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terça-feira, 15 de junho de 2010

Rede Globo Estreia a Minissérie Na Forma da Lei


Um dos temas mais desperdiçados pela dramaturgia seriada brasileira parece que terá chances de finalmente ser explorado. A rede Globo estreia esta noite às 22h40 a minissérie "Na Forma da Lei", drama que se apóia no sistema judiciário brasileiro tradicionalmente conhecido por sua precariedade, lerdeza e, muitas vezes, injustiças. Resta conferir se a produção será dramática ou apenas mais um melodrama novelístico temperado com narrativa didática e moralista (pelas cenas divulgadas, o ambiente é de novela).

Criada por Antonio Calmon, com colaboração de Leandra Pires e Guilherme Vasconcellos, a produção tem oito episódios dirigidos por Wolf Maya, Emerson Muzelli e Miguel Rodrigues. Estrelada por Ana Paula Arósio, Luana Piovani, Leonardo Machado, Henri Castelli e Samuel de Assis, a minissérie faz um cruzamento entre ação policial, jornalismo investigativo, drama jurídico e relacionamentos pessoais.

Na história, um grupo de cinco amigos formados em direito segue com suas vidas sete anos após o assassinato de um de seus colegas. Eduardo (Thiago Fragoso) foi morto por Maurício (Márcio Garcia), na noite em que celebrava seu noivado com Ana Beatriz (Ana Paula Arósio), que agora trabalha como promotora pública. Apesar das testemunhas Maurício, filho do Senador João Carlos Viegas (Luís Melo), é absolvido pela justiça.


Os demais membros do grupo são Célio (Leonardo Machado), juiz apaixonado por Ana; Edgar (Henri Castelli), advogado; Gabriela (Luana Piovani), delegada de polícia; e Ademir (Samuel de Assis), jornalista. O primeiro episódio tem início no passado, com a formatura do grupo, passando para o tempo presente quando Maurício ataca novamente, desta vez matando sua amante, Denise (Ellen Roche). Com o novo crime, surge outra oportunidade para o grupo, agora fazendo parte do sistema judiciário, de incriminar e condenar Maurício, considerado um psicopata. 

No elenco também está Eva Wilma, como terapeuta de Ana. Por curiosidade, em início de carreira, Eva estrelou a série "As Confissões de Penélope", a qual tinha como enredo as visitas da protagonista ao terapeuta, para quem inventava histórias ou coloria sua interpretação dos fatos ocorridos.

A minissérie também conta com outros nomes conhecidos em seu elenco: Paulo José (Dr. José Pedro), Olivetti Herrera (Luís Otávio), Monique Alfradique (Nininha), José Wilker (Dr. Mourão), Ângela Vieira (Dona Eunice Viegas), Carolina Ferraz (Maria Clara Viegas), Flávia Pyramo (Nazaré), Ailton Graça (Delegado Moreira), Maurício Mattar (Delegado Pontes), Thiago Reis (Delegado Sávio), Ernani Moraes (Honorato Cavalcanti), Ruth de Souza (Velha Oxalá), Osmar Prado (Newton Lopez), Othon Bastos (Marco Antônio), Ícaro Silva (Samuel/Davi), Kadu Moliterno (Thales), Leona Cavalli (Belinda), Dalton Vigh (César Borges), Marcos Breda (Arnaldo Cardoso), Ed Oliveira (Avelino), entre outros.

 

 

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Breve Histórico das Minisséries Inglesas


A TV americana domina a produção de séries no mercado internacional. Tendo evoluído ao longo de seis décadas, os Estados Unidos conquistou um espaço nesse segmento, difícil de derrubar. Mas, eles não foram os primeiros, nem tão pouco conseguiram evoluir sozinhos, sem a ajuda de outros países. Foi graças à influência, principalmente, da produção inglesa, que a TV americana evoluiu em pontos e momentos chaves que permitiram à ela se tornar quase uma unanimidade.

A TV inglesa começou a produzir programas regularmente 10 anos antes que a TV dos EUA. Na Inglaterra, investiu-se mais na produção de minisséries que de séries e foi graças ao sucesso e credibilidade que esse tipo de programa conquistou no Reino Unido, que os americanos começaram sua própria produção nesse formato a partir da década de 70. O resultado da produção americana influenciou o surgimento do formato no Brasil, a partir da década de 80.

"That Was the Week That Was"

A TV americana produziu sua primeira versão de um programa inglês em 1964, com o humorístico "That Was The Week That Was", apresentado por David Frost (jornalista que entrevistou Nixon - situação retratada no filme "Frost/Nixon"). Esse humorístico também serviu de base para o estilo narrativo que seria utilizado pelas séries satíricas americanas. A partir daí, a TV americana passou a buscar na terra da Rainha produções e ideias que permitiram à TV do Tio Sam a romper padrões e a explorar tabus.

Na Inglaterra, as minisséries são mais respeitadas que a produção de séries, a qual é considerada por eles como um 'fast food' televisivo. Essa matéria é dedicada à elas, deixarei para uma outra ocasião a história da produção seriada.

A produção televisiva britânica teve início em 1926, mas somente se tornou oficial com o lançamento formal da BBC em 1936. As transmissões sofreram uma interrupção em 1939, em função da 2ª Guerra Mundial, retornando ao normal em 1946. De 1936 até meados dos anos 60, muitos programas ainda eram transmitidos ao vivo, o que fez com que fossem perdidos pelo tempo, restando apenas poucos registros fotográficos ou de matérias em jornais e revistas da época.


