe, apenas em eventos segmentados. Recentemente "Uma Família da Pesada" conseguiu repetir o feito de "Os Flintstones" nos anos 60, sendo indicada em categoria de melhor comédia. As séries animadas ocupam um pequeno espaço nessas premiações, com uma categoria própria a qual não faz parte do evento principal, televisionado. Acredita-se que no futuro essa categoria receba maior valor e seja transferida para a noite de gala.

The Life and Times of Tim

A produção animada televisiva percorreu um longo e difícil caminho na história americana, passando por descrédito, problemas de orçamentos e críticas à abordagens temáticas até chegar no nível em que se encontra hoje. Muito embora a animação para adultos ainda esteja em seu estágio inicial, existe uma liberdade artística pela qual é possível criar para este segmento diversas abordagens.

Gostaria de trazer nessa postagem algumas informações sobre a história da animação televisiva, visto que normalmente se fala mais sobre a evolução da animação cinematográfica. Apesar dessa evolução estar atrelada ao cinema, ela contém características e fatos próprios que são interessantes de se tornarem públicos.

Por exemplo, tornou-se público e transformou-se em fato histórico que o primeiro desenho produzido especialmente para a televisão teria sido "Crusader Rabbit", que estreou em 1950 pela NBC de Los Angeles. Mas, na verdade, ele é a primeira série animada da TV americana, pois o primeiro desenho foi produzido em 1938, encomendado pela própria NBC.


As Primeiras Animações Originais

Devemos nos lembrar (ou tomar conhecimento) de que entre 1940 e 1950, a televisão era experimental, sendo que a TV comercial somente foi estabelecida por volta de 1946. Ainda assim, a exibição de programas era irregular; não tendo horários certos nem uma legislação que definisse o tipo de programa que poderia ser exibido. Assim sendo, a produção experimental e regional foi ignorada por muitos livros de história. Existem historiadores americanos que estabelecem "Willie the Worm" como o primeiro desenho encomendado pela televisão e exibido pelo canal regional W2XBS, o mesmo que fez testes de transmissão em 1928 com um boneco do Gato Félix; sendo que o canal pertencia ao grupo da NBC.

"Willie the Worm" foi criado em 1938 por Chad Grothkopf, funcionário da Disney. Em função do custo de produção de uma animação e da precariedade da televisão nessa época, a idéia de se criar e produzir seus próprios desenhos estava descartada. Assim, durante a década de 40, os canais passaram a transmitir desenhos animados produzidos para o cinema, em especial aqueles do período do cinema mudo (ou silencioso, como queiram). Curiosamente, também foram exibidos nessa época desenhos recém-produzidos e exibidos nas telas de cinema. Visto não existir ainda uma legislação sobre o conteúdo exibido na TV, os canais compravam qualquer coisa para colocar no ar, entre elas, as cópias piratas de desenhos filmados no cinema em 16mm, acredite se quiser! Assim, os desenhos da Disney chegaram à TV, mesmo que por meios ilícitos, popularizando ainda mais o produtor.


Tal qual ocorria nos cinemas, os desenhos animados eram exibidos a qualquer hora na TV, preenchendo o tempo disponível entre um programa e outro, quando não conseguiam completar a cota de comerciais para aquele determinado horário. Até meados de 1950, a maior preocupação era a de preencher os horários das 17h em diante, não tendo nenhum programa sendo exibido antes. Isso porque o público alvo da televisão era o adulto, que tinha dinheiro para comprar TV. Visto que esse público começava a chegar em casa (ou a ter tempo de assistir à TV) após as 17h, não havia motivos para preencher os horários da manhã e da tarde.

A partir de 1946 os canais da DuMont começaram a exibir programas voltados para o público infanto-juvenil, que iam ao ar no final da tarde, por volta das 17hs. Desta forma, em 1947 a televisão já tinha criado uma faixa de público infantil. A maioria dos canais atendiam esse público produzindo programas de fantoches, ou de aventura e comédia estrelados por atores. O número de programas aumentava proporcionalmente ao interesse do público alvo. Com o tempo, foi criada uma faixa de horário própria, conhecida como Saturday Morning, na qual programas infantis eram exibidos aos sábados pela manhã.


Entre 1949 e 1950 surgiram "Tele-Comics" e "Crusader Rabbit". O primeiro era uma produção da Vallee Video exibida em canais regionais em 1949. O programa foi comprado pela NBC, que a rebatizou com o título de "NBC Comics". Tratava-se de um desenho de aventuras com cliffhangers que consistia em exibir imagens sem movimentos (algo que seria repetido com os heróis Marvel dos anos 60), dublados por atores do rádio. Já o segundo, era um projeto desenvolvido por Jay Ward e Alex Anderson e produzido por Jerry Fairbanks. Os episódios tinham 4 minutos de duração cada e custavam uma média de 500 dólares, dos quais, 5 dólares eram destinados a pagar o salário do dublador do coelho. Foram produzidos por volta de 149 episódios em preto e branco ao longo de três temporadas. Em 1957, uma nova leva de episódios foi produzida.

O maior problema enfrentado pela animação nesse período inicial era a falta de patrocinadores. A TV ainda era um veículo novo e muitos anunciantes não viam vantagens em trocar o rádio pela televisão; poucos tinham recursos ou interesse para manter uma divulgação em ambos. Assim, o custo dos comerciais era muito baixo (dizem que o primeiro espaço comercial pago custou aproximadamente 9 dólares). Em 1950, apenas 9% (cálculo aproximado) da população tinha televisão. A produção de desenhos animados representava um aumento nas despesas dos canais em relação à produção de séries infantis com atores ou a programas apresentados por um palhaço, por um super-herói, um fantoche, ou mesmo por um "tio" ou uma "tia". Mesmo porque, pesquisas na época mostravam que as crianças prestavam mais atenção aos programas com apresentadores. Por isso, eles se tornaram a preferência dos anunciantes, visto que seus produtos poderiam ter maior exposição.


Assim sendo, entre 1949 e 1953 foram produzidas apenas mais duas séries animadas "Jim and Judy in Teleland", de 1949-1950, com reprises em 1953, que reutilizou a exibição de imagens congeladas; e "Winky Dink and You", da Ariel Productions de 1953; o qual não era um desenho animado, mas um programa que utilizava momentos de animação para alguns personagens. O programa foi criado especialmente para que o patrocinador pudesse lançar no mercado um kit de papel, crayons e lápis coloridos para as crianças desenharem.


Walt Disney e a Animação Cinematográfica na TV

Em 1951 o próprio Walt Disney chegou à TV, via ABC, com a produção de especiais de final de ano. A necessidade de conseguir dinheiro para construir a Disneylândia (ele já tinha conseguido todos os empréstimos bancários possíveis) fez com que Disney se rendesse de vez ao veículo, produzindo um maior número de programas a partir de 1954. Foi nesse ano que estreou o programa "Disneylândia", através do qual foram produzidos alguns segmentos animados, os quais mesclavam material inédito com material reaproveitado dos curtas de cinema.

A presença de Walt Disney foi uma reviravolta na produção televisiva, atingindo em cheio a forma como os desenhos animados eram considerados pelo veículo e por seus patrocinadores. Para competir com a "Disneylândia", a CBS exibiu entre 1953 e 1956 o desenho "Barker Bill's Cartoon Show", com base em tiras de jornais, que teve episódios diários de 15 minutos produzidos por Paul Terry, da Terrytoon. O sucesso dessa série animada fez com que a CBS comprasse todo o estoque de desenhos produzidos ao longo de 40 anos pela Terrytoon para o cinema, os quais eram distribuídos pela Fox, fazendo surgir o "CBS Cartoon Theatre", com introdução de Dick Van Dyke. Com o tempo, a CBS compraria o próprio estúdio Terrytoon, transformando-o em sua divisão de produções animadas. Entre as produções que faziam parte desse pacote adquirido pela CBS estava "Super Mouse", que se tornaria um dos campeões de audiência entre o público infantil nos próximos 12 anos.


