quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Falecimentos


David Gerber (1923-2010)

O produtor faleceu aos 86 anos de idade vítima de uma parada cardíaca no dia 2 de janeiro. Gerber recebeu o Emmy por seu trabalho com séries como "Os Novos Centuriões/Police Story" e "Police Woman", ambas produzidas nos anos 70.

Nascido em 25 de julho de 1923, em Nova York, Gerber serviu durante a 2ª Guerra Mundial como técnico de rádio. O avião B-17 em que estava foi abatido e Gerber foi feito prisioneiro de guerra pelos alemães durante 13 meses. De volta aos EUA, iniciou sua carreira em uma agência de publicidade na qual era responsável em supervisionar produções televisivas. Pouco depois, estava trabalhando como produtor para a 20th Century Fox na qual foi responsável por séries como "Nós e o Fantasma/The Ghost and Mrs. Muir" e "Nanny (e o Professor)/Nanny and the Professor".

Nas décadas de 60 e 70, Gerber passou a dedicar-se a romper temas tabus como o racismo, produzindo filmes como "Ao Mestre com Carinho/To Sir with Love", que serviu de inspiração para a série "Room 222", primeira dramédia produzida no formato séries de TV; e o telefilme "Nakia", que serviu de piloto para a série de mesmo nome na qual temos um índio americano que trabalha como xerife em uma pequena cidade dos EUA.

Gerber com Angie Dickson de "Police Woman"

Na TV, seus grandes sucessos foram "Medical Center", "Os Novos Centuriões" e "Police Woman". A primeira é uma série do final dos anos 60 situada em um grande hospital no qual foram explorados temas delicados especialmente para a época, desde o homossexualismo até a interferência da administração de hospitais nos tratamentos médicos.

Já "Os Novos Centuriões" foi um drama policial que apresentava histórias com personagens diferentes a cada episódio, mas sempre situado na mesma delegacia de polícia. A série abriu caminho para produções como "Chumbo Grosso/Hilll Street Blues", "Homicide: Life on the Street" e "Nova Iorque Contra o Crime", entre outras produzidas hoje. Apresentando dramas pessoais, em que muitas vezes o comportamento do policial se assemelhava ao do bandido, a série produção ainda explorou o movimento contínuo da câmera em cenas conhecidas como "walk-and-talk", muito utilizada atualmente, mas que somente receberia notoriedade nas séries de TV quando apresentada em "Chumbo Grosso/Hill Street Blues".

Quanto a "Police Woman", a série serviu para romper a idéia até então vigente na qual acreditava-se que apenas homens conseguiam estrelar dramas policiais. Outras séries produzidas por Gerber são "Joe Forrester", "Born Free", "The Quest", "Eisched", entre outras.

No final da década de 70, Gerver foi presidente da Columbia Pictures Television; entre 1986 e 1992, foi presidente da MGM Television. Em 1991, foi responsável direto na criação de séries como "thirtysomething", "The Young Riders" e "In the Heat of the Night". Gerber ainda foi presidente da All American Television Productions. Também foi um dos diretores da Academy of Television Arts & Science e do Producers Guild, entre outras entidades.

Em 1961 ele se casou com a atriz Laraine Stephens, da série "Matt Helm", com quem vivia até o dia de sua morte. Os dois mantinham um vinhedo na California onde era produzido o vinho Laraine, nome em homenagem à esposa.

 Tetsuo Narikawa (1944-2010)

Conhecido por estrelar a série "Spectreman", o ator japonês faleceu aos 65 anos, no dia 1º de janeiro vítima de câncer no pulmão, após anos lutando contra a doença.

Nascido no dia 15 de abril de 1944, em Tóquio, Japão, Tetsuo ficou mundialmente conhecido ao interpretar Kenji/Jôji, o jovem que se torna o Spectreman na série de mesmo nome. Ele substituiu o ator Jiro Dan, que após filmar um episódio teste de 8 minutos, trocou o projeto pela série "O Regresso do Ultraman".


Mestre em karatê e judô, fundou a  International Karate League. Após sua breve carreira como ator, Tetsuo voltou a dedicar-se às artes marciais.