A interrupção em função da Guerra deu aos EUA uma vantagem para que equipamentos e novos sistemas fossem criados, proporcionando à TV americana seu surgimento comercial em 1945. Quando a Inglaterra interrompeu as transmissões em 1939, o país tinha uma média de 20 a 25 mil televisores vendidos. A BBC foi o único canal de TV no Reino Unido entre 1936 e 1955, ano que foi lançado o primeiro canal comercial do país, a ITV.

Tradicionalmente, a programação da BBC sempre foi destinada a um público de classe média à alta, com objetivos didáticos e informativos, para uma propagação cultural e histórica da Grã-Bretanha. Sustentada pelo governo através de uma taxa cobrada daqueles que compravam um aparelho de TV, a BBC somente teve permissão de vender espaços publicitários e obter lucro direto de seus programas, quando foram criados os canais internacionais na década de 90. Até então, o lucro extra vinha da venda de sua programação à canais internacionais, bem como com o home video nos anos 80 e o surgimento das novas mídias.

A dramaturgia da TV inglesa teve início com a transmissão ao vivo de peças direto dos teatros onde eram montadas. Logo depois passou a adotar a montagem teatral em estúdio, com produções que duravam 30, 60 e 90 minutos. Esses teleteatros foram posteriormente adotando um visual estético cinematográfico, transformando-se em telefilmes. Nesse primeiro momento, esse tipo de dramaturgia foi batizada de TV Drama. Somente em 1950 surgiria a primeira minissérie inglesa, denominada drama serial. Em função disso, o termo serial passou a ser usado para determinar a produção de minisséries.

A primeira minissérie inglesa que se tem notícias foi "Little Women/Mulherzinhas", produzida entre dezembro de 1950 e janeiro de 1951. Adaptada por Winifred Oughton e Brenda R. Thompson, do livro de Louise Mary Alcott, a produção teve seis episódios de meia-hora de duração. Exibida à tarde para o público infanto-juvenil, a minissérie promoveu o início da produção do formato também para o público adulto. Assim, surgiu em maio de 1951 a minissérie "The Warden", também com seis episódios de meia-hora. Adaptada por Cedric Wallis, do livro de Anthony Trollope, a produção deu início à exploração desse formato narrativo que passaria a dedicar-se, basicamente, à adaptação de obras clássicas da literatura.


Justamente por isso, utiliza-se a definição 'classical serial' para minisséries com base nessas obras; e de 'serials' as produções originais. Estas, surgiram em 1952, com a produção de "The Broken Horseshoe", escrita por Francis Durbridge. A história era um thriller com seis episódios de meia hora de duração cada; em 1953, ganhou uma versão cinematográfica. As minisséries abriram as portas para o surgimento das séries, em 1952, com "The Appleyards"; e das novelas, em 1954, com "The Grove Family". A princípio, as séries eram destinadas ao público infantil e as novelas ao público adulto.

A coroação da rainha Elizabeth II em 1953 fez a venda de aparelhos de televisão aumentar, passando de 2 milhões para 45 milhões ao longo de dois anos. A popularização do veículo promoveu o surgimento da TV comercial em 1955, que dedicou-se mais à produção de séries que de minisséries ou teleteatros/telefilmes.



Prevendo o surgimento da concorrência, a BBC passou a explorar com mais frequencia a produção seriada e de minisséries a partir de 1952. Em 1953, estreou a minissérie "The Quatermass Experiment", a primeira ficção científica do formato que rompeu padrões da narrativa clássica inglesa, criando um marco na história da TV britânica. Foram seis episódios transmitidos ao vivo com poucas cenas filmadas previamente. A história, situada no período da Guerra Fria e da bomba atômica, apresentou a vida de três astronautas que, ao retornarem à Terra infectados por um organismo alienígena, são transformados em enormes criaturas vegetais.

Ao longo das décadas, as minisséries tornaram-se uma das principais atrações da TV britânica, sendo exportadas a diversos países. A partir dos anos 80, elas começaram a ser disponibilizadas em home video, chegando aos anos 2000 também em DVD e Internet. Em premiações como o Emmy ou Golden Globe, as minisséries inglesas se tornam quase sempre as favoritas na disputa com as produções americanas. Muitos críticos as comparam a pequenas obras primas da televisão mundial, capazes de reproduzirem com perfeição diferentes períodos, promovendo e propagando a cultura e a história da Inglaterra.


No Brasil, foram poucas produções inglesas que conseguiram chegar à TV, em comparação ao volume de séries e minisséries importadas dos EUA. O protecionismo e a dominação americana em relação à produção televisiva impediu que o brasileiro pudesse ser exposto com mais frequencia a diferentes culturas. Mesmo assim, a Inglaterra, bem como o Canadá e o Japão ainda são os países que mais vendem produções para o mercado brasileiro, depois dos EUA.

Correm rumores de que a TV a cabo brasileira poderá ter em breve o acesso ao canal BBC América, mas ainda não há definições concretas a este respeito. A BBC América surgiu em 1998, como parte do grupo BBC Worldwide, com o objetivo de exibir produções, tanto da BBC, quanto de outros canais ingleses. Transmitida pela TV a cabo e por satélite aos EUA, o canal ainda não conseguiu chegar a outros países do continente americano.