Outras produções de cinema chegariam à televisão através da Guild Films, que em 1955 comprou o acervo da Looney Tunes, produzido pela Warner Brothers entre 1930 e 1943, revendendo os desenhos a canais americanos. No ano seguinte a National Telefilm Associations - NTA comprou o pacote de desenhos animados produzidos pela Fox; a AAP disponibilizou as produções da United Artists, a Screem Gems tinha as produções da Columbia e a UM&M Television Corp comprou as produções da Paramount, que incluíam "Betty Boop", "Luluzinha" e os desenhos das bolinhas dançantes. Todo esse material era disponibilizado para exibição em canais regionais.

A presença cada vez maior das animações cinematográficas mais atuais na TV, aliadas ao material original ocasionalmente produzido pela Disney e Terrytoons, fez surgir a necessidade de se elevar o nível da produção televisiva animada, em especial a criação de personagens e histórias que pudessem cativar o público da mesma maneira. O problema continuava a ser monetário. A compra dessas produções ainda representava um custo mais baixo, visto que ao adquirir os direitos de exibição, eles poderiam colocar o desenho no ar durante anos, a qualquer hora, com quantas reprises desejassem ao longo da semana, sem custo adicional. A produção semanal de um seriado animado perdia na competição pelo orçamento.

Gerald McBoing-Boing

Ainda assim, tentando vencer a concorrência com a ABC, que tinha a "Disneylândia", a CBS encomendou a produção original do desenho "Gerald McBoing Boing", pela United Productions of America - UPA. Mantendo um nível de animação limitada, a qual consistia em utilizar o menor número possível de movimentos, cenários e objetos para narrar uma história, a CBS procurou uma alternativa para o perfeccionismo das produções da Disney. Apesar de bem-sucedida, a série não abriu uma "linha de produção", seja pela CBS ou por outros canais.


A Dupla Hanna-Barbera

Em 1957, o "Pica-Pau" chegou à TV, através da Kellogg's, que comprou um espaço na grade da ABC, passando a exibir os filmes do personagem, reeditados em 17 episódios. Nesse mesmo ano, a MGM, que hesitava em investir na televisão, decidiu fechar seu departamento de produção de desenhos animados para o cinema, com o objetivo de reeditar o material que já tinha sido produzido. Acreditando que não existia um futuro para a animação cinematográfica, o estúdio decidiu cortas custos. Entre seus funcionários demitidos estavam William Hanna e Joseph Barbera, chefes do departamento para o qual tinham produzido "Tom e Jerry" e "Droopy".

Jambo e Ruivão

A dupla bateu na porta da Columbia, na época um estúdio classe B, que tinha a Screem Gems como afiliada para produtos televisivos. Uma das principais clientes da Screem Gems era a NBC, que comprou o primeiro projeto da dupla para a televisão: o desenho "Jambo e Ruivão/The Ruff and Reddy Show", a história de amizade entre um cachorro e um  gato. Com episódios de 5 minutos cada, utilizando o menor número possível de movimentos e cenários, a série estreou no dia 14 de dezembro de 1957.

A boa receptividade do desenho garantiu à dupla a produção de "Dom Pixote", patrocinado pela Kellogg's que trocara a TV nacional pela regional. Apesar da linguagem infantil, os dois programas apresentavam nas "entrelinhas" questões e opiniões adultas sobre a sociedade americana, o que fez com quem muitos canais regionais programassem sua exibição para o horário da noite.


Com esses dois desenhos, a recém-formada Hanna-Barbera Productions criou um nicho importante na televisão americana, abrindo as portas para a produção de séries animadas a um custo baixo, voltadas tanto para o público infantil quanto adulto. Mas, foi somente em 1960, com a estréia de "Os Flintstones" no horário nobre do canal ABC que o estúdio e suas produções realmente se estabeleceram. Nesse mesmo ano, o canal também lançou em horário nobre os desenhos produzidos para o cinema do "Pernalonga".

A partir de então, a televisão se transformou em uma "fábrica" de desenhos animados, dividindo-se ao longo dos anos entre público infantil, juvenil e adulto.


Os Desenhos Exclusivamente Adultos

Ao longo das décadas, as produções animadas foram se tornando mais realistas, apresentando temáticas mais adultas, temperadas com cenas de violência e algumas explorando a sexualidade dos personagens. A violência está presente nos desenhos desde seu início, ao apresentar personagens sofrendo acidentes, tiros, explosões ou brigas físicas. A diferença é que não morriam; e quando isso ocorria, era por força dos roteiristas que decidiam mostrar o personagem indo para o céu ou para o inferno, para logo depois voltar à vida.

A crítica contra a violência em desenhos animados se intensificou ao longo dos anos 60, tal qual ocorria com as séries com atores. A televisão foi apenas mais um alvo daqueles que abominavam a exploração da violência ou de temas tabus. O teatro, a literatura, o cinema, o rádio, as revistas em quadrinhos, a pintura, enfim, todas as formas de arte e comunicação geram controvérsias quanto à abordagem de temas. Com os desenhos animados não seriam diferentes, mesmo porque, eram considerados produções para o público infanto-juvenil.

A versão animada de Jornada nas Estrelas

Mas com produções como a dos "Flintstones", que apresenta problemas relacionados ao dia-a-dia de casais e não de crianças, bem como a dos heróis da Marvel, o universo dos desenhos televisivos viu nascer as primeiras formas de animação mais adulta. Os desenhos estrelados por super-heróis que surgiram nos anos 60 intensificou a crítica contra a violência animada, a qual resistiu até o final da década. Mas, com os assassinatos de Robert F. Kennedy e Martin Luther King, a televisão retraiu-se.

Enquanto que as séries de TV continuaram a trilhar o universo mais realista com as séries policiais e as topical sitcoms; as produções animadas voltaram-se para um universo considerado mais saudável, explorando histórias sobre o dia-a-dia de jovens adolescentes como em "A Turma do Archie", aventuras como "Scooby-Doo", histórias familiares como "Vovô Viu a Uva", ou mais infantis como "Shazzan" entre outros. A violência nesse tipo de produção era mímina. Mesmo em "Scooby Doo", série que mostrava caçadores de fantasmas e monstros, tinha o objetivo de revelar que este tipo de criaturas não existiam. Eles eram "homens malvados" desmascarados pelos jovens investigadores.

Laboratório Submarino

A produção de séries animadas "violentas" não cessou, apenas diminuiu em alguns canais, que para compensar as críticas, começaram a resgatar programas infantis estrelados por fantoches. Assim, surgiram "Vila Sésamo" e "Banana Splits", nas quais temos não apenas fantoches, mas pessoas vestidas com roupas de animais peludos conversando com o público, tal qual ocorria nas inaugurações de supermercados. Produções voltadas a questões sociais e culturais, bem como tecnológicas e históricas também foram abordadas, fazendo surgir séries animadas como "Fat Albert" ou "Laboratório Submarino", entre outras.

Assim, os desenhos de super-heróis dividiam espaço na grade de programação com desenhos mais "saudáveis". Mas, no início da década de 70, o grupo Action for Children's Television pressionou o FCC, órgão que regulamenta a televisão americana, a impedir que os produtos de anunciantes fossem vinculados aos personagens animados.

