segunda-feira, 22 de junho de 2009

As Novas Séries da Globo

Cena de "Som e Fúria"

Estamos vivendo uma nova fase de produção brasileira seriada, como já comentei várias vezes aqui. Entre os canais abertos que está investindo em um maior número de produções é a Globo com três novos projetos em andamento e uma nova minissérie em fase de roteirização.

No dia 2 de julho está prevista a estréia de "Som e Fúria", versão da canadense "Slings & Arrows". Estrelada por Pedro Paulo Rangel, Andréa Beltrão, Felipe Camargo, Dan Stulbach, Daniel Oliveira, Regina Cazé, Gero Camilo, Rodrigo Santoro, Maria Flor, Chris Couto, Débora Falabella e Paulo Betti.

Esta é a
série mais aguardada por mim, já que sou fã da produção original. Estou torcendo para que dê certo. Embora conte com atores da casa, a produção está a cargo da O2 Filmes com direção de Fernando Meirelles e não da Globo e seus diretores (Deus é pai!!!). Para os curiosos como eu, confira abaixo o trailer.



Entre as produções em fase de desenvolvimento temos "Cinquentinha", comédia de Aguinaldo Silva que deverá substituir a série dramática "Tudo Novo de Novo", que não está dando muito certo.

As protagonistas são Suzana Vieira, Marília Gabriela, Renata Sorrah e Marília Pêra. Para o elenco de apoio estão sendo sondados os atores José Wilker, Fábio Assunção, Reynaldo Gianecchini e Danielle Winits, entre outros.

A série deverá estrear no segundo semestre de 2009, juntamente com "Aline", de Mauro Wilson, que terá oito episódios produzidos, além da segunda temporada de "Ó Pai Ó".

Maria Flor e Aline

"Aline" teve seu piloto exibido como especial de final de ano em 2008. Com base em personagens de tiras de quadrinhos criada por Adão Iturrusgarai, a série é estrelada por Maria Flor, Pedro Neschling e Bernardo Marinho. A produção ainda conta com as participações de Bianca Comparato, Octávio Muller e Raquel Galvão. Esta é a segunda adaptação de "Aline" para a televisão. Em 2005 o Cartoon Network exibiu cinco especiais com a versão animada da personagem.


Dalva de Oliveira e Cláudia Abreu

Já a minissérie biográfica da cantora Dalva de Oliveira está a cargo de Maria Adelaide Amaral e terá como protagonista a atriz Cláudia Abreu, sob a direção de Dennis Carvalho.

Dalva de Oliveira fez sucesso como cantora entre os anos 30 e 60. No final da década de 60 sofreu um acidente de carro que a fez retirar-se da vida pública. Retornou em 1970 com o sucesso "Bandeira Branca". A cantora faleceu em 1972.

6 comentários:

Rafa Bauer disse...

Tb estou aguardandíssimo Som e fúria (apesar de não ter visto ainda a série original). Cinquentinhas poderia dar certo, mas por ser roteiro do Aguinaldo Silva, não sei não... Vamos ver como ele se sai no formato...
Vi um episódio de Tudo novo de novo e não me conquistou, mas achei interessante a estruturação do roteiro, parece que há mudanças sim a caminho...
E aguardo a 2ª temporada de Ó paí ó, que adorei!

Fernanda Furquim disse...

Não viu ainda o original!?! Que vergonha, imperdoável!!!!!!!

Rubens disse...

Fernanda, você acha que é possível para a televisão brasileira vir a produzir bons seriados, e até passar a dar mais espaço a esse formato no futuro, no horario nobre?

Eu sou extremamente cético, apesar de torcer para que um dia a televisao latino-americana venha a sair desse poço que são as novelas, os folhetins...

Mas eu nao consigo gostar do que ja vi ate hoje... Eu detestei Maysa (achei um troço arrastadissimo, exatamente que nem novela, com dialogos arrastados onde nada acontece), nao consigo achar a menor graça em Ó paí ó (não tem um milésimo da graça das piadas das sitcoms americanas, alías, seriado brasileiro de "humor" apela demais para a comédia histriônica ou de puro pastelão, porque o texto mesmo dificilmente ajuda...