O acesso que os brasileiros têm às minisséries inglesas estava restrito à boa vontade da TV aberta ou a cabo. Nos anos 90, o Eurochannel foi responsável em transmitir muitas produções inglesas, tanto séries, quanto minisséries ou humorísticos. Atualmente, é mais fácil encontrá-las canais a cabo como o Eurochannel e o Film & Arts, bem como pela Internet ou pelo DVD.

Em 2009, a Log On Editora fechou um contrato de parceria exclusiva com a BBC inglesa, através do qual tem permissão de lançar no mercado brasileiro de DVD, sua programação televisiva. Além dos documentários, um dos formatos mais respeitados do canal, também estão sendo disponibilizadas algumas minisséries. Ainda falta à editora dar mais atenção as séries da BBC, que tem diversos títulos os quais poderiam interessar ao público brasileiro, entre eles "Doctor Who", um dos personagens ícones da cultura pop inglesa.


Entre as minisséries lançadas em DVD estão "Emma", "Oliver Twist", "Orgulho e Preconceito", "Razão e Sensibilidade" e "North & South". Das séries, a editora já lançou a primeira temporada de "Torchwood" e "Life on Mars", sem previsão de quando serão disponibilizadas as próximas temporadas, bem como a série completa de "The Office", produção que ganhou várias versões estrangeiras, incluindo a americana.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Persons Unknown, Minissérie de Christopher McQuarrie


Em 2009 a NBC anunciou a compra de 13 episódios de uma nova série produzida pela Fox em parceria com Televisa do México e a RAI, da Itália. O nome era "Persons Unknown", criada por Christopher McQuarrie, roteirista de "Operação Valquíria" e "Os Suspeitos", pelo qual ganhou um Oscar.

A série fazia parte do pacote de co-produções estrangeiras da Fox, no qual estão incluídas "Mental" e "Defying Gravity". Através desse processo de co-produção internacional, o estúdio prepara 13 episódios de uma série para, somente depois, oferecê-la a canais americanos. Tendo boa audiência, novos episódios são produzidos; não tendo, fica restrita à primeira temporada. Mas, independente do resultado da audiência, a NBC já decidiu manter "Persons Unknown" restrita à produção de 13 episódios, os quais estão sendo anunciados pelo canal como minissérie.


Na história, um grupo formado por sete pessoas acorda em uma cidade deserta. Sem qualquer lembrança de como chegaram ao local, eles começam a explorar a cidade, descobrindo que estão sendo observados por câmeras de seguranças. Agora o grupo precisa se unir para solucionar o mistério e conseguir escapar desta espécie de prisão.

O enredo já serviu de base para muitas outras produções, mas gostaria de listar aquelas às quais a história me remete. Temos episódios de "Além da Imaginação" e de "Terra de Gigantes", ambas dos anos 60. Na primeira, existe um episódio chamado "Cinco Personagens à Procura de uma Saída", o qual tem como base as peças de Luigi Pirandello, "Seis Personagens à Procura de um Autor", e de Jean-Paul Sartre, "Sem Saída". Na mesma série, tem também o episódio "Onde Estão Todos", no qual temos um homem que se encontra em uma cidade deserta, sem se lembrar de como chegou lá.


Já na série "Terra de Gigantes", tem um episódio chamado "Cidade Fantasma", no qual os sete peqeninos (presos em uma terra de gigantes) acorda em uma cidade deserta, com casas, plantas e objetos de seu próprio tamanho.

Além dessas referências, também podemos incluir "O Prisioneiro", série clássica inglesa, na qual o personagem principal acorda em uma vila, aparentemente deserta. Ao longo da história, percebe que é habitada. Nas mesmas condições, temos o episódio "The Town", de "Missão: Impossível", no qual Jim Phelps é sequestrado e levado a uma pequna cidade do interior onde descobre ser habitada por agentes inimigos. Ou ainda "James West", com o episódio "O Fantasma do Coronel", no qual West se vê em uma cidade quase deserta, onde os poucos moradores que encontra, começam a morrer um a um.


"Persons Unknown" é estrelada por Alan Ruck, de “Spin City”, Daisy Betts, Jason Wiles, de “Third Watch”, Sean O’Bryan, de “Six Feet Under”, Tina Holmes, de “Six Feet Under”, Chadwick Boseman, de “Lincoln Heights”, Kate Lang Johnson, Kandyse McClure, de “Battlestar Galactica”, Gerald Kyd, de “Casualty”, Lola Glaudini, Alan Smyth, Lee Purcell e Reggie Lee, de "Prison Break".

A minissérie estreia no dia 7 de junho pela NBC. Confira o trailer abaixo:

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Seven Deadly Sins, Minissérie do Lifetime


Nos dias 23 e 24 de maio o canal Lifetime exibirá a minissérie "Seven Deadly Sins", com base na obra de Robin Waserman. Serão dois episódios de duas horas cada. A adaptação do livro de mesmo nome ficou a cargo de Gary Tieche, com direção de Jeff Renfroe e produção da SDS Film em associação à RHI.

A história gira em torno de moradores de uma pequena cidade chamada Grace, para onde Kaia Sellars (Rachel Melvin) acaba de se mudar. A jovem vivia se metendo em encrencas quando morava com a mãe em Nova Iorque, por isso, é enviada para o interior para morar com o pai.