A turma do Scooby-Doo

Com isso, apresentadores de programas infantis estavam proibidos de anunciar produtos e comerciais de produtos infantis não poderiam ser vinculados durante a exibição dos desenhos considerados violentos. Determinados personagens animados não poderiam "participar" de eventos de lançamentos de produtos em lojas e supermercados. Perdendo anunciantes, a televisão reduziu na década de 70 o número de episódios produzidos por temporada, de 26 passou para uma média entre 10 e 20 episódios, os quais eram constantemente reprisados. O orçamento dedicado à produção, que já era baixo, diminuiu ainda mais.

A reprise de antigos desenhos produzidos para o cinema tornou-se uma compensação, embora fossem editados para diminuir a violência. Anúncios sociais protagonizados pelos personagens foram inseridos no final dos episódios, nos quais eles pediam às crianças para respeitarem os pais, comerem toda a comida e estudarem para irem bem na escola. Produções com super-heróis continuaram a ser feitas, mas sempre tendo em mente as obrigações sociais.


Então, na década de 80, o FCC afrouxou as exigências, permitindo que uma nova leva de programas fizesse renascer o filão dos desenhos animados. Surgiram "Os Smurfs" que dividiam espaço com heróis como "He-Man", "She-Ra", "Transformers" e "G.I. Joe". Ao longo da década surgiram ainda outras produções como "ThunderCats", "Galaxy Rangers", "Silverhawks". A produção animada na TV ganharia impulso na década seguinte com o sucesso do filme para o cinema "Uma Cilada para Roger Rabbit/Who Framed Roger Rabbit?", de 1988, que trouxe em sua história personagens animados famosos no cinema, mas perpetuados pela televisão.

Os canais regionais voltaram a se tornar alvo da maioria das produções animadas; mas foi na década de 80 que surgiu nos EUA a TV a cabo. Se a TV aberta era considerada entretenimento popular, a TV a cabo não poderia competir com ela; assim sendo, nesse primeiro momento, estava proibida pelo FCC de exibir comerciais ou programas de entretenimento. Exigindo mais conteúdo, a TV paga passou a exibir um maior número de desenhos animados estrangeiros, como os animes do Japão, ou os desenhos da Rússia, Inglaterra, Canadá etc.

Beavis and Butt-Head

Enquanto que a maioria dos canais trazia desenhos estrangeiros, a Nickelodeon, que tem como objetivo atender ao público infanto-juvenil, investiu na produção própria de séries animadas e em programas com atores. Também na TV a cabo estava a MTV, que embora dedicada à música, estreou em 1993 o desenho essencialmente adulto "Beavis and Butt-Head".

Essas produções não chegaram a amedrontar a TV aberta, já que para serem vistas era necessário que o público pagasse. Mas então surgiu o canal Fox, que tinha como lema trazer um conteúdo que rompesse com os padrões televisivos. Assim, propondo conteúdo de TV a cabo exibidos em TV aberta, a Fox estreou o programa humorístico "The Tracey Ullman Show". Dentro desse programa existia um segmento estrelado por uma estranha família amarela, chamada de Simpsons. O sucesso desses personagens gerou uma spinoff animada que foi batizada de "Os Simpsons".

A primeira versão de Os Simpsons

Este desenho viria a abrir as portas para uma nova fase da animação adulta na TV aberta; explorando temas tabus e situações de violência, a família ganhou uma série própria que inspirou o surgimento de outras (a maioria pela própria Fox). Para separar a animação destinada ao público adulto e do infantil, a Fox criou o Fox Children's Network, que posteriormente foi rebatizado de Fox Kids. O investimento da Fox nas animações seriadas forçou o surgimento de outros canais e programas para atender a esse segmento. O grupo Children's Television Act apelou novamente ao FCC para tomar providências. Como resultado os desenhos animados infantis voltaram a trabalhar questões sociais e, agora, ambientais. Mas o FCC não tirou do ar ou limitou a produção, nem mesmo censurou a produção adulta que estava surgindo nesse período. Muito embora existam questões particulares que tenham sido alvo de censura.

Desta forma, a animação voltada para o público adulto cresceu. Podemos dizer que ainda está na fase adolescente, mesmo tendo a TV a cabo como ponto de refúgio. Consideradas expressões artísticas, essas séries abordam temáticas, linguagem e técnicas que muitas vezes fogem ao padrão perpetuado por produtoras como Hanna-Barbera, Filmation, DePatie Frelang entre outras que marcaram a história do veículo nos EUA.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Séries Ameaçadas de Cancelamento


O jorrnal The Hollywood Reporter publicou hoje uma matéria que traz uma lista de séries que podem ou não serem canceladas de acordo com seus especialistas. A base de análise vai desde o desempenho junto à audiência, chegando ao custo x benefício e seu potencial junto ao mercado internacional e de reprises em canais regionais. Segue então a lista e os motivos apresentados pela publicação americana (com alguns pitacos meus):

"Heroes" - A série tem 60% de chances de ser renovada em função de seu desempenho no mercado internacional. No entanto, a NBC precisa de uma boa audiência em seu próprio território, em especial junto ao público alvo para o qual a série tem feito uma média muito baixa. Assim, em função de seu custo x audiência nacional, acredita-se que a série possa ser renovada para uma produção de 12 episódios que fechariam a história proposta.

"FlashForward" - Para o THR, a nova "Lost" tem 40% de chances de ser renovada; em minha opinião, em função do carnaval que fizeram em torno da produção, visto que seu custo x audiência não está compensando. A série estreou com 12 milhões e despencou para 7 milhões.

"V" - O remake da minissérie, e depois série, dos anos 80 tem 60% de chances de ser renovada. Segundo o THR, o motivo seria o fator escolha: ou se renova "V" ou se renova "FlashForward", tendo em vista o custo x benefício x audiência. A primeira estreou com 14 milhões de média, mas foi caindo nos episódios seguintes, chegando a 9 milhões. A expectativa é a de que se recupere com os próximos episódios. Para os especialistas consultados pelo jornal, "V" tem um desenvolvimento de roteiro mais consistente o que lhe dá melhores chances de renovação.

"Mercy" - A série médica não vai bem na audiência americana chegando a uma média de 2 milhões de telespectadores por episódio. Segundo o THR, existem 25% de ser renovada; a série estaria ainda sendo mantida no ar em função dos problemas de preenchimento de grade da NBC que precisa de episódios inéditos de séries para colocar no ar, mesmo que signifique audiência baixa.


"24 Horas" - Para o THR a série tem 40% de chances de ser renovada. Em minha opinião, divulgada aqui, a série já atingiu seu limite de vida. A audiência americana se mantém em uma média de 10 milhões, o que é aceitável, mas não para uma produção cara como "24 Horas", a qual não tem muitas chances de ter uma "carreira" nas reprises em canais regionais em função da sua obrigatoriedade de se assistir a todos os episódios para que se possa ter a história por completo (esse é um dos grandes problemas de produções seriadas atualmente, ao menos na TV aberta). Em função disso, teria sido dada a largada para uma produção de um filme para o cinema, o qual terá que mudar seu formato para "duas horas na vida de Jack Bauer" ou algo assim.

"Friday Night Lights" - Essa tem 5% de chances de ser renovada. Segundo as revistas EW e TV Guide, a série já teria sido cancelada pela NBC, que teria avisado a produção para finalizar a trama em sua quinta temporada, a qual irá ao ar em 2011 (mas será filmada entre abril e julho de 2010). Mas, a série já tinha sido considerada pelas publicações como cancelada após a segunda temporada. Aí, a NBC fez um acordo com a DirecTV que resgatou a produção. Agora, segundo seu produtor, a NBC estaria aguardando os resultados de audiência dos primeiros episódios para oficializar seu cancelamento ou renovação. Mas, como apontado pelo THR, é improvável que ganhe uma sexta temporada, já que pela rede NBC a série tem feito uma média de 4 milhões de telespectadores por temporada. A quarta temporada será exibida por força de contrato e pelos mesmos motivos apresentados para manter "Mercy" no ar.