Sei lá... Espero que um dia a tv brasileira acerte a mão...

Fernanda Furquim disse...

Oi Rubens!

Acho que a TV brasileira tem um potencial enorme, mas só vai conseguir ir para frente quando abrir as portas para o novo, não apenas o formato seriado mas também para profissionais.

Vivemos num sistema adiministrativo e artistico arcaico e venoso. Para piorar a situação, o investimento que estamos vemos na produção seriada não é por entender e desejar explorar seu potencial, mas para atender um público sobre o qual eles não conhecem nem desejam conhecer.

Para tanto produzem séries-novelas ou minisséries-novelas, investem mais na produção de séries cômicas que dramáticas, já que são mais difíceis e mais caras. O formato série cômica é explorado como se fosse programa humoristico, embora algumas produções tenham dado certo, mas graças aos profissionais não às emissoras.

Acima de tudo, as emissoras precisam entender o formato, para contratar profissionais adequados, separando aqueles que estão empregnados com o formato novela daqueles que conseguem desenvolver projetos mais voltados à narrativa seriada.

Existem muitos por aí, que desistem de uma carreira de roteirista ou diretor porque a TV brasileira não lhes oferece mercado, mesmo sabendo que existe público, sendo que as produtoras independentes não conseguem absorvê-los. Fora aqueles que encalham na publicidade e por mais que tentem não saem dela por segurança financeira.

Acho que as séries não deveriam ser o único formato a ser explorado pela TV brasileira. Está faltando investir mais em telefilmes, desenhos animados e documentários.

Sou daquelas que sonham com o dia em que as novelas voltarão a ser semanais como eram nos anos 50. Não torço pelo fim do formato porque sei que existe um público que gosta.

Mas assim sobraria horário na faixa nobre para preencher com outros formatos de dramaturgia que não a bendita linguagem de folhetim.

Se eu acredito que isso vá acontecer? Sim, porque senão, a TV brasileira irá para o buraco, perdendo não apenas para a produção internacional, mas para a Internet que um dia será o veículo mais comum utilizado por todos os brasileiros, especialmente quando a TV se unir fisicamente à Internet.

Só espero estar viva....

... disse...

Olá pessoas!
Concordo com tudo que a Fernanda falou e gostaria de complementar.

Um outro problema que temos no Brasil, para a produção de boas séries são os atores.
Em cada esquina temos escola de formação para atores focado em novelas.

Se pararmos para analisar os grandes atores de séries gringas não são conhecidos por grandes produções de filmes ou novelas e sim pelo teatro. É uma outra linguagem.

Particularmente vi duas séries ultimamente que gostei bastante "Queridos amigos" e "Capitu". Esta última, muito mais pela linguagem utilizada e atores do que pelo próprio texto!
Agora, séries como "Tudo novo de novo" na minha opinião, são um avanço. Assisti alguns episódios e agradeci muito, pois ha 10 anos, no mesmo horário passava aquela baboseira de "Os Normais". Isto, "Sai de baixo" e "Toma lá, dá cá" pra mim, são o fim, como roteiro. Podem ter alguns bons atores, mas é só!
Nada se salva. Novamente, minha opinião, como apaixonada por série e consumidora compulsiva do gênero.

Estou ansiosíssima por "Som e Fúria", pelo roteiro, atores, diretores e trilha (Tangos & Tragédias na chamada do seriado já me conquistou!)!!!
Vamos ver...
Beijos!
Keny Lane.

Fernanda Furquim disse...

É verdade Keny, a capacitação de atores que trabalham na TV está cada vez mais baixa.

E pior que atores que só fazem curso focado para a interpretação de novelas, são aqueles pseudo-atores que estão na TV porque protagonizaram um escândalo ou ficaram com alguém famoso!!

Acho um crime inafiançável estas coisas ganharem uma média de 100 a 600 mil por mês para destruirem a TV brasileira e ainda serem aplaudidos por isso!

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