Na cidade ela conhece Harper Grace (Dreama Walker) herdeira da família que construiu a cidade, mas que agora passa por problemas financeiros. Harper é apaixonada por Adam (Jared Keeso), que por sua vez está saindo com Beth (Emma Lahana), a estudante mais aplicada da escola. Kane (Greyston Holt), amigo de Adam, deseja Beth, enquanto Miranda (Kirsten Prout), deseja Kane.

Em meio a tudo isso, existe Kaia, que decide brincar com os sentimentos de todos, até que ela conhece o Sr. Powell (Eric Close), o professor de francês, que tem o hábito de se envolver com as alunas. Fora da escola, a situação não é melhor. Hank (Ty Olsson) pai de Harper, mantém um caso a mãe de Kane (Leslie Hope), Sharon, a delegada da cidade. Em meio a traições, ciúmes, sexo e drogas, ocorre o inevitável assassinato, último ingrediente dessa novela juvenil.

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terça-feira, 11 de maio de 2010

Definido o Prelúdio de Spartacus

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O canal Starz definiu a produção que irá servir para manter a equipe de "Spartacus" em atividade, gerando lucro, enquanto a produção da segunda temporada não tem início. Ainda sem título a minissérie de seis episódios deverá apresentar uma história que antecede às situações vistas na primeira temporada da série. A produção terá as presenças de Lucy Lawless e John Hannah, intérpretes de Lucrécia e seu marido Batiatus. Segundo o Variety, Andy Whitfield, que interpreta Spartacus, deverá fazer participação em uma cena. Com filmagens na Nova Zelândia, a estreia está prevista para janeiro de 2011.

Conforme divulgado, as filmagens dos episódios da segunda temporada da série foram adiadas em função do afastamento do ator Andy Whitfield para tratamento. Durante o check-up obrigatório pelo qual ele foi submetido antes do início da produção de novos episódios, o ator foi diagnosticado com câncer.

O atraso representa para o canal Starz um prejuízo financeiro, visto que para manter a mesma equipe de produção na Nova Zelândia, é necessário continuar a pagar salários e armazenamentos de equipamentos, cenários, etc. Por isso, foi decidida a produção dessa minissérie.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Atores de Life on Mars se Reunem em Nova Minissérie


Sam Tyler reencontra Gene Hunt. Os atores que deram vida aos personagens de "Life on Mars" agora estrelam uma nova minissérie da Sky1 inglesa, com previsão de estreia para 2011.

"Mad Dogs" é uma minissérie em quatro episódios criada por Cris Cole, com produção da Left Bank Pictures. A história apresenta o reencontro de um grupo de amigos dos tempos de colégio, Woody (Max Beesley, de "Survivors), Quinn (Philip Glenister, de "Life on Mars" e "Ashes to Ashes"), Baxter (John Simm, de "Life on Mars"), e Rich (Mar Warren, de "O Golpe/Hustle"). Eles são convidados por Alvo, outro velho amigo do grupo, a comemorar suas aposentadorias em sua vila em Majorca, onde ele fez sua fortuna no ramo imobiliário. Mas, as férias são marcadas por uma sequencia de eventos que inclui um assassinato, levando o grupo a questionar seus valores, caráter e amizade.

A idéia da minissérie surgiu a partir do momento que os quatro atores, que são amigos na vida real, manifestaram interesse em trabalharem juntos. Essa é a terceira vez que Simm e Glenister trabalham juntos na TV. Além de "Life on Mars", eles estiveram no elenco da minissérie "State of Play", já exibida pelo Film & Arts. 

terça-feira, 4 de maio de 2010

Strike Back, Nova Minissérie do Canal Sky Inglês

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No dia 5 de maio estreia pelo canal Sky da Inglaterra a minissérie "Strike Back", produção com base no livro de mesmo título escrito por Chris Ryan. São seis episódios adaptados por Zed Mercurio, com direção de Daniel Percival, os quais serão exibidos dois por noite até o dia 19 de maio sempre às quartas. A produção é da Left Bank Pictures, a mesma responsável pela série "Wallander".

A história gira em torno de um ex-soldado da Unidade de Forças Especiais inglesa, que atuou no Afeganistão, Iraque. Porter (Richard Armitage, de "Robin Hood"), casado e com uma filha, é o líder da Unidade. Considerado por seus superiores como uma espécie de "máquina assassina", Porter e seus homens são enviados ao Iraque em 2003 com a missão de resgatar reféns mantidos na cidade de Basra.

Mas, algo sai errado e a missão resulta na morte de vários envolvidos. Dominado pela culpa, Porter recebe uma dispensa desonrosa, passando a viver perseguido pelas consequencias de seus atos.


Trabalhando como segurança, Porter ganha uma nova oportunidade quando uma jornalista inglesa é sequestrada no Iraque. Unindo-se novamente à equipe, agora comandada por Collinson (Andrew Lincoln - ator que irá estrelar a série "Walking Dead" do AMC) um dos militares que fizeram parte da mal fadada missão, Porter vê sua oportunidade de se redimir.