"Life Unexpected" - A nova série do CW foi bem junto à crítica, mas seus números junto a audiência preocupam. Estreou com 2.8 milhões de telespectadores, mas os episódios seguintes registraram queda contínua.. Dos 13 episódios encomendados, já foram ao ar 4, sendo que este conquistou uma média de 2 milhões. O canal aguarda para ver se a queda na audiência continua ou se a série se estabiliza. Segundo os especialistas consultados pelo THR, a série tem 55% de chance de ser renovada.

"Melrose Place" - A série teria 5% de ser renovada. Está na mesma situação que "Friday Night Lights", com a diferença que não tem o apoio da crítica. Estreou com 2.2 milhões de telespectadores, sendo que o último episódio exibido até o momento registrou uma média de 1.2. Segundo rumores, o canal já considerada a série como encerrada, mas a produção ainda não recebeu nenhuma ordem oficial de preparar o final da trama.

"Community" - A série que tem Chevy Chase no elenco tem 90% de chances de ser renovada. A audiência é um desastre; chega a uma média de 2.6 milhões, de acordo com o THR, já incluída a do DVR (pessoas que deixam o programa gravando para assistir depois). Mas segundo a publicação americana, a NBC gosta da série e deverá mantê-la no ar, independente do interesse do público. Na verdade, a NBC é um dos poucos canais que tradicionalmente dá suporte a uma sitcom, na expectativa de que um dia o público a descubra. Fizeram com "30 Rock" e pelo visto "Parks and Recreation" e "Community" entraram nessa lista. Visto ser uma sitcom (que já é mais barata que um drama), sem convidados especiais que sejam muito caros, a relação de custo x benefício parece servir. Sem mencionar o fato de que a NBC precisa de programas novos para preencher sua grade com a saída do talk show diário de Jay Leno do horário nobre. 

"Trauma" - Já está cancelada, a NBC só encomendou mais episódios para preencher a grade em função da saída de Jay Leno. Ela será exibida antes de "Chuck", que tem uma boa base de fãs, mas dificilmente ganhará uma renovação em função de seu custo x audiência. 

"Numb3rs" - O ator David Krumholtz já está liberado pela produção e pelo canal CBS para buscar novos trabalhos...e encontrou. Ele está no elenco de um novo piloto. Caso a série seja renovada, a preferência é "Numb3rs". Mas segundo o THR, as chances de renovação são de 20%, embora sua audiência ainda esteja na casa dos 9 milhões de telespectadores. No entanto, o fato do canal ter reduzido o número de episódios encomendados para esta temporada e a presença do ator em outro piloto, podem significar o cancelamento da série.


"Medium" - Segundo o THR, a série tem 65% de chances de ser renovada. Sua base de fãs é boa, aliada ao fato de que a CBS resgatou a série do cancelamento da NBC, seria estranho que agora eles cancelem tendo apenas uma temporada produzida pela CBS. A série saiu da NBC com uma média de 7 milhões de telespectadores na quinta temporada. A sexta, até o momento, mantém uma média de 8 milhões.

"Accidentally on Purpose" - Segundo o THR, a série tem 50% de chances de ser renovada. A sitcom está mantendo uma média de 8 milhões de telespectadores até o momento. Sem ter uma grande premissa ou desenvolvimento de roteiro, nem mesmo uma grande estrela (Jenna Elfman não é  um nome tão forte assim), a série poderá ser renovada em função de seu custo x benefício e potencial junto a audiência, visto que 8 milhões está mais perto do almejado 10 milhões (a média para se manter no ar) do que estaria se fossem 6 milhões. Segundo o THR, a audiência dos próximos episódios definirá o destino da série.

"The Deep End" - Só se mantém no ar em função da falta do que colocar no lugar. A série tem 5% de chances de ser renovada.

"The New Adventures of Old Christine" - A série já entrou tantas vezes na lista de cancelamento e foi renovada que o THR não se arrisca a prever seu futuro. Apesar da trama e desenvolvimento fraco a série tem um nome forte, Julia Louis-Dreyfuss, que atrai o interesse da mídia. As 3 primeira temporadas tiveram um desempenho melhor, chegando a 10 milhões (no limite) para justificar sua renovação. Mas, a quarta temporada despencou para 7 milhões de telespectadores, e mesmo assim ganhou uma nova chance. A atual se manteve em 7 milhões até a exibição do episódio 11; o 12 e o 13 despencou para uma média de 6 milhões, mas o episódio 14 (último exibido até agora), elevou a audiência para uma média de 8 milhões. Então a CBS deve estar aguardando para ver os próximos como ficam.

"Gary Unmarried" - A série está na mesma situação que "The New Adventures of Old Christine", foi renovada para uma segunda temporada mesmo registrando uma audiência de 7 milhões. Mas seu custo x benefício justificava a nova chance. No entanto, ela mantém a audiência média de 7 milhões. Então vai depender dos interesses internos do canal se renova ou não a série.

"Smallville" - Segundo THR a série tem 85% de ganhar uma décima temporada. As 8 primeiras temporadas teve uma audiência média de 4 milhões de telespectadores. É provável que o canal tenha jogado a série para as noites de sextas para justificar seu cancelamento, visto que este é tradicionalmente um dia de baixa audiência, mas, ocorreu o contrário. Talvez eles não tenham levado em consideração o público adulto, que fica em casa enquanto os jovens saem para a balada. O fato de terem intensificado a presença de heróis dos quadrinhos também ajudou. Segundo rumores, o canal já estaria negociando a renovação da série.

"Supernatural" - Também teria 85% de chances de ser renovada e, segundo rumores, as negociações já estariam sendo feitas. A questão é que os produtores disseram ter planejado cinco anos; se renovada para uma sexta temporada, terão que dar um novo rumo aos personagens.

"Cold Case" - Esta é uma série que durante suas seis primeiras temporadas conseguiu ultrapassar a média de audiência dos 10 milhões de telespectadores. A audiência baixou para 9 milhões (até o momento), mesmo tendo como concorrente a cancelada "Three Rivers". A CBS deve estar aguardando para ver se a série fecha a temporada com os 10 milhões necessários. Segundo THR, ela tem 50% de chances de ser renovada.


"Human Target" - Na minha opinião, a série está sendo produzida com o intuito de substituir "24 Horas". Mas para tanto precisa angariar público antes que Jack Bauer saia do ar. Segundo o THR, ela tem 55% de chances de ser renovada. Acredita-se que a Fox esteja esperando que a série estabilize sua audiência, mesmo porque, se é para substituir Jack, se for cancelada eles não tem outra para por no lugar, caso "24 Horas" também seja. Até o segundo episódio exibido sua média foi de 10 milhões, mas a partir do terceiro começou a baixar; sendo que o quinto teve uma leve recuperada.

"Fringe" - Segundo o THR a série tem 90% de chances de ser renovada. Sua audiência continua instável e abaixo dos 10 milhões, mas existem interesses internos que mantém a série de J. J. Abrams no ar.

"The Forgotten" - Segundo o THR, a série tem 35% de chances de ser renovada. Já foram exibidos 11 episódios até o momento. Tendo estreado com 9 milhões, foi baixando gradualmente, e agora está na faixa dos 4 milhões. Ao meu ver, apesar da baixa audiência, a série tem prestado um serviço social que pode ser interessante para o canal ABC. Segundo o noticiário americano, após a exibição de cada episódio, é feito chamadas estimulando o telespectador que tenha ou conheça alguém que tenha um parente ou amigo desaparecido, que procure os órgãos competentes para que a identificação de corpos possa ser feita. Ao que tudo indica, as chamadas têm dado resultado.

