quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dizem que Fomos Descobertos Hoje


Alguém se lembrava que hoje se comemora o descobrimento do Brasil? Dia 22 de abril de 1500, chegada da armada de Pedro Álvares Cabral que descobriu existir um imenso pedaço de terra habitada por povos indígenas a qual foi batizada de Brasil.

Para marcar a data, vamos lembrar da minissérie "A Invenção do Brasil", uma das produções brasileiras da última década que vale a pena ver de novo. Escrita por Guel Arraes e Jorge Furtado, com direção de Arraes, a minissérie foi produzida pela Globo em 2000 com três episódios os quais foram condensados para serem exibido nos cinemas com o título de "Caramuru - A Invenção do Brasil" (esta versão foi disponibilizada em DVD em 2001). Aliás, essa é uma prática que está se tornando comum na emissora: reeditar novelas para serem vendidas como minisséries para os gringos, e reeditar filmes para serem exibidos no formato minissérie na TV  (ou vice-versa).


"A Invenção do Brasil" é uma sátira à história de conto de fadas que foi passada de geração em geração ao longo de anos nas escolas brasileiras, a qual narra como o Brasil foi descoberto e conquistado por Portugal. Ao mesmo tempo, a minissérie reescreve a lenda do Caramuru.

Produzida em HDTV, a minissérie traz a história de Diogo Alvares, artista português que faz bicos como cartógrafo. Depois de perder os mapas que seriam usados por Cabral em uma de suas viagens de exploração, Diogo é deportado. A Caravela em que viaja naufraga, mas Diogo consegue chegar em terra firme, onde é recebido por uma tribo tupinambá. Em meio a eles, Diogo conhece Paraguaçú que tem uma irmã, Moema, filhas do cacique Itaparica. O Caramuru e suas duas esposas vivem em perfeita harmonia, até que os portugueses chegam ao Brasil, levando-o de volta a seu país, dessa vez na companhia de Paraguaçú.


A produção foi estrelada por Selton Mello, Camila Pitanga, Debora Secco, Tonico Pereira, Débora Bloch, Luis Mello, Pedro Paulo Rangel e Diogo Vilela, entre outros.

Mesclando personagens históricos de diferentes períodos, linguagem da época com gírias atuais, e um visual gráfico que utilizava as inserções explicativas, a minissérie contribuiu para a reinvenção da televisão brasileira, ao mesmo tempo em que comemorou 500 anos da descoberta do Brasil pelos portugueses.


Guel Arraes representou na década de 80 o que a O2 Filmes é para os dias atuais dentro da programação da TV Globo. Foram os programas que comandou que deram uma chacoalhada no conteúdo desgastado da emissora trazendo à vida produções como "Armação Ilimitada" e "TV Pirata", a qual ainda teve na equipe de roteiristas, o pessoal do "Casseta & Planeta" e o escritor Luis Fernando Guimarães. Esses programas foram precursores do estilo narrativo que hoje vemos nas séries e programas humorístico do canal.

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