Filmada em HD em países da África do Sul, a minissérie também traz para o elenco os atores Toby Stephens, Ewen Bremmer, Jodhi May, Dhaffer L'Abidine, Orla Brady, Shelley Conn e Colin Salmon.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Band of Brothers Estreia na Bandeirantes

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No dia 7 de julho de 1937, o Japão invadiu a China, ação que marcaria o início da 2ª Guerra Mundial no Pacífico. No dia 1º de setembro de 1939, a Alemanha invadiu a Polônia dando início à 2ª Guerra Mundial na Europa. Pouco depois, a Inglaterra e a França declararam guerra ao país comandado por Adolf Hitler. A União Soviética entrou no conflito no mesmo mês.

Tentativas de pactos e armistícios foram feitas. Mas, em 1940, a Alemanha e seus aliados, entre eles Itália e Japão, continuavam a atacar e invadir outros países. Em junho de 1941, as tropas de Hitler invadiram a União Soviética; e em dezembro, o Japão atacou os Estados Unidos da América, via Pearl Harbor, no Havaí. No dia 7 de dezembro, os EUA declararam guerra ao Japão. Entre os dias 11 e 13 de dezembro, a Alemanha e os países aliados declararam Guerra aos EUA. Estava oficialmente iniciada a 2ª Guerra Mundial, envolvendo países da Ásia, Europa e Américas.


No dia 6 de junho de 2001, em Utah, foi realizada a reunião de membros sobreviventes do Batalhão de Infantaria, divisão de paraquedistas, da Companhia E, figura central da minissérie produzida por Steven Spielberg e Tom Hanks para a HBO. Para alguns, foi o primeiro encontro desde o final da guerra em 1945.  A produção representou para esses, e outros soldados que lutaram no conflinto, muito mais que um reencontro com aqueles que dividiram a pior experiência de vida que poderiam ter em comum. Representou, também, o resgate da memória daqueles que partiram durante o conflinto.

A minissérie tem como base o livro "Band of Brothers", de Stephen Ambrose, além do livro de memórias "Parachute Infantry: An American Paratrooper's Memoir of D-Day and the Fall of the Third Reich", escrito por um dos soldados sobreviventes. Narrada em 10 episódios, a história apresenta o batalhão E, desde o treinamento em uma base militar americana, passando pelas primeiras missões, o testemunho dos conflitos ocorridos no Dia D, e em outras batalhas históricas, culminando com a tomada da Alemanha e a descoberta da existência de campos de extermínio judeus.


Antes do início de cada episódio, a minissérie apresenta depoimentos de soldados sobreviventes, que lembram de suas experiências nos fatos que serão apresentados naquele determinado momento. A produção omitiu a identidade desses soldados reais, para somente revelar quem eram no final da história. Dessa forma, ao longo de cada episódio, não sabemos quem sobreviveu ou não.

Stephen Ambrose faleceu um ano após a estreia da minissérie "Band of Brothers". Historiador, biógrafo e professor de história da Universidade de New Orleans, ele publicou vários livros que retratavam o período da 2ª Guerra Mundial. Foi assistente de Spielberg na produção do filme "O Resgate do Soldado Ryan" e produtor executivo da minissérie que estreia esta noite no canal Bandeirantes.


Inicialmente prometida para fevereiro, a minissérie "Irmãos de Guerra/ Band of Brothers" estreia às 21h. Quem ainda não conferiu a produção quando exibida pela HBO Brasil ou lançada em DVD, não pode perder a oportunidade de acompanhá-la.

Ambrose escreveu seu livro, que tem o mesmo título da minissérie, com base em depoimentos de sobreviventes da Companhia E e pesquisas de material publicado na época. A adaptação para a TV foi feita por uma equipe de sete roteiristas: Erik Jendresen, Tom Hanks, John Orloff, E. Max Frye, Graham Yost, Bruce C. McKenna e Erik Bork.


Cada personagem tem como base uma pessoa da vida real, que fez parte do batalhão. Ao longo da produção, os atores mantiveram contato com sua contraparte da vida real, ou com pessoas que os conheceram. Suas vidas e atitudes foram condensadas para que pudessem resultar em amostragens daquilo que viveram durante os anos retratados na produção. A despeito de algumas liberdades artísticas, como o fato dos soldados andarem sem capacetes ou redistribuição de falas para que todos pudessem ter uma presença equilibrada na trama, a minissérie manteve a fidelidade ao destino de cada personagem, à exceção do Sargento Albert Blithe.

A história tem como personagem base o Major Richard Winters (Damian Lewis, de "Life"), comandande do batalhão. Mas cada episódio traz  um dos soldados em foco, vivendo diferentes conflitos nos quais a Companhia E atuou. O melhor amigo de Winters é o capitão Lewis Nixon (Ron Livingston, de "Defying Gravity"), que se agarra à bebida para fugir da realidade em que vive.