"Better Off Ted"  e "Scrubs" - Segundo o THR, as duas têm 5% de chances (cada uma) de serem renovadas. A audiência de "Better Off Ted" em sua primeira temporada não justificava sua renovação, ainda assim, ganhou uma nova chance, algo que provavelmente a ABC não dará de novo. Mesmo porque, a atriz Andrea Anders foi liberada para entrar no elenco de um novo piloto. Já "Scrubs", foi resgatada pela ABC do cancelamento da NBC, na qual estava registrando uma média de 6 milhões na audiência. Mas a série não melhorou seu desempenho na ABC, com 5 milhões em média na oitava e, até o momento, 3 milhões na nona. Dificilmente ganhará nova chance.

"Chuck" - Segundo os especialistas do THR, a série tem 75% de chances de ser renovada. Tendo sido salva pelos fãs, a produção está registrando uma das maiores audiência do canal nas noites de segunda-feira. No entanto, seu desempenho médio se mantém na casa dos 7 milhões, mesmo número que tinha quando foi cancelada pela primeira vez.

Outras séries ameaçadas de cancelamento são "Brothers", "'Til Death" e "90210".

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Super Bowl Quebra Recorde de M*A*S*H

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Após 27 anos o recorde de "Mash" como a maior audiência até hoje da TV americana é quebrado. Segundo a empresa Nielsen que mede a audiência americana, a transmissão do Super Bowl no último domingo conquistou uma audiência de 106.5 milhões de telespectadores (mais precisamente 106.480), tornando-se a maior audiência ao vivo da história americana.

O fato mereceu nota de Alan Alda, ator e um dos produtores de "Mash", divulgada ao público na qual ele parabeniza o novo recorde da TV americana. O ator, que torcia para o New Orleans Saint, disse estar feliz por ver o recorde quebrado por um jogo tão importante no qual seu time saiu vencedor.

Até agora o recorde era mantido pelo último episódio de "Mash", exibido em 1983 que tinha conquistado uma audiência de 106 milhões de telespectadores (mais precisamente 105.970). Sendo que, na época de "Mash", existiam cerca de 235 milhões de habitantes nos EUA; hoje, chega a cerca de 308.700 milhões, de acordo com o governo americano. Outro fato importante a ser registrado é o número de televisores. Em 1983 existiam cerca de 83.3 milhões de residências com televisores; hoje o número de residências subiu para 114.9 milhões. Em função disso, "Mash" mantém o recorde de número de residências, com cerca de 50.5 milhões, o que equivale ao market share de 77%, contra 51.7 milhões, o que equivale a 68%, do Super Bowl.

"Mash", uma versão televisiva de Larry Gelbart do filme de mesmo nome, dirigido por Robert Altman, também mantém o recorde entre as séries de TV, com o último episódio de "Cheers" em segundo lugar (93 milhões de telespectadores); e o episódio de "Dallas", "Quem Atirou em JR", em terceiro lugar com 83 milhões. A expectativa é a de que o último episódio de "Lost" consiga quebrar esse recorde entre as séries, conforme comentei aqui, ou que ao menos chegue a ficar em segundo ou terceiro lugar.

Mas, em meio a tudo isso, quem sai ganhando é a CBS. O canal exibia "Mash" quando o recorde foi marcado na década de 80, e também transmitiu o jogo no qual a zebra New Orleans Saints ganhou do Indianapolis Colts; ou seja, o recorde não passou para outro canal, se mantém em casa!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Lost Inicia Sua Contagem Regressiva

 
Elenco de "Lost"

A 6ª e última temporada da série "Lost" terá início esta noite na TV americana. No Brasil, o AXN programou a estréia para o dia 9 de fevereiro. Com a promessa de desvendar a maioria dos mistérios que foram propostos ao longo das cinco primeiras temporadas, o retorno de "Lost" também traz a expectativa de se  desbancar o recorde de audiência de "Mash", que tem o último episódio como o líder, até hoje, no ranking de maior audiência das séries de TV americana.

A princípio, acreditava-se que o último episódio de "Mash" tinha conquistado a marca de 106 milhões de telespectadores em uma única noite de exibição ao vivo. Mas, em 1997 foi lançado o livro "Toasting Cheers", um guia da série "Cheers", que revela outro número recorde do último episódio de "Mash": 121 milhões de telespectadores ao vivo, algo que até agora nenhuma série conseguiu desbancar. A própria "Cheers" está com seu último episódio, exibido em 1993, figurando em segundo lugar, com 93 milhões de telespectadores. 

A expectativa da imprensa americana é que "Lost" bata o recorde de "Mash" ainda com o primeiro episódio da sexta temporada. Para tanto, a mídia está alimentando a ansiedade dos fãs e estimulando a curiosidade do público em geral para assistir a estréia da nova temporada ao vivo na TV americana. Uma pré-estréia ocorreu no Havaí, na qual 12 mil pessoas compareceram ao evento realizado em uma praia com a presença dos atores. Mas, este evento possibilitou o vazamento do episódio na Internet, em imagens precárias, o que pode ter saciado a curiosidade dos não fãs.

Elenco de "Mash"

Apesar da fama e da legião de fãs que a série "Lost" conquistou, sua audiência ao vivo na TV americana é mediana. Sua primeira temporada registrou uma média de 15.7 milhões de telespectadores, sua maior audiência. A segunda sofreu uma queda, chegando a 15.5; a terceira baixou ainda mais chegando a 15 milhões; a quarta teve 13.4 milhões, e a quinta temporada exibida despencou para 11 milhões de telespectadores, em média. O episódio piloto registrou uma das maiores audiências solo da série, com um total de 18 milhões de telespectadores.

Em comparação à séries "Desperate Housewives", "House" e "NCIS", suas contemporâneas, "Lost" perdeu na audiência televisiva ao vivo, visto que a maior já registrada por estas, são 24.7 milhões, 19.4 milhões e 20.45 milhões, respectivamente.  

Quebrar o recorde de "Mash" pela TV ao vivo tem sido o sonho almejado por centenas de produtores de televisão ao longo dos anos. Acreditava-se que o último episódio de "Seinfeld" conseguiria derrubar a audiência de "Mash", mas a sitcom que marcou a década dos anos 90 encerrou sua produção em 1998 conquistando um total de 76 milhões de telespectadores para seu último episódio. Depois, em 2004, esperava-se que o series finale de "Friends" batesse o recorde. Mas a sitcom adorada pelos jovens da época registrou um número abaixo de "Seinfeld", produzida no mesmo período. Foi com um total de 52.5 milhões de telespectadores que "Friends" se despediu do público.


O primeiro recorde de audiência em séries de TV foi registrado em 1953 por "I Love Lucy", quando a personagem de Lucille Ball vai para o hospital ter seu bebê. Estima-se que 44 milhões de telespectadores tenham acompanhado ao episódio, em uma época em que a televisão ainda estava se firmando e muitos assistiam à TV nos bares, restaurantes, clubes e lojas. Este número não conseguiu ser suplantado nem pelo tão aguardado último episódio de "O Fugitivo", em 1967 (não tenho o registro da audiência com o número de telespectadores).

Em 1980, "Dallas" registrou um novo recorde, com o episódio "Quem Atirou em JR?", que conquistou 83 milhões de telespectadores. Mas três anos depois, o último episódio de "Mash" estabeleceu a nova marca para a audiência ao vivo.