Muíbo César Cury (1929-2009)

O locutor, músico, ator e dublador faleceu aos 80 anos no dia 26 de dezembro, vítima de problemas cardíacos. Nascido no dia 15 de janeiro de 1929, em Duartina, interior de São Paulo, Cury iniciou carreira em 1949 e, desde 1952 trabalhava na Rádio Bandeirantes onde foi locutor e apresentador de programas jornalísticos e musicais, entre eles "Jornal em Três Tempos".


Na década de 60 formou a dupla Barreto e Barroso, chegando a compôr a música "João de Barro", em parceria com Teddy Vieira. Na TV, dublou vários personagens convidados de séries como "Viagem ao Fundo do Mar", "Daniel Boone", "Jeannie é um Gênio", "Missão: Impossível", "Jornada nas Estrelas" (primeira dublagem), e o Chuvisco do desenho "Plic e Ploc e Chuvisco" entre outras. Consta que seu trabalho mais famoso nesta área é a dublagem do urso Fonzie da série "Muppet Show".


José Soares (-2009)

Dublador, Soares faleceu no dia 23 de dezembro. Sua voz era conhecida dos fãs de "Perdidos no Espaço" por ter sido o primeiro dublador do Robô. Também foi Fitzhugh em "Terra de Gigantes"; o Cabeça de Ovo em "Batman"; o Shemp em "Os 3 Patetas"; o Dr. Swain em "O Túnel do Tempo"; o sr. Peebles dono da loja de animais onde vivia o "Maguila, o Gorila"; o Karatê em "Batfino"; o Oliver da dupla "O Gordo e o Magro";  Peter Potamus, o hipopótamo do desenho da Hanna-Barbera; o cão Smedley do "Pica-Pau"; Bruce Lee como o Kato em "O Besouro Verde"; Abner na 6ª e 7ª temporada de "A Feiticeira", o Catatau do "Zé Colméia", e o garçon Carequinha de "Chaves", entre outros.


Mas seu trabalho mais marcante foi sem dúvida o personagem "Mister Magoo", tanto que, ao ser redublado ganhou novamente a voz de José Soares. Visto que o som original tinha sido perdido, a distribuidora Focus, responsável pelo lançamento da série animada em DVD  localizou o dublador já aposentado e o trouxe de volta aos estúdios para refazer a dublagem.


Connie Hines (1930-2009)

Conhecida pelos fãs de séries como a esposa de Wilbur na sitcom "Mister Ed", Connie faleceu aos 78 anos de idade no dia 18 de dezembro de 2009, vítima de problemas cardíacos.

Nascida no dia 24 de março de 1931, Connie era filha de um produtor de um professor de arte dramática e preparador de atores, Connie começou a atuar ainda criança em uma peça dirigida pelo pai. Mais tarde, trabalhou como modelo e atriz de rádio. Mais tarde, uniu-se a um grupo de teatro em Miami. Sua carreira na TV teve início no final da década de 50 com participações em séries como "Bronco", "Os Intocáveis", "Johnny Ringo", "Corda Bamba/Tightrope", "Aventura Submarina/Sea Hunt", "Perry Mason", "Bonanza", "O Jogo Perigoso do Amor", "Medical Center" e "Mod Squad", entre outras.

 "Mister Ed"

Connie integrou o elenco de "Mister Ed" entre 1961 e 1966 na qual interpretou Carol, esposa de Wilbur (Alan Young), dono de um cavalo falante. Connie e Alan permaneceram amigos por toda a vida. Mesmo tendo se aposentado em 1971, ela voltou a se reunir com Alan na montagem da peça "Love Letters", em 1996. A morte de seu segundo marido levou Connie à depressão, para ajudá-la, Alan a convenceu a participar de convenções pelos EUA na esperança de que, conhecendo seus fãs, ela pudesse se recuperar mais rápido.

Connie e Alan Young em 2009

A atriz foi casada duas vezes, a primeira união foi antes de iniciar sua carreira na TV; a segunda foi em 1970 com o produtor Lee Savin, que produziu em 1989 um programa apresentado por Connie, o qual tinha como objetivo incentivar a adoção de animais domésticos.

Um comentário:

Alfonso disse...

Só agora fui saber disso...que chato...Tive a chance de rever Mr. Ed alguns anos atrás. Era uma comédia pra lá de simpática.

Tchau, Carol\Connie...até algum dia...

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