Também fazem parte da história o Coronel Robert F. Sink (Dale Dye), os Capitães Ronald Speirs (Matthew Setle, de "Gossip Girl"), Herbert Sobel (David Schwimmer, de "Friends"); os Tenentes Carwood Lipton (Donnie Wahlberg, de "Boontown"), Lynn Compton (Neal McDonough, de "Desperate Housewives"), Harry Welsh (Rick Warden), Henry Jones (Colin Hanks), Harry Welsh (Rick Warden), Jack Foley (Jamie Bamber, de "Battlestar Galactica"), Thomas Meehan (Jason O'Mara, de "Life on Mars" - US); os Sargentos Donald Malarkey (Scott Grimes, de "Plantão Médico/ER"), Darrell Powers (Peter Youngblood Hills), Denver Randleman (Michael Cudlitz, de "Southland"), John Martin (Dexter Fletcher, de "Hotel Babylon"), James Alley Jr. (George Calil), Charles E. Grant (Nolan Hemmings), Joseph Toye (Kirk Acevedo, de "Fringe"), William Guarnere (Frank John Hughes), Warren Muck (Richard Speight Jr., de "Jericho"); os Técnicos Eugene Roe (Shane Taylor), George Luz (Rick Gomez, "What About Brian"), Frank Perconte (James Madio), Joseph Liebgott (Ross McCall), Jospeh Ramirez (Rene L. Moreno), Antonio C. Garcia (Douglas Spain); os soldados Robert Wynn (Nicholas Aaron), Edward Heffron (Robin Laing), Wayne A. Sisk (Philip Barrantini), Mcintosh (Ben Loyd Holmes), David Kenyon Webster (Eion Bailey), James Miller (James McAvoy), entre outros.


Orçado em 12.5 milhões de dólares por episódio, a minissérie se tornou a produção mais cara da época. A esse valor, foi somada as despesas da campanha publicitária, que chegou a uma média de 15 milhões de dólares. Incluída na despesa da campanha de divulgação, estava o evento que promoveu o encontro dos veteranos da Companhia E, no qual foi exibido o primeiro episódio da minissérie antes de sua estreia.

Filmada no mesmo estúdio britânico onde "O Resgate do Soldado Ryan" foi feito, e locações na Áustria, a minissérie começou a tomar forma em 1998, ano em que o filme, orçado em 90 milhões de dólares, foi lançado nos cinemas americanos. Durante a produção da minissérie, vilas inteiras foram construídas para depois serem destruídas, sendo que tanques e armas de guerra foram restaurados para serem utilizados durante as filmagens.


O primeiro episódio da minissérie estreou nos EUA com a impressionante média de 10 milhões de telespectadores; um número extremamente alto para a TV a cabo, que costuma girar em torno de 5 milhões. No entanto, a exibição do programa teve início dias antes dos ataques do 11 de setembro, o que acarretou em uma queda na audiência para os episódios seguintes. Mesmo assim, conseguiu manter uma média de 7 milhões de telespectadores.

Desde os anos 60, com a série "Combate", a televisão americana busca retratar com realismo os períodos de conflitos bélicos, em especial a da 2ª Guerra Mundial; dedicando-se, na maioria das vezes, a apresentar o lado humano em meio à ignorância, destruição e violência.


"Irmãos de Guerra/Band of Brothers" resultou em um trabalho de visual artístico com um apuro realista, sobre mais um período sangrento e aterrorizante da história da humanidade, retratado com sensibilidade por cada personagem da história, seja ele emotivo ou racional.

Nos dias de hoje, falar sobre os horrores dessa guerra em particular, tendo o distânciamento do tempo e do espaço, facilita para que surjam questionamentos sobre o que ela representou, ou até mesmo para os fatos que ocorreram. Esse é um dos caminhos que as pessoas tomam para que a história possa se repitir...

sábado, 1 de maio de 2010

Minissérie Shogun no TCM


Após a morte do Lorde Protetor do Japão no século 17, o país começa a dividir-se. De acordo com o testamento do líder morto, o Conselho de Regentes, formado por cinco lordes guerreiros, deve comandar a nação até o herdeiro atingir a maioridade. Entre os regentes estão o visionário Toranaga, chefe do oeste, e Ishido, seu belicoso rival.

É nesse momento volátil que chega ao Japão o ambicioso navegador inglês John Blackthorne, um mercador cujo objetivo é acabar com o monopólio de Portugal, que controla o comércio entre o Japão e a China. Blackthorne, primeiro inglês a atravessar o Estreito de Magalhães, e sua tripulação de oito homens, naufragam perto de uma aldeia dominada por Yabu, um dos asseclas de Toranaga. Para os japoneses, ele não passa de um bárbaro transparente nos sentimentos e fácil de manipular por causa da preocupação exagerada com a própria vida. Eles o chamam de Anjin (navegador). O fato de ser protestante agrava sua recepção, pois as ilhas já contam com a presença de ocidentais católicos, que vêem no inglês uma ameaça a seu lucrativo intercâmbio de ouro e prata pelo Oriente.

Após a prisão de Anjin e sua tripulação, ele é o único transportado à sede do governo, em Osaka, onde é poupado por Toranaga, que ficara fascinado pela velocidade e pelo poder de fogo do navio inglês. Prevendo seu iminente embate com Ishido e os jesuítas, ele decide usar os conhecimentos de Anjin como navegador e construtor de navios. Eventualmente, Anjin é nomeado hatamoto, ajudante de confiança do lorde, e depois é transformado em gai-jin, primeiro samurai não japonês. Durante esse período, ele aprende a cultura do país com a ajuda de Mariko, uma dama samurai, por quem se apaixona. Quando Ishido é derrotado, Toranaga emerge vitorioso como Shogun, o ditador militar supremo, e Anjin alicerça sua posição de mais fiel aliado.