Para derrubar esta audiência, não é levado em consideração os números registrado em downloads oficiais ou ilegais (os quais registram audiência internacional), nem tão pouco a audiência que deixa o episódio gravando para assistir depois. Primeiro porque na época de "Mash" isso não existia e, segundo, porque apesar do avanço das novas mídias, a televisão ao vivo ainda é a preferência dos anunciantes.

(clique nas imagens para ampliar)
  
  

  
  
  
 
 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Hope for Haiti terá Transmissão para o Brasil (com adendo)



As notícias sobre o terremoto no Haiti chocaram o mundo. As imagens de destruição de um país já miserável, acompanhadas do caos social que resultou do terremoto levarão muito tempo para serem esquecidas por aqueles que de fato se preocupam com a situação do ser humano. Em meio a um época de discussões políticas sobre o meio ambiente, catástrofes ambientais como esta se acumulam.

A ajuda humanitária ao Haiti será essencial para a sobrevivência e reconstrução do país. Para ajudar a arrecadar fundos às vítimas da tragédia, o ator George Clooney, de "Plantão Médico/ER", organizou junto à MTV americana o teleton "Hope for Haiti Now: A Global Benefit for Earthquake Relief" que será transmitido ao vivo hoje, dia 22 de janeiro através dos canais americanos MTV, VH1, ABC, CBS, NBC, FOX, CNN, BET, CW, HBO, CMT, PBS, TNT, Showtime, Comedy Central, Bravo, E! Entertainment Network, National Geographic Channel, Oxygen, G4, Centric, Current TV, Fuse, MLB Network, Epix, Palladia, SoapNet, Style, Discovery Health e Planet Green.

No Canadá foi organizado, à parte do evento americano, uma espécie de pré-evento, que recebeu o título de "Canada for Haiti", o qual será transmitido para o país e contará com as participações de Celine Dion, James Cameron, Michael J. Fox, Jason Reitman, Ryan Reynolds, William Shatner, Rachelle Lefevre, Joshua Jackson, Pamela Anderson, Eugene Levy, Norman Jewison, Will Arnett, Sandra Oh, Justin Bieber, Nelly Furtado, Sarah McLachlan, Barenaked Ladies, Simple Plan e David Fostero. Logo após a exibição deste evento os canadenses também transmitirão o Teleton americano, pelos canais CTV, CBC Television, Global Television e MuchMusic.

No Brasil, os canais NatGeo, MTV, CNN, P+A, Home&Health e Vh1 confirmaram a participação na transmissão ao vivo do Teleton a partir das 23h. O Vh1 reapresentará o programa nos dias 23 de janeiro às 20h; e 24 de janeiro às 22h. O canal Multishow informa que exibirá o programa no dia 23 de janeiro às 16h30. Atenção: os canais informam que não irão transmitir o evento do Canadá ao Brasil.

Trata-se de um esforço global que terá a apresentação em maratona de três concertos, um em Los Angeles, outro em Nova Iorque e o terceiro em Londres, intercalados com notícias transmitidas direto do Haiti pelo jornalista da CNN Anderson Cooper, e talk shows com celebridades. O evento deverá iniciar com Clooney doando a quantia de 1 milhão de dólares.

Entre as presenças confirmadas estão Sting, Madonna, Christina Aguilera, Bono, The Edge, Justin Timberlake, Alicia Keys, Bruce Springsteen, Dave Matthews, Keith Urban, Sheryl Crow, Beyonce, Coldplay, Taylor Swift, Jennifer Hudson, Mary J. Blige, Jay-Z, Rihanna, Shakira, Stevie Wonder, Jason Bateman, Leonardo DiCaprio, Muhammad Ali, Halle Berry, Bill Clinton, Matt Damon, Clint Eastwood, Morgan Freeman, Tom Hanks, Samuel L. Jackson, Nicole Kidman, Julia Roberts, Chris Rock, Will Smith, Jon Stewart, Ben Stiller, Meryl Streep, Denzel Washington, Brad Pitt, Emeline Michel, Robert Patterson, entre outros.

Adendo: entre as celebridades que estarão atendendo ao telefone para regristrar os donativos dos telespectadores estão Ben Affleck, Tim Allen, Jennifer Aniston, David Archuleta, Alec Baldwin, Ellen Barkin, Drew Barrymore, Jack Black, Emily Blunt, Russell Brand, Benjamin Bratt, Pierce Brosnan, Gerard Butler, Chevy Chase, Kristin Chenoweth, Sacha Baron Cohen, Common, Cat Cora, Bradley Cooper, Daniel Craig, Cindy Crawford, Penelope Cruz, Billy Crystal, John Cusack, Eric Dane, Ellen DeGeneres, Fran Drescher, Michael Clarke Duncan, Zac Efron, Jenna Elfman, Colin Farrell, Andy Garcia, Mel Gibson, Tyrese Gibson, Selena Gomez, Neil Patrick Harris, Taraji P. Henson, Dijmon Honsou, Vanessa Hudgens, Randy Jackson, Jimmy Jean-Louis, Dwayne Johnson, Nick Jonas, Kevin Jonas, Joe Jonas, Quincy Jones, Diane Keaton, Michael Keaton, Anna Kendrick, Greg Kinnear, Jane Krakowski, John Krasinksi, Jessica Lange, Taylor Lautner, Daniel Day Lewis, Jared Leto, Justin Long, Rose McGowan, Ewan McGregor, Tobey Maguire, Ricky Martin, Katharine McPhee, Debra Messing, Alyssa Milano, Jack Nicholson, Keke Palmer, Holly Robinson Peete, Tyler Perry, Chris Pine, Jeremy Piven, Jeremy Renner, Tim Robbins, Ray Romano, Jeri Ryan, Meg Ryan, Zoe Saldana, Adam Sandler, Nicole Scherzinger, Gabourey Sidibe, Kimora Lee Simmons, Russell Simmons, Christian Slater, Steven Spielberg, Molly Sims, Ringo Starr, Charlize Theron, Ashley Tisdale, Marisa Tomei, Amber Valleta, Sofia Vergara, Mark Wahlberg, Joe Walsh, Sigourney Weaver, Forest Whitaker, Olivia Wilde, Rainn Wilson, Robin Williams, Reese Witherspoon e Noah Wyle.

O evento é considerado o maior Teleton da história da televisão mundial reunindo mais de cem artistas durante duas horas e meia de duração. Apresentado de Los Angeles por George Clooney e de Nova Iorque pelo músico e ator haitiano Wyclef Jean, o evento tem o objetivo de incentivar a doação feita por telespectadores por telefone ao vivo, online, mensagens de texto, ou por correio, em dinheiro ou cartão de crédito. A renda arrecadada será entregue à organizações, entre elas a UNICEF, Yele Haiti Foundation, Cruz Vermelha, Oxfam América, Partners in Health, Clinton Bush Haiti Fund e o World Food, que assumirão o compromisso de destinar corretamente o dinheiro para socorrer as vítimas do terremoto no Haiti.

As apresentações musicais do evento estarão disponíveis posteriormente para download pago pelo iTunes ou à venda pelo AmazonMP3 e Rhapsody. A renda também será convertida à ajuda humanitária.

Em paralelo ao evento, Simon Conwell, do "American Idol",  anunciou que irá lançar um single, música especialmente composta para as vítimas do Haiti. A canção será gravada por vários artistas (ainda não divulgados) nos próximos 10 dias. A renda será revertida em ajuda humanitária.



George Clooney

Político liberal, filho de Nick Clooney, jornalista e âncora de telejornal, sobrinho de Rosemary Clooney, famosa cantora dos anos 50 e 60, George Clooney começou a frequentar os estúdios de televisão aos 5 anos de idade quando acompanhava o pai em seu trabalho. Adulto, abandonou a faculdade de jornalismo e investiu em uma carreira de ator porque não queria competir com o pai. Após atuar em dezenas de trabalhos obscuros incluindo a série médica dos anos 80, "E/R", George começou a se destacar em participações regulares da série "Facts of Life". Outros projetos de pouca repercussão se seguiram até chegar o sucesso com "Plantão Médico/ER".

Quando saiu do elenco da série, temia-se que Clooney se transformasse em um ator de blockbusters sem qualquer conteúdo, mas foi justamente o contrário. O ator estrelou produções que repercutiram tanto junto à crítica quanto ao público, colocando-se publicamente como homem de fortes opiniões políticas e sociais. Dirigiu e atuou no filme "Boa Noite, Boa Sorte", que retratou um período negro da política americana nos anos 50, estrelando no mesmo ano o filme "Syriana", outra produção que explorou as questões comerciais e políticas do petróleo mundial. De lá para cá tem sido visto em variados projetos, desde comédias românticas, aventura, passando pela animação, chegando aos dramas.

Mas outra faceta do ator tem tido destaque na mídia. A do homem preocupado com o meio ambiente e a situação do ser humano no planeta, organizando teletons, fazendo doações significativas e discursando junto às Nações Unidas.

Em Retrospecto

Live Aid - No dia 13 de julho de 1985 Bob Geldof e Midge Ure apresentaram um concerto para levantar fundos para combater a fome na Etiópia. Visto por mais de 180 mil pessoas, foi transmitido simultâneamente de Londres, na Inglaterra, e Filadélfia, nos EUA para 60 países, arrecadando cerca de 243 milhões de dólares.



Nos EUA o evento ficou marcado com a música "We´re the World", apresentada no clip acima, que contou com a participação de vários artistas. Atualmente, Lionel Richie e Quincy Jones planejam regravar a música para comemorar os 25 anos do evento.


Na Inglaterra, a música tema do evento era "Do They Know It´s Christmas" interpretada em video e ao vivo pelos artistas ingleses que se apresentaram durante o evento em Londres.


America: A Tribute to Heroes: em 2001 George Clooney organizou seu primeiro teleton, que tinha como objetivo levantar fundos para as famílias das vítimas do atentado terrorista de 11 de setembro. A música "A Tribute do Heroes" marcou o evento que arrecadou 30 milhões de dólares.


Tsunami Aid: A Concert of Hope: em 2005 Clooney organizou esse teleton em prol das vítimas do tsunami no oceano índico. O evento não apresentou uma música tema, mas uma das presenças do evento foi a de Madonna interpretando a música de John Lennon, "Imagine".

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

NBC Encomenda Mais Episódios de suas Séries



A saída de Jay Leno do horário nobre da rede NBC deixou o canal com o dilema de completar a grade rapidamente. Exibido de segunda à sexta às 22hs, o talk show sairá do ar no dia 12 de fevereiro, data em que inicia a transmissão dos Jogos Olímpicos de Inverno.

Os canais americanos transmitirão os jogos entre os dias 12 e 28 de fevereiro, forçando a retirada de suas séries da programação. Mas, ao retornar às suas programações normais após o dia 28, a NBC precisará ter em mãos episódios inéditos de suas séries para ocupar o horário do talk show de Jay Leno até o final de maio quando termina a midesason. Entre junho e agosto é o período normal de reprises de séries até a estréia da nova temporada de setembro.

Tendo em vista que as encomendas dos episódios desta temporada de suas séries foram feitas levando em consideração a presença diária do talk show de Jay Leno em sua grande e as transmissões dos jogos, as séries da NBC estavam com a produção reduzida de episódios para esta temporada. Mas, agora, o jornal The Hollywood Reporter informa que o canal anunciou a encomenda de novos episódios para preencher sua programação entre março e maio.

Desta forma até a série "Trauma", já cancelada, entrou na lista ganhando mais 4 episódios. Ela tinha fechando a temporada com 16 episódios no total, dos quais ainda faltavam ser exibidos 6 episódios. Agora ela totalizará 20 episódios para sua única temporada. A estréia dos episódios inéditos será dia 8 de março.

Outras séries que ganharam novos episódios são: "Law & Order", terá mais 3 episódios, totalizando 23; "Law & Order: SVU", terá mais 2 episódios, totalizando 24; "Community" com mais 3 episódios, totalizando 25 para sua primeira temporada; "Parks and Recreations", com mais 2 episódios, também totalizando 24.

Mudanças no Elenco de 90210



A série "90210" começa a reformular seu elenco a partir da próxima temporada. O site RadarOnline divulga que Rob Estes, intérprete de Harry Wilson, deixou a série. Ao que parece a saída de Estes foi em função de contrato. Sem conseguir chegar a um acordo, o ator saiu do elenco.

Sua saída deverá ser divulgada como resultado de reformulação criativa, visto que seu personagem não tem muito o que fazer na história, já que ela é focada na vida dos adolescentes e não dos adultos; mas seus representantes afirmam ao site que o problema foi financeiro. Ainda não há informações sobre como será apresentada sua saída na história ou como ficará a situação da personagem de Lori Loughlin (na foto com ele) que interpreta sua esposa.

Este é um dos problemas que as produções televisivas enfrentam em relação a seus elencos. Atores veteranos custam mais caro que atores novatos. Não é à toa que, entre outros motivos, o CW, canal com baixo orçamento para produções, é dedicado ao público adolescente (que não tem referencia de atores do passado) e apresenta séries compostas por atores jovens, em sua maioria novato ou desconhecidos do grande público. Eles são mais baratos de sustentarem que os atores que já tem um nome no mercado. Quanto mais importante for o nome, mais caro ele será.

Esta questão também pesa na renovação de séries de longa duração. Atores que no início eram desconhecidos, e portanto baratos, ao fazerem sucesso com suas séries, começam a contabilizar aumento salarial. Quanto mais famosa ficar a série, mais caro será manter o elenco.



Mas Estes não é o único da velha guarda a sair da série. Jennie Garth, a Kelly da série original "Barrados no Baile", também não vai voltar. Na verdade, a atriz foi escalada apenas para atrair a atenção dos fãs da série original. Seu contrato era feito por episódio, sem perspectiva de transformá-la em parte do elenco fixo. Agora ela irá apresentar o programa "Garden Party", para a Internet, o qual fala sobre alimentação vegetariana.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Calendário de Estréias no Brasil 2010 - Atualizado

Elenco de "A Garota do Blog/Gossip Girl"
(clique na imagem para ampliar)

Da mesma forma que criei uma nova postagem para as estréias das séries na TV americana em 2010, estou criando esta nova para as estréias no Brasil. Confira a anterior aqui. Como podem conferir, existem muitas promessas, mas a grande maioria está sem data definida ainda. Conforme novas datas forem sendo agendadas (ou alteradas) pelos canais, atualizarei esta postagem que ficará disponível em link no alto, à direita neste blog.