Por mais de uma década, o novelista, roteirista e produtor James Clavell trabalhou neste projeto, que começou como romance e culminou em uma grandiosa minissérie com 12 horas de duração, estrelada pelo Rei das Minisséries, Richard Chamberlain, em 1980, na NBC. Exatamente por causa do tempo gasto no livro, Clavell preferiu passar adiante a tarefa de transpor sua obra para a TV. “Eu conheço muito bem a estória e fica muito difícil editar meu próprio trabalho.” Declarou o escritor na época. Após algumas tentativas frustradas, o trabalho chegou às mãos do experiente Eric Bercovici, que já havia transformado outros livros em filmes, entre eles Flesh and Blood, The Top of the Hill e Washington: Behind Closed Doors.

Com a missão de cortar metade do conteúdo presente no livro sem perder a essência dos personagens nem das cenas dramáticas, Bercovici chegou ao âmago de Shogun contando a estória pela perspectiva de Blackthorne, removendo as intrigas políticas que não envolvessem o personagem. Essa economia de tempo e dinheiro agradaram Clavell. Ele completou a equipe, contratando o diretor Jerry London (Guerra, Sombra e Água Fresca/Hogan’s Heroes) e um grupo-chave de técnicos americanos.

Jerry London

Tudo estava pronto para a viagem ao Japão, mas para Chamberlain a questão era convencer James Clavell a lhe dar o papel. O novelista tinha em mente os britânicos Albert Finney e Sean Connery e não imaginava o Dr. Kildare interpretando Anjin. Os testes com Chamberlain, no entanto, o fizeram mudar de opinião. A conquista foi tanto uma realização pessoal quanto um desafio profissional, pois Chamberlain e Blackthorne ficavam constantemente cercados de pessoas que só falavam japonês. Essa sensação de abandono em meio ao desconhecido foi compartilhada pelo público, que ficava a mercê de Blackthorne para entender uma estória contada em um idioma completamente estranho. Chamberlain era o único americano em um elenco também composto por 15 europeus, 28 japoneses em papéis importantes, e milhares de extras locais. Embora a equipe técnica tivesse 30 americanos, a maior parte dos trabalhos era desempenhada por japoneses.


Com relação ao idioma, a Paramount inicialmente pretendia utilizar uma tradução simultânea sobre as vozes dos atores japoneses, mas Bercovici recusou a ideia, bem como a utilização de legenda, porque tais métodos comprometeriam o impacto dramático da trama.

Para interpretar Toranaga, foi contratado o ator internacionalmente conhecido, Toshiro Mifume, que viu no papel a missão de tornar Shogun um retrato autêntico de seus país e introduzir sua história e cultura às plateias do mundo. Com isso em mente, ele trocou muitas ideias com o diretor, Jerry London. O resultado seria a recriação precisa de uma época, talvez com poucas exceções. De acordo com a tradição, por exemplo, os samurais daquele tempo deveriam raspar a cabeça. Mas como a produção temia que Toranaga parecesse muito estranho ao público americano, ele manteve o cabelo.

Produzir uma minissérie americana tão longe de casa, naquela época, provou ser um enorme desafio. De 4 de junho a 11 de dezembro de 1979, a equipe acostumada às facilidades de Hollywood lutou com as enormes barreiras idiomáticas e com uma indústria cinematográfica precária. O resultante choque de culturas fez a produção passar do orçamento, indo de 13 milhões para vinte. Além disso, frequentemente era difícil liberar áreas como cais, campos e castelos para as filmagens sem atrair o descontentamento de pescadores, fazendeiros e até da polícia. Após muito incômodo de ambas as partes, a produção fez uma contribuição de 25 mil dólares ao sindicato dos pescadores.

A produção também atraiu a ira de moradores de um bairro residencial em Tóquio, durante as filmagens noturnas do desastre do Erasmo, navio de Blackthorne. O enorme cenário montado em um tanque no Toho Studios tornou-se alvo de diversas reclamações por causa do barulho provocado pelo mecanismo que simulava ventos, tempestades e ondas. Em uma tentativa de aplacar a ira dos moradores, Clavell e Mifume pediram desculpas e os convidaram a visitar o estúdio. Mas as queixas cessaram apenas quando Clavell os presenteou com garrafas de saquê. A natureza também contribuiu com tufões, desmoronamentos e muita chuva.

E como vencer a barreira do idioma? Com intérpretes, claro. Mas a velocidade desta troca de informações não satisfazia a equipe americana, que com frequência também se aborrecia com o curioso hábito dos japoneses de realizar conferências para debater as instruções inesperadas. Filmar nestas condições tornou-se difícil, particularmente em cenas navais. Durante uma sequência envolvendo diversas embarcações no largo de Nagashima, por exemplo, a transmissão de instruções através de walkie-talkies transformou a cena em uma comédia pastelão, com barcos virando e colidindo uns nos outros.


Outro transtorno digno de um “falha nossa” ocorreu quando Jerry London finalmente conseguiu comunicar a um grupo de 35 extras japoneses que deveriam disparar seus mosquetes quando ouvissem Blackthorne proferir a palavra now (agora). Em seguida, Chamberlain apareceu no cenário e perguntou ao diretor quando ele deveria dizer now. Imediatamente, os extras dispararam suas armas.