Atualizado em 27 de Março

Janeiro

24 de Janeiro
Big Love - 4ª Temp (HBO)

25 de Janeiro
21h15 - A Garota do Blog/Gossip Girl (SBT)

30 de Janeiro
23 - 24 Horas - Redenção (Globo)

31 de Janeiro
Entourage - 6ª Temp (HBO)

Fevereiro

01 de Fevereiro
20h - A Galera da Lei (estréia da série - Boomerang)
21h - Dark Blue (estréia da série - Space)
21h - CSI (estréia da 10ª T - AXN)
21h - Nurse Jackie (pré-estréia no Studio Universal)
22h - Criminal Minds (estréia da 5ª T - AXN)
24h30 - 24 Horas - 7ª T (de seg a sex até 5 de março - Globo)
- Pássaros Feridos (reprise da minissérie no TCM de 1 a 12/2)

02 de Fevereiro
1h15 - Without a Trace (estréia da 7ª e última temporada - SBT)

03 de Fevereiro
21h - Ugly Betty (quarta temporada - Sony)
21h - CSI: Miami (estréia da 8ª T - AXN)
22h - Castle (estréia da série - AXN)

04 de Fevereiro
21h - CSI: NY (estréia da 6ª T - AXN)
21h - Accidentaly on Purpose (estréia da série Sony)
21h30 - Cougar Town (estréia da série na Sony)
22h30 - Community (estréia da série na Sony)
23h - 30 Rock (estréia da quatrata temporada - Sony)

05 de Fevereiro
21h - NCIS (estréia da 7ª T - AXN)
22h - Raising the Bar (estréia da 2ª e última temporada - AXN)

07 de Fevereiro

19h30 - South Park (estréia da 12ª temporada no Vh1)
21h - Nurse Jackie (estréia da série em seu horário normal no Studio Universal)

08 de Fevereiro
22h - United States of Tara (estréia da série na Fox)

09 de Fevereiro
21h - Lost  (estréia da 6ª e última T - AXN)

14 de Fevereiro
2h e reprise às 22hs - Alice (estréia da minissérie em duas partes. A segunda será exibida dia 15 - Studio Universal).

15 de Fevereiro
- Holocausto (reprise da minissérie no TCM de 15 a 26/2)

21 de Fevereiro
20h - Royal Pains (estréia da série - 20h)
21h - Monk (última temporada - Universal)
22h - Riverworld (estréia da minissérie - Studio Universal)(adiada para março)

22 de Fevereiro
22h - Private Practice (Sony)
23h - Brothers & Sisters (estréia da quarta temporada - Universal)

23 de Fevereiro
22h - FlashForward (estréia da série - AXN)
22h - Lie to Me (estréia da 2ª temporada - Fox)
23h15 - Band of Brothers (minissérie - Band) The Unit (estréia Band)

24 de Fevereiro
23h - Brothers & Sisters (estréia da 4ª T no Universal)

25 de Fevereiro
- House (novos episódios da 6ª Temp - Universal)
16h - Chuck (estréia no SBT)

28 de Fevereiro
13h - Los Caballeros Las Prefieren Brutas (estréia da série colombiana na Sony)
20h  - O Prisioneiro (minissérie - HBO)

Março

01 de Março
21h e 12h - Bonanza (estréia da série no TCM, seg a sex)
21h - Gilmore Girls/Tal Mãe, Tal Filha (estréia da série no Boomerang)

03 de Março
20h30 - Instant Star (estréia no Boomerang)
21h - NCIS: LA (A&E a partir do dia 10/3 será transmitida às 22h)
21h30 - Ruby and the Rockits (estréia da série no Animax)
22h - The Best Years (estréia da série no Animax)
23h - Lei & Ordem: Reino Unido (estréia da série no A&E)
23h - A História de Ester (minissérie - Record)
23h45 - House (estreia da 5a. temporada na Record)

04 de Março
21h - Bones (estréia da 5a. Temporada na Fox)
23h - Impostores (estréia da série no FX)

08 de Março
- The Good Wife (novos epis da 1ª temporada pelo Universal)
23h - Um Maluco no Pedaço (final da 6ª T no Nickelodeon)

09 de Março
01h30 - Oz (estreia no SBT de 2ª a 6ª)
21h - Leverage (estréia da 2ª Temporada no Space)

10 de Março
23h - Skins /Juventude à Flor da Pele (estréia da 2ª Temp no Vh1 - eps já exibidos pela HBO)

11 de Março
21h - Clara Sheller (estréia da 2ª T no Eurochannel)
22h - Dexter (estréia da 3a temporada no FX)

14 de Março
- Heroes (reestreia da série na Record)
20h - Numb3rs (estréia da 4ª T no A&E)
21h30 - Painkiller Jane/Força Secreta (estreia na Band)
22h - Riverworld (estréia da minissérie em 2 eps no Studio Universal - o 2o. eps será exibido no dia 15)

15 de Março
9h20 - Zoey 101 (estreia da série na Band)
19h - Os Feiticeiros de Waverly Place (estréia da 3ª T no canal Disney)

16 de Março
18h - The Troop (estreia da série no Nickelodeon)
22h15 - V.I.P (estreia da séries na Band)
23h - 24 Horas (estreia da 8a. temporada na Fox)

19 de Março
21h - Cold Case (estreia no horário nobre do SBT)

20 de Março
22h45 - Mad Men (estréia da 3ª T na HBO)

Também Previstas para Março
Modern Family (Band)
Dharma and Gregg (Band)
The Unit (Band)
Dark Angel (Band)
Leverage (Band)
Família Soprano (Band e SBT)
Burn Notice (Band)
Bones (Band)
Generation Kill (minissérie - Band)
Malcolm in the Middle (Band)
Ned's Declassified School Survival Guide (Band)

Abril

02 de Abril
21h - Without a Trace (estreia da 7ª temporada no Space)

04 de Abril
12h - Voyagers: Os Viajantes do Tempo (estréia da série no TCM)
22h - SOS Emergência (estreia da série brasileira na Globo após o Fantástico)
23h - Crash (estreia da série na HBO)

05 de Abril
13h - Os Pioneiros/Little House on the Prairie (estréia da série no TCM de seg. a sex - dublagem original)
23h - Human Target (estreia na Warner)

06 de Abril
22h - V (estréia da série na Warner)
- Força Tarefa (estreia da 2ª temporada na Globo após Cassesta & Planeta)

08 de Abril
- A Grande Família (estreia da 10ª temporada na Globo)
- Vida Alheia (estreia da série brasileira na Globo)

09 de Abril
- Separação (estreia da série brasileira na Globo)

11 de Abril 
22h - The Pacific (estreia da minissérie na HBO)

14 de Abril
Kdabra ( série colombiana - Fox)

18 de Abril
Bartali – O Homem de Ferro (minissérie italiana no Eurochannel)

23 de Abril
23h - Greek (estreia da 2ª parte da 2ª temporada no Universal)

25 de Abril
21h - The Office (estreia da 6a. temporada no FX)
21h30 - American Dad (estreia da 6a. temporada no FX)
22h - Uma Família da Pesada (estreia da 8a. temporada no FX)
22h30 - The Cleveland Show (estreia da série no FX)
23h - Better Off Ted (estreia da série no FX)

Também Prevista para Abril
10 Things I Hate About You (Animax)

Também Previstas para 2010:
100 Questions (Sony)
Aline (2ª T - Globo)
Californication 3ª T (Warner)
Capadócia 2ª T (HBO)
Cariocas, As (série brasileira - Globo)
Chuck - 3ª T
Dawson´s Creek (P&A)
Eureka (estréia da nova temporada - SyFy)
Flashpoint - 3ª T
Força Tarefa (2ª T - Globo)
Forgotten, The (Space)
Grande Família (10ª T - Globo)
Hawthorne (P&A)
Hung 2ª T (HBO)
L word, The - 6ª T
Life Unexpected (P&A)
Mad Men - 3ª T (HBO)
Make It or Break It (Animax)
Mercy (P&A)
NCIS (nova temporada - AXN)
New Adventures of Old Christine, The - 5ª T
Ó Pai, ó (3ª T - Globo)
Parenthood (P&A)
Sanctuary (estréia da série - SyFy)
Supernatural (5ª T - SBT)
The 4400 (P&A)
The Tudors - 3ª T (P&A)
True Blood 2ª T (HBO)
The Vampire Diaries (SBT)
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