Talvez o maior problema enfrentado em Shogun foi encontrar a atriz para interpretar Mariko. A busca por uma atriz japonesa jovem e bonita que falasse inglês estendeu-se por semanas durante as filmagens, e quase provocou uma parada na produção, até que Yoko Shimada apareceu. Embora seu inglês não fosse fluente, ela foi capaz de melhorar seu desempenho com a ajuda de um professor e conseguiu transmitir a noção de subserviência feudal e da força samurai, ao mesmo tempo em que mostrou o fascínio oriental necessário para seduzir Blackthorne.


Apesar dos muitos obstáculos, London concluiu as filmagens em seis meses, três dias antes do esperado, voltando para casa com 125 horas de material filmado. Então, Maurice Jarre ficou com a tarefa de compor a trilha, enquanto Orson Welles fez a narração. Todo o esforço foi recompensado com o enorme sucesso alcançado pela minissérie nos Estados Unidos. As pesquisas indicaram 42% de audiência em Nova Iorque e 70% em São Francisco, sendo igualmente bem-sucedida na Europa. Conquistou diversos prêmios Emmy, Golden Globe e People’s Choice, entre outros. Ela só enfrentou o gosto do fracasso em sua versão compacta destinada ao cinema.

Shogun foi uma produção gigantesca. Assim como E o Vento Levou/Gone with the Wind, filme com o qual foi comparado, Shogun absorveu mais tempo, dinheiro e esforço do que qualquer outro filme já criado até a época.” Frank Cardea (produtor associado).

Conheça ou reveja essa emocionante aventura a partir deste domingo às 20h no TCM.

(clique nas imagens para ampliar)






quinta-feira, 29 de abril de 2010

Gillian Anderson e Kim Cattrall Juntas em Minissérie Inglesa


O Channel 4 da Inglaterra produzirá a minissérie "Any Human Heart", com base em livro escrito por William Boyd. A produção terá quatro episódios que serão exibidos no final desse ano. No elenco estão Gillian Anderson, de "Arquivo X", e Kim Cattrall, de "Sex and the City".

A história narra a vida fictícia do escritor Logan Mountstuart, o qual será interpretado por Jim Broadbent, Matthew Macfadyen e Sam Claflin, em diferentes idades. Gillian será Wallis Simpson, viúva americana que casou-se com o Rei Edward VIII, fato que o obrigou a abdicar do trono em favor do pai da atual Rainha Elizabeth II. Já Kim Cattrall será Glória, uma das amantes do protagonista.

A obra traz em estilo documental a biografia ficcional de Logan Mounstuart, um escritor uruguaio que viveu na Inglaterra onde testemunhou vários eventos importantes do Século XX. Ao longo de sua vida, conheceu dezenas de personalidades que fizeram parte da história, entre elas: Ian Flemming, a Duquesa de Windsor, o Rei Edward VIII, o ditador Adolf Hitler, antes de sua ascensão, os escritores Virgínia Woolf, Ernest Hemingway e Evelyn Waugh, entre outros.


No livro, a história é narrada em forma de diário, no qual o escritor Logan relata sua infância passada em Montevidéu. Ao mudar-se com os pais para a Inglaterra, ele entra na adolescência, vivendo os conflitos de seu primeiro amor, a decisão de seguir a carreira de escritor e jornalista; a publicação de seus primeiros livros; sua relação com a esposa de seu melhor amigo; seu primeiro casamento e sua primeira amante; a cobertura da guerra Civil Espanhola e da 2ª Guerra Mundial; seu encontro com Ian Flemming que o convoca a trabalhar como espião; a miséria e o alcoolismo que vieram com o pós-guerra; sua vida na África; seu envolvimento com terroristas na Alemanha; e sua velhice na Inglaterra.

A adaptação será feita pelo próprio William Boyd, que na versão para a TV terá de incluir diálogos para os personagens da trama. Também no elenco da minissérie estão Emerald Fennell, Hayley Atwell, Nathasha Little, Green Wing, Tom Hollander e Samuel West.

Minissérie The Kennedys Começa a Formar Elenco

 Greg Kinnear e Barry Pepper

Em dezembro divulgamos a informação que o History Channel daria início à produção de histórias ficcionais. A princípio serão apenas minisséries, podendo, no futuro, se extender as séries de TV.

A primeira produção será "The Kennedys", que tem como objetivo retratar a relação de John e Robert Kennedy com seu pai, Joe, bem como com suas respectivas famílias e trabalho, durante o período em que ocuparam a Casa Branca.

Para interpretar John Kennedy o produtor Joel Surnow escolheu Greg Kinnear. Katie Holmes, de "Dawson's Creek" será sua esposa, Jacqueline. Robert Kennedy será interpretado por Barry Pepper, de "Madison"; e Tom Wilkinson, de "John Adams", será Joe, o pai dos irmãos Kennedys.

Tom Wilkinson e Katie Holmes

A minissérie terá oito episódios com roteiro de Stephen Kronish e direção de Jon Cassar, que serão exibidos nos EUA em 2011. A produção terá a assessoria de uma equipe de historiadores que já trabalha para o canal.

Esta não é a primeira vez que Kinnear interpreta um personagem da vida real. Em 2002 ele deu vida à Bob Crane no telefilme biográfico "Auto Focus", que narrava a história do ator intérprete do Coronel Hogan em "Guerra, Sombra e Água Fresca". Tom Wilkinson foi visto em 2008 na minissérie "John Adams", onde interpretou Benjamin Franklin; sendo que ele e Barry Pepper trabalharam juntos no filme "Ripley, no Limite" em 2008.
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